Live do Cafezinho: balanço dos partidos de esquerda

Luciano Hang vestido como o personagem "Capitão Brasil", uma espécie de paródia elogiosa de si próprio que virou garoto propaganda da sua rede de lojas.

Comentários sobre a idolatria ao Véio da Havan

Por Pedro Breier

20 de outubro de 2020 : 17h41

O que explica a elevação de Luciano Hang ao patamar de popstar? Esta é a pergunta que surgiu em muitas confusas e desorientadas mentes (incluindo a minha) após os recentes episódios em que o famigerado Véio da Havan é aclamado pelo público ao inaugurar (mais) lojas. Em Belém, uma chocante aglomeração repetia, em ritmo de torcida de futebol, “Havan! Belém!” enquanto esperava a abertura da loja. (O momento em que o Véio surge  batendo alucinadamente com as mãos espalmadas nas paredes de vidro da loja é positivamente perturbador.)

Um primeiro ponto a ser apontado é o esquisitíssimo patriotismo que exalta as cores verde e amarelo enquanto coloca réplicas da Estátua da Liberdade na frente das suas lojas. É a versão empresarial do patriotismo de Jair Bolsonaro, que professa seu amor à pátria enquanto bate continência, literal e figurativamente, para Trump ou seus subordinados. Como estamos ainda imersos na onda bolsonarista, é natural que um dos mais midiáticos de seus cabos eleitorais arregimente um séquito próprio de seguidores.

Mas esta ainda é uma explicação superficial. Analisemos o vídeo a seguir, postado recentemente no canal de Luciano Hang no YouTube:

O vídeo começa com imagens externas e internas da loja. A trilha sonora é o grito “Ô Luciano, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!”, acompanhado de um piano pseudoapoteótico. Em seguida é reproduzido um trecho de uma fala de Hang:

Dinheiro pra mim não tem valor. O que me importa é o que eu consigo fazer com dinheiro. O que importa numa pessoa é a bondade. É a generosidade que cada um pode fazer. E eu só posso ser cada vez mais generoso quanto mais dinheiro eu tenho, porque eu vou distribuir toda a minha fortuna em empregos.

De saída, salta aos olhos a falta de coerência lógica na fala “distribuir toda a minha fortuna em empregos”. O emprego é uma relação em que uma das partes vende sua força de trabalho em troca de uma remuneração. É um contrato, portanto. No caso de um megaempresário como Luciano Hang, é um contrato muito mais vantajoso para ele do que para o empregado, pois este fica com uma parte infinitesimal dos ganhos financeiros obtidos pelo seu patrão. Assim, a ideia de que Hang seria “generoso” por empregar pessoas é apenas idiota.

E “distribuir a fortuna em empregos” é uma impossibilidade: ou você distribui sua fortuna ou faz contratos de emprego. A não ser que você distribua a fortuna pagando salários exorbitantes aos seus funcionários, o que, ao que consta, não é o caso da Havan – e não, os funcionários da Havan não estão pulando e gritando de alegria (minuto 0:38 do vídeo) por conta dos seus supersalários.

A ideologia dominante e os empresários “bondosos”

Apesar de não fazer sentido, a lógica de que os empresários devem ser aclamados por “criarem empregos” é martelada há algum tempo na cabeça das pessoas por jornalistas, políticos, influenciadores, por meio de todas as mídias possíveis. Diante disso, não surpreende que a bazófia do Véio surta efeito.

Se você visitar a página de Luciano Hang no Instagram, com 3,3 milhões de seguidores, verá, em cada post, muitos comentários louvando-o e felicitando-o por criar empregos. Talvez o Véio da Havan seja a expressão máxima, o crème de la crème da narrativa que atribui à bondade dos empresários o fato de existirem empregos – como se os empresários não precisassem dos trabalhadores para que suas empresas gerem lucro. É curioso que muitos trabalhadores não se deem conta disso, mas esta é a vantagem da ideologia dominante: ser dominante.

Há que se considerar ainda o crescimento do número de pequenos empresários na população – em abril deste ano o número de microempreendedores individuais (MEIs) no Brasil ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 10 milhões. Estas pessoas são, naturalmente, propensas a comprar o discurso do empresário generoso, e certamente muitos dos que idolatram Luciano Hang pertencem a esta parcela de cidadãos que tenta ganhar a vida tocando pequenos negócios.

O eixo do debate

A vitória comunicacional da direita se deve, em boa medida, ao eixo do debate. Convenientemente se coloca a disputa entre Estado e iniciativa privada como fulcral para os destinos das nações e do planeta. No entanto, qualquer estudo econômico sério aponta para a centralidade de outra disputa neste momento de crise aguda do capitalismo: capital produtivo x capital especulativo.

A especulação financeira, o dinheiro fictício gerando mais dinheiro fictício, vem se tornando cada vez mais insustentável para a economia global, visto que suga o dinheiro que deveria ir para quem trabalha ou investe em produção. Não é que faltem recursos, o problema é que os recursos são apropriados pelo sistema financeiro e não são investidos na produção. É o que aponta, por exemplo, o economista Ladislau Dowbor em seu livro A Era do Capital Improdutivo: “O sistema financeiro passou a usar e drenar o sistema produtivo, ao invés de dinamizá-lo”.

Outro eixo de debate também pode ser interessante para que se reverta a idolatria a ídolos de barro como Hang: pequenos x grandes empresários. É evidente a diferença abissal entre ambos, e o campo progressista deveria desenhar, e rápido, uma política específica para os pequenos empresários. Se não o fizer, o discurso de Bolsonaros da vida, que iguala todos os empresários na sofrência por conta dos “muitos direitos trabalhistas” soa como música aos ouvidos dos peixes pequenos.

Horizontes de curto e longo prazo

É preciso, portanto, concatenar primeiramente os interesses dos que querem investir na produção e dos que dependem dela para trabalhar e sobreviver. Ao mesmo tempo, é preciso criar uma coesão política entre trabalhadores e pequenos empresários, se não por outros motivos, porque todos são igualmente esmagados em momentos de crise. Quem sobrevive, invariavelmente e cada vez mais confortáveis, são os tubarões.

O Estado deve dar suporte financeiro pesado a quem quer começar e manter um pequeno negócio, assim como garantir os direitos e a dignidade dos trabalhadores, tanto os de pequenas quanto de grandes empresas, seja por meio de verbas orçamentárias, seja por meio de novas legislações. Um projeto bem pensado que converse com esses dois setores da população seria realmente poderoso. É esse tipo de coisa que aquece e faz girar a economia real.

Para o longo prazo, o bom senso indica que caminhemos para um mundo onde a tecnologia faça a maior parte do trabalho pesado e onde as pessoas tenham o direito soberano de exercer seus talentos criativos, de desenvolver suas habilidades e de contribuir com a sociedade por meio do seu trabalho, se quiserem. Um mundo em que, portanto, não seja preciso que algum milionário supostamente generoso salve as pessoas “doando a fortuna em empregos”. Um mundo em que as diferenças de renda e patrimônio entre os cidadãos sejam limitadas a patamares civilizados. 

Um mundo onde posar de rico generoso quando na verdade é um sonegador de impostos malandro seja motivo para desprezo e não para idolatria.

Pedro Breier

Pedro Breier é graduado em direito pela UFRGS e colunista do blog O Cafezinho.

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40 comentários

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Francisco

22 de outubro de 2020 às 11h14

A propósito da mais valia, que em tempos de mediocridade à moda, menos ainda vale às ‘mentes brilhantes’ desse tempo, em que tentam tornar o redondo, chato, com vários da espécime aqui comentando ‘convicções certeiras’, segue ‘filosofoda’ á la irmão da estrada:

“Quem inventou que ‘Deus ajuda quem cedo madruga’ foi algum patrão para seus empregados.

Ele até está certo.

Só não disse quem está sendo ajudado.”

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    Jandira

    22 de outubro de 2020 às 12h49

    Mais valia????????????

    Fala sério………..

    Responder

      Francisco

      22 de outubro de 2020 às 16h30

      Penso.

      Hilária, que fala… (sem saber e pensar).

      Responder

        joaquim

        22 de outubro de 2020 às 23h32

        Pensas mto pouco.

        Responder

Marcio

22 de outubro de 2020 às 10h07

O tamanho do sucesso dele não chega aos pés da sua inveja … vai trabalhar

Responder

Elias

21 de outubro de 2020 às 08h30

E a pobreza desta nação..pobreza de espirito.. estamos apegados as quinquilharias que o mundo nos oferece..e pra terminar tem aquele ditado..Aí dos sabidos s não existissem os trouxas.

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Hilario7

21 de outubro de 2020 às 00h02

Já comento, peraí, deixa eu parar de rir

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Renato

20 de outubro de 2020 às 22h56

Malandro é Lula que ganhou 9 milhões com as tais “palestras” e meteu tudo na cirando financeira. Não abriu nem uma mísera padaria p gerar empregos, pois ele não é besta !

Responder

    Ronei

    21 de outubro de 2020 às 09h23

    O que esses esquerdistas pao com ovo frito ganharam com os titulos do tesouro direto mais altos do mundo (pagos pelos coitados que acordam as 5 da manhà para ganhar 2 salarios minimos) durante os anos petistas nao deve ser brincadeira.

    Responder

Miramar

20 de outubro de 2020 às 21h32

Editar, Tony, Efrem (seriam o mesmo?): vocês tem preguiça de estudar.

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    Gilmar Tranquilão

    21 de outubro de 2020 às 18h26

    é só um monte de amontoado de retardado kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Jairo

20 de outubro de 2020 às 20h44

Nunca vi empregado gerar emprego. Quem cria emprego, contrata e paga salario é o empresário. Seja pequeno ou grande.

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    Miramar

    20 de outubro de 2020 às 21h28

    Quem gera renda é o empregado. Quem gera emprego é o incentivo estatal.

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      Efrem Ventura

      21 de outubro de 2020 às 09h17

      Kkkkk….entao o estado é empresario…? Como em Cuba ?

      Responder

      Luan

      21 de outubro de 2020 às 09h29

      Entao o mundo nao precisa de empresarios, de quem cria coisas novas, de ideias, de coragem para investir, etc….?

      Ou voces sao doentes mentais ou sao trogloditas de quarto mundo nao hà outra explicaçào.

      Responder

      Luan

      21 de outubro de 2020 às 09h36

      Escrever essas besteiras na ano de 2020 com essa naturalidade nao é para qualquer um…e depois reclamam porque vivem nesse fim de Mundo que é o Brasil e a america latina em geral.

      Responder

      Efrem Ventura

      21 de outubro de 2020 às 09h40

      Eu tenho duas empresas feitas do nada e sem um centavo de incentivo estatal.

      Por curiosidade…voce vive de que para escrever essas asneiras ?

      Responder

      Jairo

      21 de outubro de 2020 às 13h05

      Quem gera renda é o modelo de negócio do empresário. O incentivo do governo só ajuda qdo ele for no sentido de nao atrapalhar os empresários ganharem dinheiro.
      Os jumento da esquerda acham q gerar emprego é um fim em si mesmo. Não. É apenas uma consequência do crescimento do empreendedor.

      Responder

    Germano

    21 de outubro de 2020 às 07h41

    Oxi…”o empregado que se tornou patrão” da era PT era uma das infinitas idiotices que esse bando espalhava Mundo a fora, não lembra ? Kkkkkkk

    Responder

      Miramar

      21 de outubro de 2020 às 09h27

      Lembro.

      Responder

Edibar

20 de outubro de 2020 às 20h37

” Um mundo em que as diferenças de renda e patrimônio entre os cidadãos sejam limitadas a patamares civilizados.”
O que seriam “patamares civilizados”??
E isso seria feito arbitrariamente?? Se sim, tá aí a receita para o empobrecimento de uma população. Se há um teto nas possibilidades de enriquecimento, que incentivo alguem teria para seguir trabalhando, sendo criativo, oferecendo coisas boas para a sociedade?? Nenhum. Daquele ponto não passa.

Responder

    Bruno

    21 de outubro de 2020 às 09h51

    Se no teu mundo tudo que vale é dinheio, aí sim. Agora, um mundo onde as pessoas gostam de fazer as coisas não pelo dinheiro mas pelo prazer e fazer, vai ter incentivo pra caralho. Um médico, quem sabe, pode trabalhar pelo bem do próximo e não pelo dinheiro? Pode ser um médico melho porque simplesmente gosta do que faz e quer o bem do próximo..
    Agora, num mundo onde felicidde e sucesso se contabiliza com dinheiro, não existe mesmo patamar civilizado. O céu é o limite, e não importa quantas vidas tu vai prejudicar no caminho.

    Responder

      Arthur

      21 de outubro de 2020 às 10h37

      E vc por acaso vive sem dinheiro? Um poukinho de dinheiro q seja??
      E vc já ouviu falar em caridade?? Conheço pessoas que ganham bastante dinheiro em suas atividades, mas dão algumas horas da sua semana para trabalhos voluntários, filantrópicos.
      Uma coisa não elimina a outra.

      Responder

        Batista

        22 de outubro de 2020 às 11h01

        Vá ver por isso, tanta filantropia e escassa justiça, que o Brasil, entre as dez maiores economias mundiais, até por inércia, é o sétimo país mais desigual no mundo, há 520 anos (com breves soluços, eliminados por golpes), graças a essa hereditária classe dominante xucra que, para garantir o atraso que a garante, impede até hoje que tenhamos de fato uma elite, necessária para que essa eterna colônia de exploração, com forças próprias de ocupação a combater o ‘inimigo interno’ e capatazes de vários matizes, a defenderem os interesses da metrópole da vez, torne-se de fato a SOBERANA e JUSTA NAÇÃO que todos os brasileiros de verdade e não apenas ‘enrolados’ na bandeira, desejam.

        Responder

          Juvêncio

          22 de outubro de 2020 às 12h46

          A única justica que deve existir para quem nao agride a vida, a liberdade e a propriedade privada do outro é a meritocracia.

          Pereira

          22 de outubro de 2020 às 15h07

          classe dominante
          colônia de exploração
          ocupação
          capatazes
          metrópole
          olha quanta bobagem…

          Só pra te avisar, Batista, enqto vcs ficam aí ruminando o século 18, nós já estamos no século 21!!

Edibar

20 de outubro de 2020 às 20h16

Texto escrito por alguem q não faz a menor ideia de como funciona o mercado financeiro.
Se eu poupo uma parcela do meu salário, devo fazer o q com ele?? Guardá-lo no colchão?? Não. Quero q ele gere mais dinheiro. Pra isso eu o aplico em instrumentos financeiros.
Do outro lado, se uma empresa quer captar recursos para investir em sua produção, ela pode emitir instrumentos financeiros, em que gente como eu possa aplicar minha poupança. Tudo vai depender da conveniência para mim.
Sobre o veio da Havam, ninguém é obrigado a comprar nas lojas dele. Se o fazem, deve haver alguma razão pra isso. Suspeito q seja uma relação custo/benefício favorável aos consumidores.

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Tony

20 de outubro de 2020 às 19h24

“O Estado deve dar suporte financeiro pesado a quem quer começar e manter um pequeno negócio…”

Um minimo de respeito para a inteligencia de quem lé seria bem vindo, basta um pequeno esforço para nao termos que ler essas besteiras no ano de 2020.

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    Beto

    20 de outubro de 2020 às 22h27

    Essas figura ficam vomitando groselha por aí de q o governo tem q gastar e resolver tudo para todos. Sou quase levado a crer q eles não sabem de onde sai o dinheiro do governo. Mas eu sei q eles são é desonestos mesmo.

    Responder

      Tony

      21 de outubro de 2020 às 09h20

      Ou nao possuem o limite do ridiculo ou almejam para se tornarem escravos de alguma ditadura pseudo comunista… nao hà outra explicaçào.

      Responder

Galinzé

20 de outubro de 2020 às 19h01

Esse sujeito é uma figura, gostando ou não….o resto do texto são as cretinices esquerdofrenicas para trogloditas de sempre.

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Efrem Ventura

20 de outubro de 2020 às 18h58

Pedro Breier, por curiosidade….do alto de qual percurso empresarial voce explica o que deve ser feito para as empresas….?

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    Conde

    20 de outubro de 2020 às 21h53

    E você acha que esses blogueiros comunistoides sabem do que falam ?

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    Luan

    20 de outubro de 2020 às 22h00

    O engraçado dos esquerdistas bananeiros e que não são empresários, não empregam ninguém (a não ser uma doméstica), quando não vivem de dinheiro público vivem de interesses financeiros…mas passam a existência apontando o dedo contra quem trabalha pesado e cria trabalho para os outros como se fossem bandidos da pior espécie.

    Esse esquerdismo troglodita brasileiro e sulamericano em geral é uma desgraça sem fim.

    Responder

Paulo

20 de outubro de 2020 às 18h52

Idolatram o Véio da Havan da mesma forma que idolatram Bolsonaro, por razões políticas, ideológicas e, especialmente, por ignorância do quão mentirosos são os dois. “Doar a fortuna em empregos”? Como assim, se apoiou Bolsonaro que fez a Reforma Trabalhista, para reduzir direitos? Se pudesse, suprimiria os empregos e todos trabalhariam em troca de mesa e banho, isto sim (sim, porque casa também já é demais, né!?)…

Responder

    Hilario

    20 de outubro de 2020 às 19h52

    …porque cada um de nòs faz o que bem entender e querer.

    Responder

Ronei

20 de outubro de 2020 às 18h52

Kkkkkkkkk…..2,5 milhoes é evasao para um sujeito bilionario…? E’ a mesma coisa de eu sonegar 3 centavos.

E’ cada idiotice…

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    Hilario

    20 de outubro de 2020 às 19h56

    Todos os bilionarios tem esse problemas com o fisco, basta um erro de nada na contabilidade das empresas desses imperios para dar falhas milhonarias…sao numeros que para bilionarios valem uma cuspida no chao.

    Ninguem fica bilinario ou nao por 2 milhoes a mais ou a menos que deve a Receita.

    Responder

      Harildo

      20 de outubro de 2020 às 21h25

      Sem falar q muitos desses casos vira em judicialização pq o fisco cobra mas o cara, por qualquer motivo, nao concorda com a cobrança e nao paga. Mas aí ja basta pra aparecer como devendo.

      Responder

        Hilario

        21 de outubro de 2020 às 09h33

        E’ normal, cobram mais para chegar a um acordo de meio termo…jà passei por isso.

        Responder

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