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Após dizer que não existe corrupção no seu governo, Bolsonaro fala que ‘não tem como saber’ o que acontece nos ministérios

Por Redação

28 de junho de 2021 : 15h39

Pela primeira vez, Jair Bolsonaro falou publicamente sobre as denúncias de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin junto ao Ministério da Saúde e o possível envolvimento do deputado e líder do seu governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).

E após dizer recentemente que não existe corrupção no seu governo, Bolsonaro disse a apoiadores que “não tem como saber o que acontece nos ministérios” e que vai “na confiança em cima de ministros e nada fizemos de errado”.

“Eu recebo todo mundo. Ele que apresentou, eu nem sabia da questão, de como estava a Covaxin, porque são 22 ministérios. Só o ministério do Rogério Marinho [Desenvolvimento Regional], tem mais de 20 mil obras”, alegou.

A compra da vacina indiana pelo Governo Bolsonaro se tornou a principal investigação da CPI da Covid desde o depoimento dos irmãos Miranda na sexta-feira, 25. O ex-chefe do setor de importação da pasta, Luis Ricardo Miranda, conformou a CPI que identificou suspeitas de irregularidades na aquisição da Covaxin.

Já o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), afirmou no depoimento que alertou Bolsonaro sobre essas irregularidades em reunião no dia 20 de março.

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7 comentários

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Paulo

28 de junho de 2021 às 22h21

Ninguém assume nada neste país. Vamos dar um basta a isso! Fora, Lula, fora, Bolsonaro!

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Ugo

28 de junho de 2021 às 20h45

Na época das propinas gordas pro PT e comparsas sabia se tudo mas ninguém falava nada…. outro nível.

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EdsonLuiz.

28 de junho de 2021 às 18h17

Eles nunca sabem de nada. Lula também declarou a mesma coisa, tanto no caso mensalão como no caso petrolão.

A declaraçào nunca é a de que vão afastar o denunciado e apurar, com o afastado retornando ao cargo se inocentado.

O Fernando Henrique fez isxo mais de hma vez: afasta, apura, se inocente, volta. Eu acho assim mais adequado.

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    Sá Pinto

    30 de junho de 2021 às 17h25

    Xarope ou Cínico?

    Lembrando que FHC extinguiu, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, criada por Itamar Franco e formada por representantes da sociedade civil, que visava combater o desvio de recursos públicos e que em 2001, fustigado pela ameaça de uma CPI da Corrupção, criou a Controladoria-Geral da União, que notabilizou-se em seu governo por abafar denúncias, pergunta-se:

    Quem suspeito, nos primeiros escalões, nos oito anos de governo FHC, foi afastado enquanto eram feitas as investigações, conforme afirmado?

    Por mais que procure, sabendo-se certa a falta de alguém à resposta, recordemos então de:

    a) Ricardo Sérgio – protagonista do famoso, “Nós estamos indo no nosso limite de irresponsabilidade..”, em conversa com L. C. Mendonça de Barros, sobre o pedido de carta de fiança do Banco do Brasil para o consórcio liderado pelo Opportunity, no escândalo do grampo do BNDES, na privatização do Sistema Telebrás.

    b) Sérgio Motta – acusado de compra de votos pela reeleição por Ronivon Santiago e João Maia, deputados pelo PFL do Acre, que relataram terem recebido R$ 200 mil em dinheiro para votarem a favor da reeleição, escândalo em que até uma Comissão Parlamentar de Inquérito foi abafada pelo Planalto, com a distribuição de cargos para partidos aliados.

    c) Geraldo Brindeiro – o inesquecível ‘Engavetador Geral da República’, que apesar dos indícios materiais disponíveis, rejeitou e arquivou todos os pedidos para que a denúncia contra FHC na compra de votos à emenda da reeleição fosse apresentada ao STF, sem esquecer da famosa Pasta Rosa sobre doações ilegais de banqueiros à campanha eleitoral.

    d) Júlio César dos Santos, embaixador, e Brigadeiro Mauro Gandra, ministro da Aeronáutica, por denúncias de tráfico de influência no escândalo do SIVAM.

    f) Chico Lopes – Presidente do BC, no escândalo Marka-Cindam.

    g) Paulo Henrique Cardoso – denunciado pelo Ministério Público no episódio de superfaturamento da construção do estande brasileiro na Feira de Hannover, em 2000, parte da fracassada comemoração dos 500 anos, na qual a réplica de Caravela construída pelo governo FHC, atestou, ‘contra Camões’, que ‘navegar não é preciso’ e fez ir a pique o ministro responsável, Rafael Greca, demissionário diante do naufrágio das comemorações pelos 500 anos.

    h) Proer, Sudam, Sudene e por aí segue o exemplar FHC a governar, ‘sem máculas’, afinal é o único, ainda vivo, não denunciado, ‘impichado’ ou preso, sabe-se lá por que, não é mesmo?

    Responder

Ronei

28 de junho de 2021 às 17h15

É óbvio que não sabe, são X ministérios com dezenas de milhares de funcionários.

Pode acontecer de alguém fazer uma asneira, é só cortar a cabeça logo depois.

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William

28 de junho de 2021 às 17h13

Mais uma narrativa para esticar o Circo até o final de 2021

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Kleiton

28 de junho de 2021 às 17h10

A diferença de que estava lá até pouco tempo atrás e sabia de tudo….

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