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PDT oficializa apoio e se junta a PT em bloco de Rodrigo Pacheco (DEM) no Senado

Por Redação

14 de janeiro de 2021 : 12h12

No final da manhã desta quinta-feira, 14, a bancada do PDT no Senado decidiu apoiar a candidatura do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para a presidência do Senado.

Fonte: Reprodução / PDT

O partido se junta ao PT como bloco de oposição em apoio ao demista. A bancada pedetista é formada por três senadores. Com a adesão do PDT, Pacheco já tem 41 senadores no seu arco de aliança que envolve DEM, PSD, PP, PROS, PL, Republicanos e PSC.

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6 comentários

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Francisco*

15 de janeiro de 2021 às 17h18

Quanto a Palhares, deveras interessante saber-se que pelos idos de 2009, o então ‘indecente útil’, Jabor, em crônica n’O Globo, “Consciência social de brasileiro é medo da polícia”, revela que Nelson “me [lhe] disse ao telefone [a Jabor e não a Palhares] que o “problema da literatura nacional era que nenhum escritor sabia bater escanteio”, complementando com a premonitória explicativa frase, “Ensolarada imagem esportiva para definir muito literato folgado”, abduzida pelo ‘folgado’ no ‘copia e cola’ em questão, que contraria Nelson ao mostrar-se não apenas exímio batedor de… escanteio alheio, como ainda correr para cabeceá-lo e fazer o gol, no caso, da ‘indignação cínica’ pela “nota mais canalha já publicada pelo PDT”, conforme ‘o folgado’, segundo Nelson.

E não satisfeito, como um santo de vitral encerra o comentário expropriação, sem vergonha e bem Palhares: “Uma vergonha inenarrável a nota cretina e cínica do PDT.”

Coisas inenarráveis do Brasil de Nelson Rodrigues, onde, “O brasileiro, quando não é na véspera, é no dia seguinte” e o “Subdesenvolvimento não se improvisa; é obra de séculos”.

Nota: Crônica do Jabor de 2009, completa.
https://cultura.estadao.com.br/noticias/artes,consciencia-social-de-brasileiro-e-medo-da-policia,332457

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    Alexandre Neres

    16 de janeiro de 2021 às 00h16

    Meu caro Francisco, como não concordar contigo? Realmente, nada como encher um texto de superlativos para tornar uma voz tonitruante. O problema é que continua abdicando de pensar.

    Maia e Alcolumbre são parças e do mesmo partido de Rodrigo Pacheco (DEM). Tentaram juntos dar o golpe da reeleição, no que foram apoiados pelo Cafezinho, mas foram abatidos em pleno voo. Dizem as más línguas que aí romperam, já que não ia ter butim. Pois bem, apoiar o candidato Baleia do Maia pode, mas o Pacheco do Alcolumbre não. Eu não consigo compreender essas sutilezas, essa adesão acrítica a um e o chilique em relação ao apoio ao outro. Maia é o que toca as reformas neoliberais para o capetão, o ungido do deus-mercado. O inimigo número um dos direitos sociais e trabalhistas. No entanto, o neotrabalhismo vai junto com ele pra galera.

    Outro aspecto que me escapa é que, por mais que eu tente, não consigo ver nenhuma correlação entre o PDT de Brizola e Darcy com este de Lupi e Ciro. Ciro outro dia estava tecendo loas para Cesar Maia, criador de factoides e do Botafogo, talvez o maior traíra de todos os tempos do trabalhismo histórico e verdadeiro. O PDT ou vários dos seus parlamentares votaram a favor do golpe, da reforma trabalhista, da reforma da previdência, da intervenção do Rio (qualquer trabalhista de verdade sabe o que isso significava para Brizola), da privatização da água de autoria do senador coca-cola, aí vem o camarada me dizer que “Trata-se da nota mais canalha já publicada pelo PDT.” Num fode, porra.

    Por fim, mas não menos relevante, das palavras deixa-se entrever um certo moralismo, como se adviessem de um portador da bandeira da ética, que pertence somente a ele, o eleito para a missão. Um discurso que lembra o do cidadão de bem, este que hoje em dia já se sabe que comete toda sorte de estripulias. Afigura-se-me se tratar de um lavajatista empedernido, destes que creem em bolivarianos, comunistas, além-mundos e na Liga da Justiça em pleno século XXI. É de lascar!

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Netho

14 de janeiro de 2021 às 20h03

Uma das obsessões de Nelson Rodrigues era o canalha. Ele dizia: “Ninguém sai na rua e bate no peito berrando: ‘Eu sou um canalha’”. O maior dos pulhas se achava um santo de vitral. Mas isso mudou muito.
Hoje, o canalha se orgulha de sê-lo. Veste-se de canalha, bigode e gravata de canalha, cabelo pintado, carantonhas ferozes.
Antes, o canalha se ocultava pelos cantos, escondido da própria sombra. Hoje, os sem-vergonhas ostentam orgulho pelo que chamam de “realismo político” ou necessidade de alianças.
Roubar são ossos do oficio. A pornopolítica tomou conta de tudo e Nelson é que tem fama de pornográfico – logo quem, um moralista que corava diante de um palavrão. Mas, hoje, Nelson, revisto como estilo e como visão de mundo, traz uma lição política.
Filho do jornalismo policial com o fundo talento de Dostoievski caboclo, Nelson mostrava como um escritor deveria se posicionar diante do texto neste país. Uma vez, ele me disse ao telefone que o “problema da literatura nacional era que nenhum escritor sabia bater escanteio”.
Trata-se da nota mais canalha já publicada pelo PDT.
Assinou embaixo do sepultamento de quaisquer perspectivas eleitorais em 2022 e facilitou, mais uma vez, a vida dos filhotes da ditadura e a legião de imbecis que sustentam a República das Milícias e o Califado Bolsonâmico.
De fato, a suposta oposição comprometida com a opção do desenvolvimento nacional e o bem estar social simplesmente demonstra sua inflexão à relativização ética, à conciliação com a propinaria e às rachadinhas, bem como com o neoliberalismo de esquerda que levou o PT ao opróbrio e Lula à cadeia.
Uma vergonha inenarrável a nota cretina e cínica do PDT.

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Netho

14 de janeiro de 2021 às 17h34

Uma das obsessões de Nelson Rodrigues era o canalha. Ele dizia: “Ninguém sai na rua e bate no peito berrando: ‘Eu sou um canalha’”. O maior dos pulhas se achava um santo de vitral. Mas isso mudou muito.
Hoje, o canalha se orgulha de sê-lo. Veste-se de canalha, bigode e gravata de canalha, cabelo pintado, carantonhas ferozes.
Antes, o canalha se ocultava pelos cantos, escondido da própria sombra. Hoje, os sem-vergonhas ostentam orgulho pelo que chamam de “realismo político” ou necessidade de alianças.
Roubar são ossos do oficio. A pornopolítica tomou conta de tudo e Nelson é que tem fama de pornográfico – logo quem, um moralista que corava diante de um palavrão. Mas, hoje, Nelson, revisto como estilo e como visão de mundo, traz uma lição política.
Filho do jornalismo policial com o fundo talento de Dostoievski caboclo, Nelson mostrava como um escritor deveria se posicionar diante do texto neste país. Uma vez, ele me disse ao telefone que o “problema da literatura nacional era que nenhum escritor sabia bater escanteio”.
UMA VERGONHA para o PDT de LEONEL BRIZOLA.
UM ERRO CRASSO de Ciro Gomes.
O PDT acabou se assinar o ATESTADO DE ÓBITO da candidatura de CIRO GOMES em 2022.
O PDT jamais poderia estar onde o PT está e MUITO MENOS onde estão os filhotes da ditadura.
Trata-se de uma decisão programática CRETINA.
Trata-se do tal ‘PRAGMATISMO INCOERENTE’ de que Che Guevara falava e ensinava.
A pior decisão política, ideológica e eleitoral possível tomada em 2021.
O Jair das Milícias celebra o seu passaporte expresso pela via rápida até 2022, seja nas urnas, seja pela intervenção militar com o autogolpe constitucional estribado no artigo 142 da Carta de 88.
Jair montou no PDT a cavalo e enfiou as esporas.
Matou o PDT e Ciro Gomes com uma esporada só.

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Alexandre Neres

14 de janeiro de 2021 às 14h32

Nada como um dia após o outro.

Primeiro a redação infestou isso aqui de matérias tratando do apoio do PT ao péssimo Rodrigo Pacheco no Senado. Em todas elas na manchete já vinha uma associação matreira entre o PT e Bolsonero.

Aí vieram os cães açulados babando como de costume. Com a palavra, o comentarista cirista: “Senadores do PT apoiam candidato que tem acordo com Bolsonaro. Assim o PT contribui pra evitar o Impeachment de Bolsonaro. Haja malabarismo retórico pra explicar o inexplicável…”

Pimenta nos olhos dos outros é refresco, amigo.

Como disse o vice Mourão, os candidatos Baleia Rossi e Arthur Lira são governistas. Como bem disse o lavajatista Álvaro Dias (Podemos), os candidatos Rodrigo Pacheco e Simone Tebet são governistas.

Tudo farinha do mesmo saco. Uma pena que em um momento bicudo como este a oposição não consiga articular um candidato nem uma anticandidatura. Cadê você Luíza Erundina meu amor?

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Batista

14 de janeiro de 2021 às 14h31

Apressado, o devoto narcirista queima a língua, afunda à narrativa e estira o rijo indicador, até então apontado para o ‘inimigo predileto’, desapontado.

Diria estar tornando-se cada vez mais divertida essa cretinice paralela, se houvesse possibilidade de haver diversão na tragédia de um país e seu povo, pela omissão enquanto apenas anunciada.

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