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Imagem: Divulgação

Ineep: Petrobras vende mais uma refinaria por preço muito abaixo do valor de mercado

Por Redação

26 de maio de 2022 : 10h51

O preço negociado pela Petrobras para a venda da Refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor) à Grepar Participações Ltda representa, pelo menos, 55% do seu valor em comparação com os cálculos estimados em estudo realizado pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep).

De acordo com os parâmetros utilizados, a refinaria localizada no Ceará está avaliada com um valor mínimo, pelas projeções cambiais mais elevadas deste ano, de US$ 62 milhões, quando o valor negociado pela estatal com o potencial comprador foi de US$ 34 milhões.

O estudo informa que os dados revelam que a (Lubnor) tem um potencial importante de geração de caixa futura, o que, pelas premissas que o Ineep considera adequadas, pode estar sendo subvalorizada nesse momento de venda.

 Para realizar o valor da Lubnor, o Ineep utilizou o método do Fluxo de Caixa Descontado (FCD), que se baseia no valor presente dos fluxos de caixa, projetando-os para futuro. Do resultado, são descontadas: taxa que reflete o risco do negócio, despesas de capital (investimento em capital fixo) e necessidades adicionais de giro.

Este fluxo de caixa é calculado tanto para a empresa como para o acionista. Trata-se de um modelo de cálculo que apresenta o maior rigor técnico e conceitual, sendo, por isso, o mais indicado e adotado na avaliação de empresas.

Cenários da Lubnor

O estudo se baseia em dois cenários-base, considerando um piso cambial de US$ 5,08 e um pico de US$ 5,70. Essa faixa foi adotada em função da alta volatilidade cambial da economia brasileira no cenário de negociação do ativo. A partir desses dois cenários, e baseando-se nesse piso e pico cambial, o estudo conclui que a refinaria pode valer de US$ 62 milhões a US$ 70 milhões.

 No entanto, como a Petrobras não apresenta valores “isolados” de cada refinaria, para estimar as receitas e despesas da Lubnor, o Ineep fez um “rateio” dos dados disponibilizados pela empresa. Ou seja, esse valor pode variar, dependendo das despesas efetivas da refinaria. Além disso, deve-se considerar que as receitas podem variar em função das premissas adotadas para determinar o preço de petróleo utilizado no cálculo da geração de caixa futuro. Todavia, mesmo considerando variações, o Ineep não observou nenhum cenário em que o preço do ativo estivesse no valor vendido pela Petrobras.

Em relação às receitas da Lubnor, foram levadas em conta a produção dos derivados da refinaria, a capacidade de produção, entre outras informações. Para definir a premissa de nível de produção e preço da carga fresca processada da refinaria, foram utilizadas na projeção futura as informações trimestrais da Petrobras desde 2019. Já em relação às despesas, o Ineep realizou o “rateio” para Lubnor a partir dos dados disponíveis de custo de produção e refino, bem como das despesas administrativas do mesmo período. 

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12 comentários

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Nelson

28 de maio de 2022 às 21h55

É A PRIVATIZAÇÃO, CARA PÁLIDA”

Beneficiado por nossas grandes bacias hidrográficas, o Brasil construiu o maior parque hidroelétrico do planeta. Orgulho da capacidade técnica e da engenharia nacionais, uma “vantagem comparativa” enorme, com a qual poderíamos desenvolver nosso parque industrial a custos baixos.

Contudo, o que passou a acontecer depois que FHC desandou a privatizar a energia elétrica e, inclusive, dividir o setor em três segmentos para facilitar a entrada no mesmo de um pequeno grupo de grandes empresas privadas?

Ora, a partir da entrada desses sanguessugas privados, que não têm compromisso algum com as necessidades do país e querem apenas engordar seus já gordos lucros, o custo da energia elétrica disparou, em enorme prejuízo das micro, pequenas e médias.

Privatização é isso aí. Uns poucos, bem poucos, ganham muito enquanto a esmagadora maioria do povo, mais de 99% perdem.

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Nelson

28 de maio de 2022 às 21h54

É A PRIVATIZAÇÃO, CARA PÁLIDA

Com a descoberta do Pré-Sal, o Brasil passou a dispor de uma das seis ou oito maiores reservas de petróleo do planeta. Pois, mesmo com essa enorme “vantagem comparativa”, estamos pagando R$ 7,00 o litro de gasolina e de diesel e mais de R$ 120 o botijão de gás.

Nossas micro e pequenas empresas, que dependem em muito do combustível para tocarem seus negócios estão sendo esgoeladas pelo crescimento enorme de seus custos provocado pelos aumentos desmesurados dos preços da gasolina, do diesel e do gás.

Por que isso está a acontecer? Pela lei da oferta e da procura, pelos custos elevados de extração do petróleo? Nenhuma dessas alternativas. Isso está a acontecer porque os governos golpistas que assumiram após o Golpe de Estado de 2016 estão privatizando o Pré-Sal. Uma vez mais eu afirmo que é a privatização, cara pálida

Como em qualquer privatização, os que estão ganhando com a privatização do petróleo são poucos, pouquíssimos, e os perdedores compõem os restantes 99% ou mais da população.

Até quando vamos seguir nos sujeitando a pagar caríssimo por uma riqueza que temos em grande quantidade e, para extraí-la, explorá-la, desenvolvemos tecnologia de ponta, nossa?

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Nelson

28 de maio de 2022 às 21h54

É A PRIVATIZAÇÃO, CARA PÁLIDA

O Brasil é o país que possui as maiores reservas de minério de ferro do planeta. Pela arenga dos neoliberais, isso legaria ao país uma “vantagem comparativa” para que pudéssemos desenvolver nosso parque industrial com mais facilidade que outros.

O que aconteceu que não estamos nos valendo desse tremendo trunfo? Ora, após as privatizações impostas pelo governo mais corrupto, entreguista e deletério já impingido à nação, o de Fernando Henrique Cardoso, os preços do ferro e do aço passaram a disparar.

O saudoso Aloysio Biondi, um dos raros jornalistas que escarava a realidade por detrás do alardeado sucesso do plano Real e do governo FHC denunciava os aumentos absurdos nesses preços.

Experimentes iniciar uma construção e verás a montoeira de dinheiro que irás despender na compra da ferraria. A pergunta é inevitável. Por que os preços do ferro e do aço estão nas alturas? E a resposta é mais do que óbvia: é a privatização, cara pálida.

Até quando vamos seguir nos sujeitando a pagar caríssimo por um bem que é nosso e possuímos em profusão no nosso subsolo?

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Nelson

28 de maio de 2022 às 21h52

Historicamente, os órgãos da mídia hegemônica e seus comentaristas vêm dando mostras cabais de que não têm o mais mínimo compromisso para com as necessidades do povo brasileiro e os interesses do nosso país. Digo historicamente, porque ainda no tempo em que não era usado o termo mídia, mas imprensa, já era assim.

Getúlio Vargas sofreu pressão avassaladora e brutal da grande imprensa porque era um nacionalista convicto e sonhava em construir um país do tamanho de seu imenso potencial e que pudesse garantir a cada um dos seus cidadãos e de suas cidadãs a vida digna a que tem direito. Ou seja, porque tinha compromisso com a nação, Getúlio sofreu uma pressão tal que foi levado ao suicídio.

Então, amigo, se os órgãos da mídia hegemônica e seus comentaristas se mostram sempre fanaticamente favoráveis às privatizações, seria de desconfiarmos de que, em sua maioria esmagadora, o povo brasileiro nada tem a ganhar com elas.

E isto é fato. Estou esperando que alguém me aponte um único setor privatizado que realmente tenha entregado o que era prometido. Produtos e serviços de melhor qualidade a preços e tarifas mais baixos era o que prometiam, insistentemente, os privatistas.

Então, é interessante observar que bolsonaristas e outros direitistas, privatistas e quetais, ainda que costumem afirmar, categoricamente, que não se deixam influenciar pelo que a mídia hegemônica divulga ou propagandeia, apareçam por aqui a defender exatamente aquilo que é propagandeado por essa mídia: a privatização de tudo.

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Nelson

27 de maio de 2022 às 22h35

“O patriotismo é o último refúgio dos canalhas”. É certo que não se pode tomar, ao pé da letra, a assertiva do pensador inglês, Samuel Johnson. Não se trata, portanto de uma regra inquestionável, pois existem, sim ,patriotas devotados a suas nações.

Porém, quando olhamos para o momento por que passa o Brasil, temos que reconhecer que Johnson acertou em cheio.

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Nelson

27 de maio de 2022 às 22h32

Adoradores fanatizados de Jair Bolsonaro, todos eles, como o seu “mito” (sic), se dizem patriotas até a medula. Mas, apoiam caninamente a quase-doação do patrimônio que pertence ao povo brasileiro.

Estamos entregues a um bando de entreguistas, de baba-ovos do Sistema de Poder que domina os Estados Unidos, que não tem o mínimo compromisso com 99% do povo brasileiro, legítimo dono do patrimônio e riquezas que o Bozo vem entregando a preço de xepa.

“Brasil acima de tudo” e “Pátria amada Brasil” não passam de slogans ocos, repetidos à exaustão para iludir e enganar incautos e inocentes.

O projeto imposto ao país com o Golpe de Estado de 2016 segue sendo empurrado goela abaixo do povo brasileiro. Desmantelar todo o aparato estatal do nosso país, destruir o serviço público, ou seja, acabar com as estruturas que possibilitaram ao Brasil chegar até aqui é o projeto.

Sem Estado constituído e forte, nosso país ficará, qual boneco de posto, a virar-se para qualquer lado sem que consiga seguir um rumo na direção do desenvolvimento de suas potencialidades e da melhora de vida de seu povo.

Estamos seguindo, céleres, a nos tornarmos mera colônia das megacorporações capitalistas dos países ricos, notadamente as dos EUA. É inacreditável, mas um bando de patriotas estão a apoiar essa derrocada da nossa nação.

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Paulo

27 de maio de 2022 às 16h38

Jhonatan

teu comentário tá elaborado demais para O Cafezinho.

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Jhonatan

26 de maio de 2022 às 17h31

Vamos voltar ao ensino básico…se alguém diz que um um produto vale 64 R$ e ninguém paga mais que 34 R$ qual é o preço de mercado do produto ?

Se segundo outro alguém um produto vale 50 R$ mas ninguém paga mais que 34 R$ qual é o preço de mercado do produto ?

Eu acho que a minha casa vale 1 milhão de reais mas recebo só ofertas de 500 mil reais, qual é o preço de mercado do produto ?

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    Nelson

    29 de maio de 2022 às 11h58

    Seria tão grande assim o fanatismo do nosso comentarista pelo desgoverno do Bolsonaro, do “mito” (sic)? É a única conclusão a que posso chegar quando vejo uma explicação tão absurda quanto essa.

    Ele trata o petróleo como se fosse um produto já em desuso na economia e, portanto, de pouco valor, quando ocorre exatamente o contrário. O petróleo segue sendo, e continuará a sê-lo por um tempo considerável, o principal insumo da economia mundial. Mas, num ar doutoral, o nosso comentarista vem “deitar” sapiência.

    Mas, o espanto não termina por aí.

    O fanatismo é tal que eles protestam, veementemente, contra o que dizem ser doação a governos comunistas o que os governos do PT fizeram quando apoiaram as empreiteiras na construção de grandes obras na Nicarágua, Cuba, Angola, etc. Dizem eles, em deslavada mentira, que isto trouxe centenas de bilhões de prejuízos ao povo brasileiro.

    Mas, ao mesmo tempo, aceitam, passiva e bovinamente, que o governo deles entregue o nosso patrimônio e nossas riquezas pela metade ou menos do que valem, numa quase-doação.

    Responder

Cleiton do Prado Pereira

26 de maio de 2022 às 16h12

Algum de vocês que tem acesso ao Lula procurem tirar dele uma promessa de recompra de tudo que está sendo vendido a preços de banana. Sem esta de que geraria insegurança jurídica. Bastaria para justificar a recompra expor a população o que foi a PRIVATARIA TUCANA e o que está sendo vendido agora com sub preços.

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Batista

26 de maio de 2022 às 14h19

Ótima noticia. Dar de graça é melhor do que não privatizar a Petrobras.

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Galinzé

26 de maio de 2022 às 11h06

…o preço de mercado de um produto é o preço maximo que um comprador é disposto a pagar e o que o INEEP estima ou nao vale menos que nada.

Ninguem ofereceu mais no espaço grande entre 34 e 64 milhoes é porque vale isso, se valesse 64 milhoes teria certamente alguem neste mundo para oferecer 34 milhoes e 1 centavo…mas é sò o INEEP achar esse alguem e levar a oferta.

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