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João Campos defende que PSB apoie terceira via

Por Redação

11 de julho de 2021 : 13h34

O prefeito de Recife, João Campos (PSB), declarou que defende uma adesão do seu partido a uma candidatura de terceira via a presidência da República em 2022 e que o PSB tenha possibilidade de ter protagonismo em relação a projeto de país.

“Defendo um projeto onde o PSB possa ter protagonismo, que a gente possa construir uma via alternativa à polarização (entre Lula e Bolsonaro) que está posta no Brasil ou que estão querendo assim impor, que a gente possa discutir uma agenda de país, mais importante do que a gente discutir nomes é o que que a gente quer entregar, qual o projeto estruturador que a gente possa enfrentar as desigualdades regionais do Brasil que são muitas, como a gente traz a pauta da educação para uma realidade efetiva. Imagine que a gente está há um ano e meio de pandemia, e o governo federal não tem uma política estruturada de educação remoto”, declarou à CNN.

A fala de Campos acontece em meio a uma reaproximação do PSB com PT após o ex-presidente Lula recuperar seus direitos políticos e articular em prol de sua candidatura. Em Pernambuco, o governador Paulo Câmara é o principal interlocutor de Lula junto aos socialistas.

Recentemente, o PSB incluiu em seus quadros o deputado federal e líder da minoria, Marcelo Freixo (RJ), e o governador do Maranhão, Flávio Dino, ambos pré-candidatos a governador e senador, respectivamente.

Campos também falou sobre o cenário de 2022 e analisou que é necessário uma união dos democratas contra o projeto golpista de Jair Bolsonaro.

“A eleição do próximo ano pelo que ela se desenha é uma eleição onde o Brasil tem que vestir uma camisa de responsabilidade democrática muito grande. Temos que construir uma alternativa capaz de derrotar Jair Messias Bolsonaro, afinal de contas, a gente não sabe até quando o Brasil aguenta um governo que não respeita seu povo, não respeita a democracia, além de outras coisas. Quem é do campo democrático deve ter o sentimento de unidade contra um projeto de reeleição de Jair Bolsonaro”, avaliou.

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11 comentários

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Nunes cruz

17 de julho de 2021 às 12h50

Joao campos apesar d ser jovem e de palavra e leal, isso mesmo joao campos apoie quem te apoio e quem e o melhor para o Brasil

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FRANCINALDO GOMES DE ANDRADE

12 de julho de 2021 às 01h12

Há de ser uma pessoa que conhece profundamente o Brasil, que tenha desenhado, um projeto com começo meio e fim, alguém com experiência e que tenha o passado limpo, para ser exemplo o Brasil merece muito mais.

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O Demolidor

11 de julho de 2021 às 22h14

Esse é o garoto-prefeito…..o João Amaral defende a terceira via….. Liberal… obviamente…

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Vieira

11 de julho de 2021 às 21h44

João Campos, que apoiar qualquer fascista, menos o Lula, mas o seu partido sem Lula perde para governador de Pernambuco.

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Rosinei Brandão

11 de julho de 2021 às 21h09

Terceira via? Onde? Qdo ?nos EUA? Bah…ah, no Brasil? Também não.! Não vejo lógica. Já choro de quem tá mal na foto…normal

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Helena

11 de julho de 2021 às 20h59

João Campos, querido, vc está se deixando influenciar muito pela sua namoradinha Tábata Amaral. Vê se cresce, garoto, e perceba que so Lula será capaz de reconstruir esse Brasilzão destruído por Bozó.

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MARIA ELAINE TARELLI

11 de julho de 2021 às 17h29

Nós, no RS, também!

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Ronei

11 de julho de 2021 às 17h12

Lula não será candidato, se a esquerda fossem inteligentes (coisa que não são) colocariam Lula falando sozinho num quarto e lançariam algum jovem em perspectiva futura.

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EdsonLuiz.

11 de julho de 2021 às 16h08

Os partidos políticos existem para discutir ideias, devulgá-las e buscar a hegemonia política para implementar essas ideias. Mas, bem entendido: a força hegemônica deve praticar a responsabilidade de proteger as essencialidades democráticas, sendo uma das mais importantes dessas essencialidades a defesa dos direitos das minorias; das minorias políticas e partidárias, inclusive.

Partido político, idealmente, não deveria buscar coligaçào. Coligação desvirtua o objetivo de construção de hegemonia para a implementação de uma ideia, de um projeto inteiro. Com coligação, o que chega ao poder não é um projeto inteiro; o que chega são retalhos de diversas cores. Retalhos sortidos são muito bons para fazer uma bonita colcha para a cama, não para a execução de um projeto político uniforme.

Projetos políticos uniformes são feitos por partidos mais uniformes que os partidos que temos. No Brasil, de partidos mais uniformes temos o Novo e o PSOL. Mesmo assim, tanto o Novo como o PSOL estão, neste momento, precisando olhar para dentro, estão precisando verificar se não há ameaça à suas uniformidades mínimas internas. Não adianta buscar a hegemonia na sociedade se não se tem a hegemonia mínima interna necessária.

Falei que partido político é feito, idealmente, para buscar hegemonia. Há conjunturas de exceção a isto? Sim, há!

Partidos políticos que defendem democracia precisam, juntos, dar caráter unitário à luta quando a democracia se encontra ameaçada.

Então, quando a democracia está ameaçada deve ser composta uma frente de direita, só com a direita?

NÃO! Uma frente toda de direita só vai acirrar mais o processo, afastando ainda mais o país da democracia.

E a formaçào de uma frente de esquerda, só de esqueda, deve?

TAMBÉM NÃO!

Não é que não possa ser formada uma frente só de esquerda ou só de direita, apenas não é aconselhado que se forme, em uma conjuntura em que a democracia estâ ameaçada, porque só acirra mais o processo antidemocrático, antipolítico.

Quando a democracia está ameaçada, o ideal é que as forças que defendem a democracia se componham, TODAS, se articulando em um movimento unitário. E depois, se ainda se mostrar necessário, se articular em uma candidatura única contra a ameaça à democracia.

Estamos vivendo no Brasil esta conjuntura excepcional. O momento político atual, para mim, pede que os partidos políticos para os quais a democracia importe, TODOS, renunciem temporariamente à busca de hegemonha e se componham em um projeto unitário por um ou dois mandatos – e o candidato a ser apoiado não precisa ser o mesmo nos dois mantatos; pode até de antemão sinalizar que, se houver necessidade de manter o caráter unitário do projeto, o candidato do segundo mandato unitário não será o mesmo do primeiro – e implementem um projeto comum inteiro, envolvendo economia, política social e institucionalidade, ATÉ ALCANÇAR A ESTABILIZAÇÀO POLÍTICA, CONFIRMAÇÀO DA DEMOCRACIA E ULTRAPASSAGEM DESTE MOMENTO AMEAÇADOR QUE ESTAMOS VIVENDO.

Um projeto político de caráter unitário exige maturidade e boa formação política. Não sei se temos massa crítica para implementar esse projeto. Não sei sequer se temos no Brasil uma maioria comprometida de fato com a democracia e com suas essencialidades.

Temo muito que no Brasil o que temos sempre é uma corrida para ver quem toma o poder e implanta uma autocracia.
EdsonLuiz.
edsonmaverick-yahoo.com.br

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Alexandre Neres

11 de julho de 2021 às 15h43

É com orgulho que nós, progressistas, contamos com o apoio de Freixo e de Dino e com a objeção de França e de João Campos.

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Sebastião

11 de julho de 2021 às 15h37

Claro que a família Campos será voto vencido. Depois da eleição de 2020, claro que ele iria se posicionar contra.

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