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Paraná Pesquisas: Quase 70% dos brasileiros acreditam que a Lava Jato foi positiva para o Brasil

Por Redação

01 de março de 2021 : 11h12

O Paraná Pesquisas divulgou mais um levantamento importante para o debate político no Brasil. Desta vez, o Insitituto quis saber sobre a percepção dos brasileiros sobre a Operação Lava Jato.

A pesquisa mostrou que 69,2% dos brasileiros acreditam que a Lava Jato fez mais bem ao país. Já 24,6% afirmam que a operação foi maléfica para o Brasil. Outros 6,2% não souberam responder.

Fonte: Paraná Pesquisas

O apoio maciço ao suposto legado positivo da Lava Jato é entre homens (74%), eleitores com Ensino superior (76,1%) e na região Sul (75,4%).

O Paraná Pesquisas ouviu 2264 eleitores em 200 muncipios de todas as regiões do Brasil entre os dias 16 a 19 de fevereiro de 2021. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos e índice de confiança de 95%.

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13 comentários

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Nelson

03 de março de 2021 às 10h48

Publiquei este comentário no Viomundo no dia 21 de fevereiro. Posso dizer que ele retrata um segundo termômetro de que me utilizei para sondar se a Lava Jato era realmente uma operação saudável e Sérgio Moro podia ser considerado, realmente, um herói nacional. De novo, tem a ver com a atuação da mídia hegemônica.

“Darcy Ribeiro, Milton Santos, Paulo Freire e Leonel Brizola, entre tantos outros, dedicaram a maior parte de suas vidas à construção de um Brasil compatível com seu tamanho e potencial e que garantisse a cada brasileira e brasileiro a vida digna a que têm direito.

Porém, alguma vez você já viu os órgãos da mídia hegemônica a contarem a história de personagens tão fantásticos, em homenagem a sua trajetória? Nada. Eles são invisibilizados. Infelizmente, uma grande parcela do povo brasileiro nunca ouviu falar deles.

Brizola, por ter sido homem público por longuíssimo tempo, é mais conhecido, mas, ainda assim, na quase totalidade das vezes em que o citavam era no sentido de difamá-lo.

Pois, se a mídia hegemônica agiu e segue agindo assim com personagens de extrema importância para a nossa nação, será que eu poderia nela acreditar quando passou a me apresentar um outro personagem como um grande herói nacional?

Será que eu não deveria colocar o meu desconfiômetro a funcionar, quando Sérgio Moro, Deltan Dallagnol, Carlos Fernando Lima e outros passaram a ser vendidos por essa mídia como os redentores da nação? Como os “cidadãos acima de qualquer suspeita” que iriam limpar a corrupção do nosso país?

Bem, passados os anos, as revelações que vêm se sucedendo sobre essa patota de “heróis da pátria” demonstram que o meu desconfiômetro não me deixou na mão. Infelizmente, porém, dezenas de milhões de brasileiros não ligaram o seu e acabaram caindo que nem patinhos na armação.

Enfim, a Lava Jato é só mais uma episódio da vida nacional a demonstrar, de forma cabal, que a mídia hegemônica não tem qualquer compromisso com as necessidades do povo brasileiro e os interesses do nosso país.”

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Nelson

03 de março de 2021 às 10h43

Li, há pouco, mais um excelente artigo escrito pela professora Ângela Carrato. Os que estão a declarar juras de maor à Lava Jato e que ela foi positiva para o Brasil deveriam lê-lo. A seguir, adianto dois trechos do artigo nos quais em que ela expõe um dos tantos malefícios da operação engendrada nos Estados Unidos e tocada por entreguistas abjetos.

“Quando os satélites brasileiros começaram a ser construídos, o objetivo juntamente com o submarino nuclear, era monitorar os biomas nacionais, bem como patrulhar e proteger a costa brasileira e o recém descoberto pré-sal.

As preocupações de Lula e Dilma se justificavam. Tanto que após o golpe de 2016 o projeto foi desacelerado e a Operação Lava Jato tratou de condenar, sem provas, o pai do submarino nuclear brasileiro, almirante Othon Luiz Pereira da Silva, um brilhante engenheiro mecânico e nuclear, de 76 anos.

Em 2005, durante o primeiro mandato de Lula, Othon assumiu a presidência da Eletronuclear. Em sua gestão, as obras da usina de Angra 3, paradas há 23 anos, foram retomadas.

Com seu trabalho, o Brasil deu um grande impulso ao programa aeroespacial.

O inquérito contra Othon foi aberto a partir de informações entregues à Lava Jato por uma advogada do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que até um ano antes servira ao maior escritório de advocacia que atendia a indústria nuclear do Tio Sam.”

“o almirante Othon, foi condenado pelo juiz Marcelo Bretas, o “Moro carioca” a 43 anos de prisão pelos crimes de corrupção, evasão de divisas e organização criminosa, durante as obras da usina nuclear de Angra 3.

Na época, a Lava Jato chegou a ventilar que a pena de Othon poderia ser superior a 100 anos. No Brasil, a pena máxima era de 30 anos de prisão, aumentada por Bolsonaro para 40 anos, em 2019. No caso de Othon arranjou-se um jeito de sua pena ficar acima disso.

O almirante foi preso na 16ª fase da Operação Lava Jato desencadeada pelas delações de Dalton Avancini, um ex-executivo da empreiteira Camargo Correa. Posteriormente voltou a ser preso na Operação Pripyat desdobramento da anterior que investigou denúncias de corrupção na Eletronuclear.

Essa prisão foi um dos episódios mais indignos da Operação Lava Jato.”

O inquérito contra Othon foi aberto a partir de informações entregues à Lava Jato por uma advogada do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que até um ano antes servira ao maior escritório de advocacia que atendia a indústria nuclear do Tio Sam.”

Responder

Hamilton DAmato

02 de março de 2021 às 05h55

Não á toa esse site se autodenomina como contrainformação.

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Alexandre Neres

02 de março de 2021 às 01h21

Eis a orcrim em ação, vejam o nível desses provincianos desumanos. Inda tem gente que defende, não à toa Bolsonero nos preside:

“Estava aqui pensando se era o caso de já ir preparando a terceira denúncia do Palocci. Talvez isso o anime um pouco mais [a delatar e apresentar provas]. Sim… não tem corroboração nenhuma. Mas vai ser divertido detonar um pouquinho mais a imagem do 9”.

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Nelson

01 de março de 2021 às 23h47

Bem. Um primeiro termômetro de que todo brasileiro deveria ter se utilizado depois de algum tempo do lançamento da Lava Jato, era o tom com que a operação passou a ser divulgada pela mídia hegemônica. Esse tom nos diria se se tratava de uma operação saudável ou não.

Ora, quando vi que os órgãos da mídia hegemônica e seus comentaristas se apaixonaram perdidamente pela LJ, liguei meu desconfiômetro. “Aí tem truta” – como dizia o Coalhada (Chico Anísio) -, logo pensei.

A mesma mídia que enterrou o Escândalo do Banestado, a Lista da Suíça, a Operação Zelotes, a Satiagraha e outros escândalos e pouco ou nada divulgou da monumental corrupção havida no governo de Fernando Henrique Cardoso, o governo mais corrupto e deletério que já tivemos, aparecia agora firmemente devotada ao combate de toda a corrupção no nosso país. Dava para acreditar em algo assim?

E não deu outra. Já nos inícios de 2016, pouco antes do golpe de Estado, após inúmeras leituras que fiz – nos blogas alternativos, é óbvio – e muitas reflexões, pude extrair algumas conclusões acerca da LJ e do momento por que o país passava.

E as minhas conclusões vieram a se confirmar mais tarde, com o passar dos anos. Algumas das trapaças da Lava Jato já haviam sido reveladas há uns dois anos. Agora, estão sendo reveladas outras tantas.

A LJ foi engendrada, genial e engenhosamente, fora do Brasil – nem preciso dizer onde – com alguns objetivos:

1 – Liquidar com o que ainda restava de credibilidade da classe política brasileira
2 – Subordinar os políticos não mais à soberania popular, como deve acontecer em uma democracia, mas à Juristocracia, possibilitando assim, o controle do espectro da política pelo Sistema dominante.
3 – Através do Lawfare, tirar da jogada aqueles políticos inconvenientes que ousem destoar do determinado pelo Sistema Dominante e passem a trilhar ou tentem trilhar um caminho mais independente, atendendo em alguma medida às demandas da maioria da população.
4 – Geopolítica e estrategicamente, sob o pretexto, falso, do combate à corrução, destroçar os setores mais avançados da economia brasileira.

É histórico. A mídia hegemônica nunca teve qualquer compromisso com as necessidades do povo brasileiro e os interesses do país. Estaria, de repente, contrariando sua história? Não acredito. Então, eu digo que a Lava Jato foi uma das piores coisas que já aconteceram para a nossa nação.

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Paulo

01 de março de 2021 às 19h35

A Lava-Jato foi muito boa ao tempo em que sinalizava para o fim da impunidade na política e no empresariado que negocia com o Estado. Mas produziu uma reação de arco completo, da direita à esquerda, passando pelo centro; de petistas a bolsonaristas, Centrão no comando…

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Alexandre Neres

01 de março de 2021 às 13h54

Gente, é impressão minha ou este blogue, talvez a campanha de Ciro Gomes, fez um convênio com o indefectível Instituto Paraná? Nada mais a cara da República de Curitiba do que o Instituto Paraná. Entrementes, deu no New York Times, o cientista político Gaspard Estrada, da Science Po de Paris, voltou à carga; depois de há um tempo dizer que a Lava Jato “foi vendida como a maior operação anticorrupção do mundo, mas se tornou o maior escândalo judicial da história”, agora aduz que “”Em vez de erradicar a corrupção, obter maior transparência na política e fortalecer a democracia, a agora notória Operação Lava Jato abriu o caminho para Jair Bolsonaro chegar ao poder após eliminar seu principal rival, Lula, da corrida presidencial. Isso contribuiu para o caos que o Brasil vive hoje”. “Moro usou métodos em flagrante violação do estado de direito. Como recompensa, recebeu o cargo de ministro da Justiça.”

O templo do liberalismo, a revista inglesa The Economist, que não pode ser acusada de esquerdista nem de bolivariana, tampouco deixou por menos ao se referir ao juiz ladrão: …“Moro acabou não sendo imparcial. Ele condenou Lula por receber um apartamento na praia. Só que Lula não era o dono nem o usava”… “com Lula fora da corrida presidencial em 2018, Moro se tornou ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro, o vencedor de extrema direita”… “vazaram mensagens mostrando que Moro treinou Deltan Dallagnol, o promotor principal em Curitiba”…

Haja contorcionismo retórico para os que acreditaram nessa trama urdida por anos a fio, construída tal qual uma novela maniqueísta em horário nobre global, a qual acabou desaguando no messias. Cadê a autocrítica desses cidadãos de bem que caíram como patinhos amarelos nessa narrativa que violou o devido processo legal e o estado democrático de direito? Inda não sabem porque estamos nessa situação vexatória e se assustam quando se olham no espelho. Esses somos nós?, como diz a cândida Miriam Leitão.

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    Isaac

    02 de março de 2021 às 02h53

    Parabéns pela opinião ….
    faço minhas suas palavras.
    Show

    Responder

Luiz Alberto

01 de março de 2021 às 13h32

Conforme chegarem mais informações, esse quadro tende a virar!

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Alan C

01 de março de 2021 às 12h59

Foi positiva sim.
Positiva pra desmascarar toda essa fraude envolvendo o marreco e o bozo na eleição 2018 e que em qualquer parte do mundo democrático eles já estariam presos.

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Mauro

01 de março de 2021 às 12h49

Os outros 30% é o eleitorado cativo/apaixonado/cego/iludido do Lula, tipo o Batista.

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    Batista

    02 de março de 2021 às 14h00

    Coitado do desinformado, nem de longe desconfia o que vem a ser e a que serve o Instituto Paraná, o porque da divulgação dessa ‘pesquisa’ nesse momento e d’o Cafezinho, mais que depressa, replica-la.

    Como também não sabe o que está a acontecer com as revelações das inacreditáveis gravações do bando de ex-intocáveis ‘operando à lavajateira, pelo ararahacker, em posse do STF e atestadas por peritos, em função da mídia parceira da lavajateira em que se informa, permanecer obsequiosamente silenciosa para mantê-lo desinformado, sabendo-o longe de outras fontes, como independentes sites tapuias de informações e a mídia internacional, como o NYT, ontem e o Financial Times, El País, Le Monde, etc., ‘anteontem’, que não silenciam sobre o fato, pelo contrário pressionam.

    Mas, desinformado e desatento, não atenta que em função dessa pressão, aos poucos, a silenciosa mídia lavajateira que o desinforma, vai deixando ‘vazar’ um tiquinho ali, outro acolá, das entranhas bandidas dessa organização criminosa, por sacarem que o estouro do represado silêncio é iminente.

    E tão desinformado apresenta-se, que fica a dúvida:

    Será que ao menos sabe a lavajateira ter sido extinta recentemente, por pressão e obra da maior parte dos que a patrocinaram contra o PT, para não correrem risco, sabendo que ‘à falta do PT’, restaram passíveis na fila, eles, os verdadeiros e profissionais corruptos, os hereditários amigos dos amigos, dos amigos, incrustrados até o chifre no estado brasileiro?

    Responder

      Mauro

      02 de março de 2021 às 23h45

      Ah Batista nao encha o saco. Vc é um tapado iludido!

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