Paris Café: O que esperar da classe média para 2022?

O potencial de Lula e a eleição de 2022

Por Gabriel Barbosa

07 de março de 2021 : 16h22

Por Gabriel Barbosa

Neste domingo, 7, o IPEC divulgou um levantamento que mostra o grau de conhecimento de dez possíveis candidatos a Presidência da República em 2022.

Naturalmente que o nome do ex-presidente Lula (PT) foi o mais citado pela sua longa e importante história na política brasileira. De acordo com a pesquisa, cerca de 50% dos entrevistados depositaram em Lula o seu potencial voto. Já outros 44% disseram que não votariam de jeito nenhum no líder petista.

Fonte: IPEC

Mas apesar disso, é bom lembrar que “potencial de voto” e “intenção de voto” são coisas distintas.

Na primeira manifestação, o eleitor afirma que conhece o político e não descarta como opção até que fatores externos não exerça influência negativa sobre sua escolha, no marketing político é o que chamamos de “predisposição de voto”.

Como Lula é mais conhecido que o atual presidente da República é natural que seu nome esteja na ponta. Também é necessário ressaltar que independente de como o petista é visto pela sociedade, seu nome sempre será pauta na mídia e faz com que sua figura continue sendo conhecida.

Já no segundo fenômeno, o eleitor já demonstra que está decidido e que independente do que aconteça o político terá o seu voto. Em outras palavras, o levantamento do IPEC não mostra as intenções de votos das candidaturas, mas o potencial que cada uma tem com os eleitores e esse detalhe faz muita diferença no universo eleitoral.

Se levarmos em consideração apenas o último levantamento do Paraná Pesquisas, Bolsonaro registra 32,4% das intenções de voto enquanto Lula tem cerca de 18% e carimba sua passagem para o 2° turno, embora sua candidatura seja uma incógnita enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não fizer o julgamento sobre a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro nos casos do triplex de Guarujá e do sítio de Atibaia.

Em relação aos outros nomes levantados pela pesquisa do IPEC, pode-se afirmar que o jogo continua em aberto, com exceção da ex-senadora Marina Silva (Rede) que dificilmente será candidata.

Faltando 18 meses para a eleição, os possíveis candidatos tem um longo caminho, desde articulações com os partidos, diálogo com as bancadas temáticas e a formação de palanques nos estados. É o jogo da democracia em plena atividade!

Gabriel Barbosa

Jornalista com passagens pelo Grupo de Comunicação O POVO (Ceará), RedeTV! e Band News FM.

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9 comentários

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Joaquim

08 de março de 2021 às 14h30

Qual o espaço que Lula tem na mídia? Só nos blogs progressistas. Durante a prisão e depois qual foi a entrevista que Lula concedeu a Globo? Espero que não esteja com febre.

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Getúlio

08 de março de 2021 às 11h02

O STF se tiver a mínima dignidade como Instituição, anulará as absurdas perseguições a Lula pela Quadrilha da Lava Jato, feito isso, as pesquisas dirão que Lula ganha no primeiro turno.

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Carlos Jose

08 de março de 2021 às 09h45

Lula em 2022 e no primeiro turno

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Lincoln

08 de março de 2021 às 07h15

O nome mais competitivo do campo progressista continua sendo o Lula.
O que não se disse é a possibilidade de vitória no primeiro turno.

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Robson Freire

08 de março de 2021 às 07h03

O jornal em qual o articulista trabalhou, é um dos que bateu ininterruptamente no Lula e também foi voz ativa no estado pelo impeachment sem crime da Dilma. A minha preguiça em procurar me leva a conjecturar em quantos textos, o articulista assinante da “análise” em questão, fez contra o Lula, contra a Dilma e contra o PT. Sabe-se que há em diversos meios de comunicação, um diário oficial a favor dos Ferreira Gomes visto que muitos são alimentados e mantidos em seus empregados por conta dessa messiânica lealdade. Mas mesmo assim nada impede de se constatar o pífio desempenho de um dos Ferreira Gomes na corrida presidencial em todas as pesquisas de opinião de intenção de voto como essa de potencial de voto. Tanto em rejeição à direita (mesmo com todos aliados que ele tem buscado nesse campo), quanto à esquerda do espectro progressista. Mesmo estando em campanha desde o retorno de Paris em 2018, ele fica atrás do candidato do PT na opção do Lula estar impedido (coisa que vai pro ralo em breve junto com a Lava Jato e suas mentiras). Colocado a minha opinião sobre o texto/análise/opinião fico por aqui

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Alexandre Neres

07 de março de 2021 às 22h30

O sistema de justiça foi corrompido e instrumentalizado para perseguir os adversários políticos da casa grande. Nenhum empresário cumpriu pena ou algos parecido, todos foram liberados depois de um tempo, sobretudo se mudavam seus depoimentos anteriores e delatavam Lula. O objetivo central da força-tarefa, sua obsessão era o “9” (sic). Tentaram por todos os meios e subterfúgios impedir Lula de concorrer às eleições de 2018. Usaram o “direito penal do inimigo”, cria nazista, por meio do “processo penal do espetáculo”, que era transmitido on-line e apresentadas as cenas dos próximos capítulos. O resultado disso tudo é bem palpável: Bolsonaro.

Por sua vez, Getúlio Vargas foi o responsável pela criação dos direitos trabalhistas no país. Desse modo, ao criar as condições para a formação do operariado pátrio, é o pai espiritual de Lula. Se não houvesse sido perpetrado um golpe civil-militar, indubitavelmente Brizola teria sido presidente do Brasil. Faltou este elo que a ditadura nos tirou. Brizola, com todas as divergências que tinha com Lula, pôs o sapo barbudo no colo e saiu ao seu lado dando a lição mais preciosa que o campo progressista já teve em 1989. Daí, vem a minha indignação com o episódio Paris. Haddad ficou sabendo pela imprensa que Ciro tinha atravessado o oceano, não sabia sequer se ele voltaria a tempo. As condições daquelas eleições estavam muito complicadas, Ciro Gomes ficou em terceiro lugar e era aliado preferencial e natural do PT. Bolsonaro é o pior candidato à presidência de todos os tempos, representa a barbárie encarnada. Perto dele, Collor é um político sensato, é um estadista. Nessas condições e tendo em vista que Brizola tinha aberto a picada, é inaceitável que num momento em que o Brasil estava prestes a ser presidido por um sociopata vagabundo, que um homem público do calibre de Ciro Gomes tenha deixado o país num momento de extrema gravidade, passando a impressão de que colocou suas questões pessoais em primeiro lugar e à frente da nação. Espero que de alguma forma ele consiga apagar esta mácula do seu currículo.

O herdeiro político do trabalhismo e de Vargas é Lula. Ninguém em sã consciência é contra o combate à corrupção, que deve ser feito por via das instituições, porém historicamente esse sempre foi o mote para promover retrocessos institucionais no Brasil. É o álibi por meio do qual os segmentos conservadores se utilizam para golpear os governos progressistas. Foi assim com Vargas, com JK, com Jango, com Lula e com Dilma.

Temos uma chance de sair dessa distopia que nos acomete, se for restaurada a ordem democrática após o golpe híbrido levado a cabo pelo dispositivo judicial-policial-militar-parlamentar, sendo restituídos os direitos políticos de Lula, a maior liderança popular de nossa história. Esse achincalhe por que passou Lula, atinge não só ele próprio como também o povo sofrido que voltou à miséria, não só o PT como todos os partidos do campo progressista. O poder judiciário não vai entregar isso de mão beijada, a luta vai ser encarniçada, mas é o único passo firme que pode ser dado no sentido de que voltemos a ser uma democracia.

O governo do PT marcou sobretudo pela inclusão social. Abriu espaço para que muitos movimentos fossem criados e se desenvolvessem, propiciando o surgimento de uma liderança como Boulos. Oxalá que depois de tempos sombrios a generosidade e a solidariedade campeiem em nosso Brasil, de sorte que possamos ver Lula passar o bastão que recebeu de Vargas para seu sucessor, Guilherme Boulos!

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Netho

07 de março de 2021 às 22h28

Na pesquisa de potencial, em vez de apresentar uma lista de candidatos e pedir ao entrevistado que aponte seu preferido, o instituto cita o nome de cada possível concorrente e pergunta se o eleitor votaria nele com certeza, se poderia votar, se não votaria de jeito nenhum ou se não o conhece suficientemente para responder. A soma das duas primeiras respostas – “votaria com certeza” e “poderia votar” – é o potencial de voto.
A pesquisa quer dizer nada, porque não são apresentados os cenários de confrontação entre os candidatos.
O potencial tanto serve para um terráqueo, um marciano ou um lunático.
A pesquisa confrontando os cenários com candidatos definidos deve sair ainda em março, com os questionários do Instituto Data-Folha.

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Galinzé

07 de março de 2021 às 19h30

Levem Lula em praça publica sem aviso previo e vejam a reaçào das pessoas assim como Bolsonaro faz…issso é fazer pesquisas de verdade.

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    Walfredo Ferreira da Silva

    07 de março de 2021 às 20h16

    Um político é massacrado pela mídia durante todos esses anos , desde o nascimento dessa podridão , tendo sido massacrado pelos jornais , especialmente
    os da Rede Globo ,e quando se faz uma pesquisa , ele tem todo esse potencial.
    E a mídia mentirosa ainda diz (mentindo) que o sonho de Bolsonaro é enfrentar LULA , a quem eles acham que seria mais fácil de vencer , parem de mentir pra
    sociedade . E Ciro Gomes ? alguém já perguntou a opinião dele sobre essa pesquisa ????????????

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