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Foto: Andre Borges/Esp. Metrópoles

O antibolsonarismo é a única força capaz de combater o genocídio e a falência do Brasil

Por Gabriel Barbosa

17 de janeiro de 2021 : 10h23

Por Gabriel Barbosa

Desde o começo da pandemia, o antibolsonarismo tem sido pautado com frequência na sociedade. Após as cenas do colapso em Manaus nesta quinta, 14, esse movimento deve ganhar cada vez mais espaço no debate político.

De fato, não existe outra maneira eficaz de combater o caos instalado propositalmente por Jair Bolsonaro e seus generais que ocupam o núcleo do governo.

Nem no período sombrio da Ditadura Militar (1964-1985), as Forças Armadas tiveram um papel centralizador de desmoralização como estão tendo em apenas 24 meses de Governo Bolsonaro. É certo que vai ser necessário uns 30 anos para recuperar novamente a credibilidade e a confiança do povo brasileiro.

Ilustração: Janete Charges

Até o último balanço do consórcio de imprensa, cerca de 209.296 brasileiros perderam suas vidas na luta contra o coronavírus.

Mais cedo ou mais tarde, Bolsonaro e seu ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, devem pagar essa conta no Tribunal de Haia e/ou Nuremberg, ambos sabem que esse dia chegará.

Mas para que isso aconteça, é necessário que a sociedade se articule em torno dessa nova força motriz e antagonica ao genocídio e a falência do Brasil em todos os sentidos.

O 1° passo é continuar pressionando o Congresso Nacional para que faça seu papel constitucional perante os crimes de lesa humanidade cometidos pelo presidente da República.

O 2° passo que deve ser dado o quanto antes é a mobilização nas ruas, logicamente que obedecendo as medidas contra a pandemia como o uso de máscara e álcool gel.

A ocupação da sociedade nos espaços públicos é a mensagem mais direta de insatisfação com um governo altamente corrupto, ineficiente e genocida.

É fato que Bolsonaro tem a seu dispor o tal ‘Centrão’, mas asseguro que essa base é altamente gelatinosa e frágil a pressão popular, os impeachments de Collor (1992) e Dilma (2016) estão aí para nos servir como exemplo e refúgio.

É a ‘lei’ da sobrevivência política dos parlamentares dessa ala fisiológica do Parlamento, quanto maior for a pressão exercida sobre eles, maior o derretimento da popularidade do governo e consequentemente, um desembarque em massa dos cargos que ocupam. Sem cargos, sem apoio!

Os fatores de desestabilização desse governo já estão dados e parafraseando o professor e pesquisador, Wilson Gomes, não há mais retorno, o desprezo e o ódio por Bolsonaro e o ‘bolsonarismo’ se solidificaram.

Gabriel Barbosa

Jornalista com passagens pelo Grupo de Comunicação O POVO (Ceará), RedeTV! e Band News FM.

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9 comentários

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dcruz

18 de janeiro de 2021 às 11h03

Essas conclusões óbvias demonstram o deserto de ideias que povoa a cabeça das esquerdas, que o bozo é um insano todos os não insanos sabem, agora, por que ele está no poder? Os que o colocaram lá,estão aí, lépidos e fagueiros, curtindo uma onda sempre pra onde a boa maré leva.( Agora são chamados bovídeos). Não precisamos de conclusões acacianas e sim de como sair dessa teia que estamos presos com essas aranhas verde-oliva nos espreitando prontas a nos devorar. Quem vai colocar o guizo no pescoço do gato?Esse é o problema que na hora agá todo mundo tira o seu da reta, melhor continuar a velha cantilena vociferando que o PT, Lula, etc. são os culpados de tudo: clichês por clichês é só continuar com esses.

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Thiago

18 de janeiro de 2021 às 11h02

O estraga prazer

Meu cunhado amanheceu exultante. Ligou para mim às quatro horas da manhã para dizer que o Brasil dispõe agora de duas vacinas: a CHINESA e a de OXFORD, e logo contará com uma terceira, a vacina do ministro da ciência e tecnologia, um tal de Marcos Pontes, de quem ele nunca tinha ouvido falar, mas que ficou rico vendendo indevidamente travesseiros com o logotipo da NASA. E quem espalhou a notícia a respeito desse terceiro tipo de vacina? Ganhará um doce quem gritar “Bolsonaro!!!”.

E eu respondi: meu cunhado, eventualmente você pode até ligar para mim às 4 horas da manhã se o assunto for sério. Mas procure se informar sobre o assunto que você pretende abordar. Vamos numerar as mentiras e picaretagem desses vagabundos que fazem parte da quadrilha chefiada pelo COISO.

1 – Quem vai fabricar a CORONA VAC ou vacina chinesa é o Instituo Butantan, sediado em São Paulo, com os insumos da China. Mas até agora, as vacinas fabricadas ou disponíveis não são suficientes para vacinar nem 1/8 da população do Estado de São Paulo, considerando a necessidade de uma segunda dose de reforço.

2 – Bolsonaro, que anda às turras com Doria, disse que as vacinas até agora disponíveis vão ter que ser divididas entre todos os Estados da Federação, proporcionalmente à população de cada um deles. E quer que o Dória entregue todas as vacinas para que a divisão seja feita pelo ministério da saúde, ou melhor, pelo General Pazuello, que repassaria à posteriori a cota cabível ao Estado de São Paulo. Foi aí que o Doria deu o drible da vaca na dupla dinâmica Bolsonaro-Pazuello, não entregando a cota cabível a São Paulo, e malandramente vacinou ontem a enfermeira Mônica Calazans.

3 – Com relação a vacina de OXFORD que é fabricada na Índia. Bolsonaro despachou um avião para trazer dois milhões de doses daquele país. Bolsonaro, acostumado a dar grito em recruta brasileiro, nem chegou a telefonar para a Índia para saber se era possível contar com dois milhões de doses, tanto que o avião despachado chegou ao seu destino. E o governo da Índia, país que tem uma população de cerca de 1,3 bilhões (um bilhão e trezentos milhões de habitantes) mandou dizer a Bolsonaro que só exportará a vacina de OXFORD para o Brasil, depois de aplicá-la a todos os seus cidadãos.
Portanto, nós só poderemos contar com a produção do Butantan.

4- Quanto a fábrica de vacina do Astronauta Marcos Pontes, ela vai ser construída na Lua, e a comercialização da vacina no Brasil está prevista para começar em abril de 2052.

Portanto, meu cunhado, na melhor das hipóteses você e eu estaremos sendo vacinados com a vacina COMUNISTA em dezembro deste ano. Não saia de casa até lá!

Um abraço de longe, bem longe!

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Francisco

17 de janeiro de 2021 às 23h40

Uai!

Não teria sido mais fácil apoiar Haddad no segundo turno, em 2018, e impedir o problema anunciado acontecer?

Por que optar pela omissão em relação a Haddad e ajudar eleger o problema anunciado, agora incomodando, mas á época com ‘direito’ a silêncio obsequioso até em Paris?

Agora chamem os ‘manos da retroescavadeira’ e o ‘síndico Maia’ para remove-los, quem sabe?

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Heleno (o que NÃO é General)

17 de janeiro de 2021 às 19h41

O RACIOCÍNIO DO “CIDADÃO DE BEM” BOLSONARISTA

Ele concorda com o desempenho de Bolsonaro diante da covid-19, replicando a seguinte frase do seu mito: “todo mundo vai morrer um dia”.

E eu pergunto: se todo mundo vai morrer um dia, o que é uma verdade, por que então se incomodar com o pagamento de um plano de saúde?

Por que então exigir “segurança pública de primeiro mundo”, se você vai morrer um dia?

Qual a diferença entre morrer pelas mãos da polícia militar, uma polícia corrompida até o olho do cu, ou por um tiro pelas costas dado por um assaltante?

Se todo mundo vai morrer um dia, por que então não matar os bebês recém-nascidos?

Neste último caso, Paulo Guedes ficaria “morto” de satisfeito.

Se todo mundo vai morrer um dia, por que Bolsonaro não se suicida na próxima semana?

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Paulo

17 de janeiro de 2021 às 11h42

Bolsonaro é um homem doente. Eu fui o 1º a perceber que ele não tinha empatia, e escrevi isso aqui n’O Cafezinho. Depois, li e ouvi vários “expertos” dizendo o mesmo. Pois vou me aventurar mais: além de negacionista, ele tem TDO (transtorno desafiador de oposição), que é um transtorno psíquico caracterizado pelo ímpeto sempre contestador, até insurgente, mesmo contra uma maioria sólida de opiniões. Por isso se volta contra consensos científicos. Há algo de maquiavélico nisso, também. Ele percebeu que esse comportamento desviante produz certa coesão de sua base, formada por seguidores com baixo nível de percepção política, e, mesmo, cultural. Portanto, ele não vai mudar, pois sabe que, se o fizer, deixará “órfão” seu séquito de desarrazoados e ficará sozinho nos embates que virão. Cabe ao Congresso tomar as medidas cabíveis, já que Augusto Aras não está à altura do cargo que ocupa. Bolsonaro seria caso caso de interdição, antes que de impeachment…

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    Alexandre Neres

    17 de janeiro de 2021 às 12h30

    Menos, Paulo. Dizer que foi o primeiro a perceber que ele não tinha empatia é um pouco demais, não? Aré porque se trata de um reconhecido apologista de tortura e ditaduras, que já tinha perpetrado inúmeras grosserias e ilicitudes antes. Sobretudo por você nem sequer ter se posicionado contra Bolsonaro, você se omitiu em 2018, pra você tanto faz ou tanto fez. Agora ainda quer cantar de galo? Bolsonaro é o que sempre foi e você é no mínimo conivente com toda esta situação. Ademais, você é fã do juiz ladrão que marcou o pênalti inexistente fundamental para que o boçal-ignaro tenha sido campeão, o qual foi ser diretor de justissa do time que ajudou a se eleger.

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      Paulo

      18 de janeiro de 2021 às 09h31

      Por partes, caríssimo:

      – Na minha percepção, eu fui o 1º. Pelo menos, o 1º que verbalizou a expressão “Bolsonaro não tem empatia”. Não descarto que outros o tenham dito ou escrito antes, e nem reivindico primazia, louvores ou tributos;

      – O fato dele ser apologista da tortura poderia ser mero golpe de marketing (aliás, se provou eficiente, nas eleições, dado o anticomunismo que viceja entre nossa população). O fato é que ninguém conhecia direito Bolsonaro, um parlamentar obscuro e menos que medíocre, nem as rachadinhas eram conhecidas, e isso, tenho a impressão, foi fundamental para a sua vitória eleitoral;

      – Não me posicionei porque não o conhecia suficientemente, parecia-me apenas um bufão, e, entre um bufão e um lulista, votar em quem? Ah, sim, na sua concepção, você fica com o “menos ruim”, não é, Alexandre (mesmo que seja um abortista)? É uma filosofia política, sem dúvida, mas não é a minha;

      – Não fui nem sou conivente com nada, pois rejeitei e rejeito a ambos, bolsonaristas e petistas;

      – Não tenho ídolos, Alexandre, tanto que acho muito difícil votar em Moro (não digo impossível, ele teria que se dar a conhecer melhor, mas temo que, quando mais ele o fizer, mais longe dele ficarei). Certamente, porém, o fato dele ter condenado Lula não é um impeditivo…

      Responder

    Renato

    18 de janeiro de 2021 às 12h01

    Paulo, você também foi o primeiro a perceber que Lula era um fomentador de corrupção e Dilma uma estúpida ?

    Responder

      Francisco*

      19 de janeiro de 2021 às 13h04

      A ‘fartura’ de provas no lawfare esgarçado e mambembe, que obrigou o ‘juiz premiado pelo beneficiado’ com ministério’ a lavrar a sentença com duas inacreditáveis jabuticabas, a do ‘ato de ofício INDETERMINADO’, para justificar a ‘corrupção passiva’, e a do bem ATRIBUÍDO, para justificar a ‘lavagem de dinheiro’, que não se sustentam juridicamente sequer em tribunais modelos ‘Idi Amim Dada’, se por má ventura ainda existentes, mostram que, “Lula era um fomentador de corrupção”, tanto quanto tu não é um adestrado replicante de fake news produzidas por essa hereditária gente de bem, que tanto mal tem causado ao Brasil, ao condena-lo ao atraso pela Desigualdade, ao correr de séculos, e que, “Dilma é tão estúpida”, em sua integridade, humanismo, civilidade e coragem, tanto quanto tu não é um pascácio extremamente desinformado e digno de pena, não no sentido da condenação, mas no do perdão, por imprecisamente não saber sequer do que trata, além do raso que lhe dão saber.

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