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Após guinada radical de Roberto Jefferson, deputada aciona TSE para sair do PTB

Por Redação

27 de julho de 2021 : 19h45

A deputada federal Luísa Canziani (PR) decidiu entrar com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ter o direito de sair do PTB sem perder o seu mandato.

De acordo com a parlamentar, o motivo de sua ação é a ultra guinada do presidente Nacional do partido, Roberto Jefferson, ao bolsonarismo.

Canziani também alegou que está sendo alvo de mensagens caluniosa e difamatória pelos membros do PTB após ela ter usado um gravador durante reunião com outros parlamentares no Ministério da Educação. Termos como “traíra”, “x9” e “espiã” foram usadas nas redes sociais pelos petebistas.

Com isso, Luísa revelou que está sofrendo perseguição e que está sofrendo prejuízo na sua imagem como Parlamentar, e por isso pede que o TSE conceda sua desfiliação.

A ação é assinada pela advogada e deputada federal Margarete Coelho (PP-PI) e pelo advogado Luiz Fernando Pereira, de Curitiba. O relator da ação é o ministro Edson Fachin.

Com informações da Folha.

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5 comentários

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William C. Jr.

13 de agosto de 2021 às 12h47

Comentários de alto nível, tão bons quanto a reportagem.

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carlos

28 de julho de 2021 às 07h27

É só sair dessa sigla de aluguel que é hoje o PTB, que se recupera, dar pra perceber, vossa excelência, é esforçada e trabalha com esmero pelo povo do Paraná , é seguir trabalhando ,quem trabalha Deus ajuda.

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Marco Vitis

27 de julho de 2021 às 21h55

Roberto Jeferson sempre foi um ladrão. Confessou ser ladrão. Foi preso. Educou a filha para seguir seus passos na política. Jeferson foi da tropa de choque de Collor, parceiro de Lula até o mensalão (quando confessou a sua e outras roubalheiras) e agora está apoiando de modo sociopata o criminoso Bolsonaro (com quem se identifica totalmente).
A pergunta é: por que o povo vota nesses infames seres humanos ?

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    Alexandre Neres

    28 de julho de 2021 às 01h46

    Meu caro Marco Vitis, te tenho como progressista, mas às vezes fica difícil. Bob Jefferson era do tropa de choque de Collor e se identifica totalmente com Bolsonaro, exatamente como definiu você. Porém você afirma que esse membro do Centrão foi “parceiro” de Lula e confessou suas e outras roubalheiras. É sério isso? Você acha essa história minimamente plausível? Esse enredo fecha? Primeiro, se não entendermos o presidencialismo de coalizão, ficaremos dividindo o mundo entre os purinhos e os malvados, coisa típica de lavajatista. Indo um pouco além, a denúncia de Jefferson que ganhou toda a aura de verdade pela imprensa dita profissional, que não tratava de outro assunto à época, até mesmo pela simbiose perfeita entre ele e o mito que você mesmo identificou, é digna de ser levada a sério ou Bob Jefferson era um cavalo de troia? O nome mensalão pegou e sua denúncia idem, mas você acha factível que deputados recebessem mesada com regularidade conforme repassava a imprensa militante porque isso gruda que nem chiclete? Bob foi o novo Cabo Anselmo? Lembra daquela cena teatral em que Bob mirava nos olhos de Zé Dirceu e dizia que ele despertava os seus instintos mais primitivos? A denúncia de Bob Jefferson depois de tudo que ele disse e fez, como que se fosse Bolsonaro já teria fechado o STF há muito tempo, merece alguma credibilidade? Bob tem lado em todo este imbróglio, aliás, sempre teve. Na boa…

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      Marco Vitis

      28 de julho de 2021 às 15h04

      Alexandre: aprecio sua crítica porque ela é feita com argumentos e sem ofensas pessoais que nada tem a ver com o argumento (na Lógica é chamada de Falácia Ad Hominem). Por isso, vou expor meu pensamento completo a você.
      (1) apoiei Lula e o PT desde a fundação do partido. Um partido fundado por grupos populares. Hoje está muito distante disso. Eu (apenas um cidadão anônimo) tenho o mesmo entendimento que duas figuras notáveis: Mano Brown e Gilberto Carvalho. O PT precisa voltar às suas origens. É uma organização política importante para a História do Brasil. Fui em todas as manifestações contra o criminoso impeachment de Dilma, conta o golpe, #EleNão etc. Portanto, sou anônimo, mas não sou alienado e seu qual é meu lado político.
      (2) Sobre as eleições de 2018: meu entendimento era de que o PT perderia as eleições por causa do antipetismo. Antipetismo fundado em Mentiras, mas também em Verdades. O fato é que eu tinha convicção que o antipetismo derrotaria um candidato do PT e o resultado das eleições confirmou isso. Elegemos um ser infame, ignorante, inescrupuloso, criminoso. A estratégia eleitoral de Lula foi derrotada. Difícil acreditar que Lula não previa disso (ele não é um gênio da Política ?). Penso que ele priorizou a si e ao partido em detrimento do interesse coletivo. Isso deixou sequelas em todos os aliados históricos. Na Argentina, Cristina Kirchner fez exatamente o oposto e venceram as eleições. Portanto, este fato também comprova que a estratégia eleitoral de Lula estava errada. Mas os petistas não aceitam esse entendimento e fazem uma narrativa inacreditável para a explicar um fato que é a derrota. Este foi o ano de minha “epifania” sobre em quê o PT tinha se transformado. Votei no Haddad, claro. Mas só voto atualmente no PT nessas condições extremas.
      (3) Presidencialismo de Coalização é um eufemismo pra corrupção política. Eu abomino isso e tenho vergonha de ter apoiado um partido que usou essa prática pra governar. Alguns relativizam dizendo: essa é a “real politik”. Ok. Fez isso pra alterar estruturas fundamentais do Brasil ? Não. Lula não teve coragem de enfrentar o poderoso sistema financeiro, o poderoso sistema de comunicação, a perversidade do sistema de tributos, a criminosa desigualdade social (veja os indicadores sociais. eles melhoram um pouco, mas permanecem praticamente constantes nos 14 anos de governo PT). Eu estava na base, apoiando e defendendo o PT, achando que uma hora a coisa mudaria. Observe, caro Alexandre, que o PT vem perdendo a todo ano representação política (dado objetivo e verificável: quantidade de prefeitos e deputados). Esse presidencialismo de coalizão é uma merda até mesmo na pragmática.
      (4) Mensalão: é claro que esse nome não corresponde à realidade. Mensalão não existia, mas a corrupção ficou comprovada. Jeferson é ladrão confesso. Mas revelou uma prática criminosa, imoral, e que foi ampliada no segundo governo Lula. Penso que Lula não sabia do “mensalão”. Isso era coisa do grupo do Zé Dirceu operado pelo Delúbio Soares. [Há um fato histórico: enquanto Lula e Zé Alencar discutiam política na sala, em outro cômodo o Zé Dirceu negociava o valor do apoio financeiro ao PL com Valdemar Costa Neto]. Mas no seu segundo governo, os grandes lances de corrupção na Petrobras, Furnas etc. era do conhecimento de Lula. Não acredito que Lula meteu dinheiro sujo no bolso. O caso do triplex é risível. Mas no caso do sítio há um desvio ético grave. Ou não ? Em suma: não aceito o presidencialismo de coalização. O discurso do PT, na sua origem, era luta sem tréguas contra a corrupção. Esse valor eu ainda preservo.
      (5) O que fazer ? Penso que o PT cometeu “pecados capitais” (pra usar uma linguagem religiosa) e precisa voltar às suas origens, pra voltar a ser um partido digno e confiável. Fortalecer as organizações de base e educar politicamente o povo. Como disse José Mujica: “nossos governos (de esquerda) desenvolveram consumidores. Deveríamos ter desenvolvido cidadãos”. Outro dia Lula voltou a falar em “picanha e cerveja”. Reflita um pouco sobre o significado profundo desse “valor”. Perdemos essa enorme oportunidade histórica e não adianta chorar. Precisamos de um Projeto Estratégico para o Brasil, que está numa merda inacreditável, e hoje o único político que o apresenta é Ciro Gomes. Tem neste momento o meu apoio. Mas não é definitivo porque não cultuo a Idolatria. Se até o ano que vem surgir um projeto melhor, apoiarei.

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