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Líder do Governo Bolsonaro afirma que prisão de Lula foi para ‘tirá-lo da eleição’

Por Gabriel Barbosa

03 de fevereiro de 2021 : 10h14

Nesta terça-feira, 2, o líder do Governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), afirmou que não existe prisão de segunda instância no Brasil e que isso só aconteceu em 2018 para tirar o ex-presidente Lula (PT) da eleição.

“Nunca teve prisão em segunda instância no Brasil. Só teve para prender o Lula e tirá-lo da eleição. Foi um casuísmo”, disse na CBN.

Barros ainda ressaltou que as mensagens da Lava Jato publicadas pelo Intercept e autenticadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, não devem desaparecer.

“São crimes cometidos pela quadrilha da Lava-Jato”, finalizou.

Gabriel Barbosa

Jornalista com passagens pelo Grupo de Comunicação O POVO (Ceará), RedeTV! e Band News FM.

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4 comentários

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Luiz Alberto

03 de fevereiro de 2021 às 12h45

Os caras são réus confessos, e tem ainda gente que nega!

Responder

    Paulo

    03 de fevereiro de 2021 às 22h26

    A questão é saber quem são os réus confessos (ou inconfessos)…Há divergências, saiba desde já!

    Responder

      EdsonLuiz.

      04 de fevereiro de 2021 às 12h13

      Todos são réus confessos, Paulo.

      O Moro, por usar de inadequações para suprir vazios da legislação. Seus casos eram especificamente os afetos à corrupção na Petrobrás. Quando esbarrava em fatos não relacionados à Petrobrás, não podia avançar, tinha que encaminhar para a estância devida. Por isso, sua ação acabou concentrada em malfeitos do PT, PP e MDB; os réus ligados ao PT, PP e MDB, pelas vastas provas materiais, documentais e testemunhais presentes nos processos.

      Moro – e qualquer juiz – enquanto não for aperfeiçoada a base legal aplicável e os procedimentos de instrução, não pode querer contornar as falhas que eternizam a impunidade no Brasil com iniciativas pessoais; a autoridade é da lei, não do agente da lei.

      Moro deve ser punido pelas inadequações utilizadas. Mas desqualificar julgamentos que passaram por outras instâncias, instâncias colegiadas, as demais, e serem sempre condenados à unanimidade, e mesmo assim continuarem recorrendo alegando firulas jurídicas (em relação a Lula, por exemplo, o presidente do TRF de Porto Alegre, que funciona como instância coletiva revisora das decisões do Moro, declarou que em todas as centenas de recursos – sim, centenas – a defesa do réu em nenhum momento reivindica inocência. Recorre só por ritos do processo. O Juiz Fischer, do STJ, outra instância colegiada que já condenou o Lula, informa que a defesa de Lula entrou com assustadores 492 recursos – é excessiva permissividade da lei, não acha- nenhuma alegando inocência em relação às provas anexas, só alegando inadequações de rito).

      Quanto a serem culpados ou inocentes, o Lula, inclusive, isso qualquer um de nós só vai saber quando for publicado o acórdão do STF com a decisão de última instância. Não há uma só pessoa que saiba quais provas estão nos autos e a qualidade dessas provas. A avaliar não pelo julgamento do Moro, mas pelas repetidas decisões colegiadas de condenações, as provas devem ser muito robustas.

      Agora, quanto a Moro, ele já não é mais juiz. A punição do que ele cometeu é funcional, não é crime. Quando coisas como o Brasil 247 bate bumbo dizendo que é crime, não está sendo 247, está sendo brasil171. Como não é crime e Moro não é mais juiz, como punir o Moro?

      Resta lutar por aprimorar a legislação, mas pelas articulações do PT e do bolsonaro, passando pelo PP, MDB, etc; continuando pelo sucesso que eles tiveram nas eleições dos presidentes e das mesas diretoras da Câmara e do Senado, nós, brasileiros e brasileiras, não temos nenhuma chance contra o bolsonarismo e o petismo. Principalmente quando constroem proteção juntos.

      A esta altura da minha idade estou muito desiludido e querendo ir embora do meu país.
      A esta altura da minha idade estou planejando nova formação que me sirva de saída profissional lá fora.
      O câmbio, pelos desastre petista na economia (e em quase tudo) e pelo que se seguiu até bolsonaro, não ajuda em nada uma fuga profissional e existencial.

      Paulo, eu sou neto de um marceneiro português que nasceu em pregoinho, Viseu, Portugal. A mesma aldeia e contemporâneo de Salazar. Aqui no Brasil, casou com uma costureira que punha a costurar camisinhas verdes para crianças. Arrepua, não é. Mas fique tranquilo: o mal do fascismo é cultural. Não é genético nem geográfico.

      Abraços, Paulo. Gosto da sua visão. Discordo muito, mas gosto. Sou um liberal, gosto de visões diferentes da minha. Se eu pudesse, desejaria que você fosse um pouco menos conservador… e menos estatísta. Os mais de 160.000.000 de pobres do nosso país, quase metade na mais profunda miséria, não precisa de estatais ineficientes e corruptas; precisa de educação de qualidade, de emprego, renda e saúde.
      Estatais, só nas fronteiras da tecnologia, onde a iniciativa privada ainda não entra por não dar lucro. E em empresas de pesquisa.

      Responder

        Paulo

        04 de fevereiro de 2021 às 17h53

        Obrigado pelas palavras, Édson! Mas saiba que não sou tão conservador assim e nem tão estatista (na verdade, o que me aborrece é ver jogado nas mãos de particulares, e por preço vil, o esforço feito pelo povo brasileiro, embalado na crença de sucessivas gerações, inclusive a minha, especialmente em áreas sensíveis). Já tive desejos de sair do Brasil, também, em grande parte desiludido com a classe política, tanto quanto você. Mas apesar de toda a canalhice – que continuará, desgraçadamente -, ser velho em outro país (e eu estou quase lá), longe da família e dos amigos (poucos que sejam, uns e outros), deve ser difícil. Meus filhos talvez possam empreender a viagem de volta, mas confesso que gostaria que ficassem e ajudassem a desenvolver nosso Brasil. Eles decidirão. Abraços!

        Responder

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