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Lula: Globo e Estadão – Por que tanto medo da verdade e da justiça?

Por Redação

31 de agosto de 2020 : 10h26

Em 1º. de novembro de 2018 a defesa do ex-presidente Lula levou ao STF um habeas corpus em que pede a anulação da sentença do tríplex e de todos os casos em que o então juiz Sergio Moro atuou contra ele.

O pedido tem base em fatos notórios como os grampos ilegais, inclusive dos advogados de Lula, o abuso da condução coercitiva, a sentença que ignorou 73 testemunhos contrários à denúncia, e condenou por “atos indeterminados”, a deliberada manipulação da opinião pública por meio da mídia, tudo caracterizando a motivação política e eleitoral de Moro para perseguir Lula.

Somente agora, quase dois anos depois, O Globo e O Estado de S. Paulo usaram seus editoriais para tratar dessas gravíssimas denúncias. Mas não para destacar a necessidade de lançar luz sobre esses fatos, sistematicamente censurados pela mídia, nem a oportunidade que o habeas corpus oferece ao Judiciário para restabelecer sua credibilidade frente à notoriedade cada dia mais evidente dos abusos cometidos pela Lava Jato.

Ao contrário: o apelo quase desesperado que fazem aos ministros do Supremo é para que não façam justiça, não cumpram com seu dever.

A atitude dos dois jornais revela, em primeiro lugar, a cumplicidade que continuam mantendo com a atuação político-partidária de setores do Ministério Público e do Judiciário ao longo dos processos contra Lula.

É o chamado lawfare, que utiliza as instituições da justiça e da democracia contra a justiça e a democracia. Mesmo diante da evolução dos fatos, que levará inexoravelmente à consagração da verdade, tornaram-se prisioneiros das mentiras que construíram junto com Moro, a força-tarefa e outros agentes do estado que atuaram no processo.

Por isso insistem, como faz O Globo, na falácia de que haveria “um sólido conjunto de provas contra o ex-presidente”.

Que provas são estas que não surgem nem na denúncia nem na sentença? Se foi a defesa de Lula que demonstrou que o tríplex nunca foi dele? Se o imóvel foi até dado em garantia para um empréstimo ao real proprietário? Se o próprio Moro admitiu que não havia ligação entre o tal tríplex e recursos desviados da Petrobrás? Se invadiram as casas de Lula e seus familiares, vasculharam suas contas bancárias e fiscais e não encontraram sequer um centavo ilegal?

Não foi a defesa de Lula que provocou as recentes decisões de cortes superiores reformando decisões da Lava Jato contra outros réus e anulando sentença de Moro em outro processo. Foram os abusos e ilegalidades da própria operação e a parcialidade comprovada do ex-juiz.

Não foi e nem será a defesa de Lula que vai determinar a ocasião do julgamento do habeas corpus nem a composição da turma que irá fazê-lo. O caso foi apresentado, repita-se, há quase dois anos. Isso compete à Corte, malgrado as pressões indevidas sob argumentos falaciosos dos jornais.

O que ressalta dos editoriais do Globo e do Estadão é o medo de que a verdade seja reconhecida e de que a justiça seja feita, por fim, a um cidadão que exerceu com dignidade o mais alto cargo da República e que pagou com a prisão ilegal, por 580 dias, por contrariar os interesses dos que não queriam ver o povo brasileiro elegê-lo outra vez.

O julgamento do habeas corpus da suspeição terá, sim, profundas consequências para o país. Será a oportunidade de restaurar a credibilidade do Judiciário brasileiro e da crença na verdade, na justiça e nas instituições. Por que tanto medo?

Assessoria de Imprensa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva





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9 comentários

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Alan C

31 de agosto de 2020 às 14h47

Depende, quais verdades?

Que Lula foi preso com base num golpe fajuto do marreco “super herói” da bozolândia? Sim, foi.

Que Lula é corrupto parasitando a Petrobrás e se juntou com o que há de mais podre na política? Sim, é.

Responder

    Batista

    31 de agosto de 2020 às 20h51

    Lula é tão corrupto que devassaram sua vida desde Garanhuns, das falecidas esposas, dos filhos, dos amigos, etc., enfim, de todos com quem um dia relacionou-se social ou politicamente, até a quinta geração, e para concluir a anunciada farsa processual e impedi-lo de concorrer, vencer e acabar com o golpe, em 2018, tiveram que fazer uso de duas imortais jabuticabas jurídicas, o ato de ofício INDETERMINADO e o bem ATRIBUÍDO, sem falar no processo acelerado à moda fórmula um.
    Enquanto isso naquela família e em outras tantas acimas de qualquer suspeita ‘judicial e/ou moral’, de todas as ‘colorações dominantes’, a cada enxadada dada…

    Sem esquecer, em relação a Petrobras, que o único processo, entre os nove que compõe o conjunto do lawfare contra Lula, que restou mantendo denúncias em relação a mesma, aquele do powerpoint do inimputável investidor no ‘Minha Casa, Minha Vida’, o do ‘Quadrilhão do PT’, Lula foi liminarmente absolvido, com parecer favorável manifesto até pelo MPF e com o juiz federal declarando que denúncia tentou “criminalizar a atividade política”, como tão bem replica Allan C, nesse.

    Cara, tenha a decência de analisar os balanços da Petrobrás, desde 2000, e os autos dos processos lavajateiros, para confirmar o quanto Lula parasitou a Petrobras em seus governos, depois passe sabão de cinzas, da língua ao coração, e saia por aí cantando:
    “É uma dor Canalha que te dilacera, é um grito que se espalha, também pudera, não tarda nem falha, apenas te espera num campo de batalha, é um grito que se espalha, é uma dor Canalha” (Walter Franco)

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      O Demolidor

      02 de setembro de 2020 às 22h49

      A desonestidade do anti-petismo é assim…….chegam ao ponto de assumir a perseguição…..ao mesmo tempo em que soltam as ilações e especulações (mentiras) da direita……mau caratismo puro….desonestidade da quinta coluna……um clássico nacional….

      Responder

Ronei Silveira

31 de agosto de 2020 às 10h41

Quem é o militontoloide que escreveu esso monte de asneiras…?

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Vixen

31 de agosto de 2020 às 10h40

“nem a composição da turma que irá fazê-lo”….coma famosa segunda turma julgando…tem nao né ? Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Jerson7

31 de agosto de 2020 às 10h38

“um cidadão que exerceu com dignidade o mais alto cargo da República”…quando escrevem essa coisa incomentaveis assinem com o nome de quem escreveu para a gente saber…

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Hilux12

31 de agosto de 2020 às 10h36

Apòs as claras manobras muite mal desfarçadas para tira-lo da cadeia os padrinhos dele no STF estào asfaltando a pista para inocentar o Pilantra Maximo.

Caso Celso de Mello nao se aposente antes do julgamento hà 99% das chances (sao 100% na verdade) que a sentencia do triplex seja anulada, caso seja outro ministro a julgar (Jorge Oliveira ou André Mendonça) a sentencia nao serà anulada.

Nada adiantarà, os brasileiros nao serao feitos de trouxas como de costume, a cantada mudou e a resposta ao STF nas urnas em 2022 serà a pà de cal na desgraça de Lula e do PT para que se feche u dos capitulos mais vergonhosos e nojentos da historia brasileira.

NA verdade a pà de cal jà foi dada em 2018 e em 2022 serà uma caminhao de terra para cobrir a carniça e isolar o Brasil do mau cheiro emanado por essa esquerda maldita, falida, podre que sequestrou e esturpou o Brasil dia e noite por duas decadas e o levou até a morte.

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    Batista

    31 de agosto de 2020 às 21h06

    De fato, foi uma pá de cal em 2018, foi para o segundo turno para presidente, pela quinta vez consecutiva, só não vencendo, pela quinta vez consecutiva, pelo engajamento e apoio exagerado dado pelos ‘aliados’ e a ‘grande mídia’, e principalmente por Haddad, candidato lançado a menos de 30 dias do primeiro turno, ter ido muito mal nos debates do segundo turno, muito mal, também elegeu mais governadores, o maior número de deputados federais e apenas o segundo maior número de deputados estaduais, pifiamente.
    Sei não…, ‘cê’ já tentou ficar em pé?

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      O Demolidor

      02 de setembro de 2020 às 22h51

      E o PDT? Hein?

      Responder

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