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Crédito: Vaner Casaes | Jornal da Bahia

Sucessão de Rui na Bahia vira peça-chave na negociação entre PT e PSD a nível nacional

Por Gabriel Barbosa

24 de fevereiro de 2022 : 14h32

Apesar das declarações do presidente Nacional do PSD, Gilberto Kassab, de que o seu partido não iria aceitar a candidatura do senador Otto Alencar (PSD-BA) ao governo baiano, o senador Jaques Wagner (PT-BA), que em tese seria o pré-candidato ao Palácio de Ondina, já sinalizou a cúpula do PT e ao próprio ex-presidente Lula que vai abrir mão da candidatura.

A decisão de Jaques é sem dúvida muito forte e louvável, pois nem sempre abrir mão de uma postulação em um estado regionalmente importante como é o caso da Bahia, com seus 10,8 milhões de eleitores, seja tão fácil quanto parece. Mas a movimentação do senador petista é compreensível se olharmos para o contexto nacional.

Além de empurrar o senador Otto Alencar para ser o candidato natural a sucessão de Rui Costa, que por sua vez deve disputar o Senado, a decisão do PT baiano em abrir mão da candidatura local acaba por forçar a Executiva Nacional do PSD a continuar as negociações com o ex-presidente Lula e seus interlocutores.

Outro ponto relevante é que a decisão também impõe os pessedistas a manter a aliança regional. Como se sabe, Otto é dissidente do carlismo e não mantém relações com o grupo de oposição local, liderado por ACM Neto (União Brasil), que já percorre o interior baiano como pré-candidato. Mas apesar disso, o senador é um político conhecido por cumprir seus acordos e ser um aliado fiel.

É claro e sabido que uma candidatura de Otto não teria o mesmo peso da candidatura de Wagner, mas em política sempre existe os riscos e por isso haverá uma articulação local muito forte de Rui e o próprio Jaques com a base aliada, especialmente no interior do estado.

Com o vácuo deixado pela decisão do senador petista, é inevitável que a candidatura de Neto ganha um novo fôlego, saindo do isolamento político.

Mas apesar de ter afirmado por diversas vezes que sua candidatura não será nacionalizada e que, se eleito, vai governar independente de quem esteja na presidência, o ex-prefeito de Salvador sabe que com o favoritismo absoluto do ex-presidente Lula (PT) na disputa pelo Governo Federal, o seu partido, o União Brasil, precisará ser neutralizado, ficando longe do apoio oficial em Jair Bolsonaro ou Sérgio Moro.

Gabriel Barbosa

Jornalista com passagens pelo Grupo de Comunicação O POVO (Ceará), RedeTV! e Band News FM. Pós-graduando em Comunicação e Marketing Político.

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2 comentários

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Daniel Maia

24 de fevereiro de 2022 às 23h53

Não existe na língua portuguesa “a nível”. O correto é “em nível”. Sugiro corrigir o título.

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Batata Tavares

24 de fevereiro de 2022 às 23h13

Otto Alencar para governar a Bahia ??? Kkkkkkkkkk kkkkkkkkkkk kkkkkkkkkkk

Ele é Absolutamente Incapaz de governar uma mercearia pequena, jamais chegará nem a Vereador noutra eleição.
É o autêntico PRAlamentar, um ser AbJeto.

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