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Foto tirada em 19 de dezembro de 2021 mostra a lua cheia em Zhoushan, província de Zhejiang, leste da China. A última lua cheia do ano de 2021 apareceu no domingo, décimo sexto dia do décimo primeiro mês do calendário lunar chinês. (Foto de Shen Lei / Xinhua)

Elias Jabbour: Decadência ocidental x marxismo e o socialismo na China

Por Redação

20 de dezembro de 2021 : 12h26

Por Elias Jabbour, professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCE-UERJ). Artigo produzido em colaboração com o Grupo de Mídia da China.

É impossível nas decadentes sociedades ocidentais – marcadas pela ascensão da extrema-direita, e onde o racismo e a violência policial contra o povo e os trabalhadores – compreender o que significa determinados momentos.

Vivemos no ocidente um contexto de crescente perda de fé popular na política e nos políticos, afinal a vida nos países “democráticos” piorou muito desde a crise financeira de 2008 e a pandemia demonstrou, de forma clara e objetiva, a incapacidade do capitalismo em lidar com as grandes questões que afligem a humanidade. A perda de fé na ciência é outra expressão da decadência ocidental.

Nos Estados Unidos, cerca de metade de sua população se nega a fazer uso da vacina contra o Covid-19, por pura fé religiosa.

Seria inacreditável explicar a um ser-humano razoavelmente instruído que, em pleno século XXI, na “maior democracia do mundo”, milhões de pessoas simplesmente não acreditam na ciência.

É evidente que sociedades com esta característica a única resposta que elas podem entregar ao mundo não são vacinas ou esperança, e sim ameaças e violência. O imperialismo aprofunda sua tendência à violência diante do apodrecimento de sua sociedade.

É essa “democracia” que eles querem exportar ao mundo?

É neste contexto que devemos localizar a sexta sessão plenária do 19º Comitê Central do Partido Comunista da China. O evento aprovou a Resolução do Comitê Central do Partido Comunista da China, sobre as Grandes Conquistas e Experiências Históricas na Luta Centenária do Partido.

Não é qualquer sociedade capaz de discutir criticamente seu passado, com vistas à construção de seu próprio futuro e se comprometer com a defesa intransigente da paz mundial.

É pura ignorância e má-fé resumir esse documento a uma resolução em torno da liderança de Xi Jinping. Este documento situa Xi Jinping, e o processo por ele liderado, como parte fundamental da história chinesa nos últimos 100 anos.

Da mesma forma que, em 1945 e 1981, encontros históricos consagraram o papel fundamental de líderes como Mao Tsétung e Deng Xiaoping. O mesmo ocorre agora. Não nos esqueçamos: sob Xi Jinping, a China liderou o maior feito da história humana (eliminação da pobreza extrema) e a vitória inconteste contra o Covid-19.

Artigos sobre esta histórica resolução podem e devem ser escritos.

São inúmeros os pontos históricos e conjunturais levantados. Faz-se necessário, porém, relacionar esse documento ao crescente status que marxismo e o socialismo têm recebido, como os grandes responsáveis pelo rejuvenescimento da nação chinesa.

Bom lembrar que, há cerca de 30 anos, o marxismo foi declarado morto e enterrado por intelectuais ocidentais, enquanto Deng Xiaoping, em sua histórica viagem ao sul da China em 1992, previa um glorioso renascimento do marxismo.

A resolução atualiza o status do marxismo e do socialismo na China.

Link da resolução em inglês.

O documento deixa claro que o “Partido Comunista Chinês (PCCh) sempre salienta que todo partido deve manter a firmeza de seus ideais e convicções, uma organização rigorosa e o cumprimento estrito e justo de suas disciplinas e regras. As convicções marxistas, o nobre ideal do comunismo, e o ideal comum do socialismo com características chinesas, constituem a fonte de força e a alma política dos comunistas chineses, assim como a base ideológica para manter a unidade e a coesão do nosso Partido”.

Esta força ideológica e a clareza de ideias são algo inexistente nas decadentes “democracias ocidentais”.

A fome, o individualismo e o fascismo são parte cada vez mais integrante das sociedades europeia e norte-americana.

No lugar da negação política, os chineses apontam o socialismo desenvolvido como a segunda meta centenária.

Contra a falta de perspectiva espiritual, o marxismo sintetizado no “socialismo com características chinesas” formam o horizonte e a força espiritual de um povo.

Contra a naturalização da fome, da miséria e da desigualdade, a grande bandeira da “prosperidade comum” passa a guiar o partido comunista chinês e a sociedade, no sentido de superar contradições e mostrar ao mundo que Mao Tsétung estava correto: “somente o socialismo pode salvar a China”.

Agregamos que somente o socialismo poderá salvar o mundo!

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3 comentários

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Nelson

21 de dezembro de 2021 às 14h30

O sociólogo alemão, Robert Kurz, mente prolífica e brilhante, já nos advertia de que os neoliberais estavam convictos de que se seu sistema não desse certo nenhum outro poderia dar.

Com sua advertência, Kurz nos mostra que o fundamentalismo mais fanático não era mazela encontrável apenas em alguns estratos islâmicos. Entre os adoradores do “deus” mercado e do capitalismo também há uma montoeira de fundamentalistas ferrenhos.

E é isto que podemos identificar em alguns comentários que surgem seguidamente neste “OCafezinho”. Incapazes de ouvirem, e deglutirem, a mais ínfima crítica ao capitalismo, mesmo diante de tantas evidências da pavorosa destruição que tal sistema está a provocar e que vai provocar ainda mais, os fundamentalistas do mercado se escusam de comentar o escrito e apelam para um escapismo risível, para dizer o menos.

Responder

EdsonLuiz.

20 de dezembro de 2021 às 17h46

E a violência política e policial contra os Uigures na China, senhor Elias Jabbour?

Procurem no GOOGLE, caso se interessem pelas causas democráticas, por:
Uigures China Campo de de Concentração

Aliás, senhor Elias Jabbour, e os meninos democráticos de Tawan sendo massacrados pelo regime chinês? E o massacre sobre as outras etnias chinesas, e…

Deixa para lá! Vocês são progressistas, eu não…

Responder

Kleiton

20 de dezembro de 2021 às 12h33

Difícil ler uma montanha de estrume maior que essa.

Responder

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