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Voto impresso: Bolsonaro tenta envolver TSE e STF numa conspiração para eleger Lula via fraude na urna eletrônica

Por Miguel do Rosário

01 de julho de 2021 : 10h42

No cercadinho de hoje, em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro voltou a usar o “voto impresso” como estratégia diversionista para não falar da corrupção em seu governo e tentar deslegitimar o processo eleitoral de 2022:

“(…) tiraram o Lula da cadeia, tornaram elegível, para ele ser presidente NA FRAUDE. Isso não vai acontecer!”

O vídeo mostra que Bolsonaro tenta envolver as instituições judiciais, TSE e STF, numa grande conspiração para fraudar as eleições e… eleger Lula! O principal argumento para vender essa teoria é a oposição de ministros de ambas as instituições contra a implementação do voto impresso no país.

Bolsonaro sabe que, mesmo que o congresso aprovasse, não haveria tempo hábil para se instalar impressoras nas 500 mil urnas em uso no Brasil.

Sua intenção é minar a confiança dos brasileiros no sistema eleitoral.

Se ele perder as eleições, será por “fraude”.

É uma armadilha na qual as pessoas responsáveis não devem cair.

Se o voto impresso for aprovado, Bolsonaro usará os problemas logísticos criados para o transporte de 150 milhões de comprovantes para provocar tumultos.

Como a recontagem – que ele obviamente irá pedir – pode durar semanas, Bolsonaro vai usar o tempo para tentar um golpe.

A urna eletrônica, sem nada impresso, divulgando o resultado final do pleito poucos minutos após o fim das eleições, impede as movimentações golpistas de Bolsonaro. Ele não poderá pedir “recontagem”, e terá dificuldades para judicializar.

Felizmente, a maioria esmagadora dos partidos e da opinião pública esclarecida já percebeu que o projeto do voto impresso, de autoria de Bia Kicis, é um cavalo de tróia para criar tumultos em 2022.

Até mesmo a comunidade hacker percebeu que, se há problemas na urna eletrônica, a solução não pode ser a impressão do voto, e sim a implementação de software livre e aberto.

Íntegra do cercado de hoje:

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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3 comentários

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Tony

01 de julho de 2021 às 11h43

O desespero bateu nesse asno.

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Bandoleiro

01 de julho de 2021 às 11h42

O unico jeito para a esquerda volatar ao poder é haqueando as urnas…disso ninguem duvida minimamente.

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paulo

01 de julho de 2021 às 11h23

a melhor forma de retira do Asno que nos governa essa bandeira de fraude é sim a impressão do voto! Voto auditável Já! não podemos nos tornar contra o voto auditável só para ser contra o bonsonaro e para continuar elegendo pessoas sem representatividade, da direita e da esuqerda!

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