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Foto: Divulgação

Desesperado, Paulo Guedes pede socorro a donos de supermercados

Por Redação

12 de junho de 2022 : 14h15

Por Altamiro Borges

Paulo “Offshore” Guedes, o Posto Ipiranga de Jair Bolsonaro, perdeu totalmente o controle da inflação. Em mais uma cena patética, o adorador do “deus-mercado” e apologista dos dogmas neoliberais implorou nesta quinta-feira (9) para que os donos de supermercados congelem os seus preços até 2023. Seria um estelionato explícito – um típico crime eleitoral – para tentar garantir a reeleição do seu chefinho “vagabundo”, que anda mal nas pesquisas e está apavorado.

O pedido foi feito no II Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento, promovido pela bolsonarista Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O sinistro da Economia foi explicito: “Nova tabela de preços só em 2023… Vamos parar de aumentar os preços dois, três meses. Nós estamos em uma hora decisiva para o Brasil”. No mesmo evento, o próprio “capetão” já havia rogado à cloaca burguesa para que “obtenha o menor lucro possível” na venda da cesta básica.

“Esse é o apelo que eu faço aos senhores. Eu sei que a margem de lucro tem diminuído cada vez mais. Os senhores já vêm colaborando dessa forma, mas colaborem um pouco mais na margem de lucro dos produtos da cesta básica. Esse é o apelo que eu faço aos senhores e, se for atendido, eu agradeço e muito. E se não for, é porque realmente não é possível”, choramingou o desesperado presidente da República em videoconferência direta dos EUA.

Como observou o jornalista Bruno Boghossian, em sua coluna na Folha, os pedidos de socorro de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes aos empresários são peças de campanha eleitoral. “A interpretação é simples: o presidente quer que os donos de supermercados cortem os próprios lucros para melhorar o ambiente político a favor de sua reeleição. Na prática, pediu uma espécie de doação de campanha, descontada diretamente do caixa das empresas. O plano recebeu o endosso do ultraliberal Paulo Guedes. O ministro foi ainda mais explícito em relação aos propósitos do governo”.

Servidores públicos apunhalados

No mesmo convescote patronal, Paulo “Offshore” Guedes também apunhalou os servidores públicos – inclusive aquela parcela mais egoísta que apoiou a chegada ao poder do fascista. O czar da Economia confirmou que o governo não concederá o reajuste salarial prometido ao setor e jurou que o aumento “só será possível em 2023”. Na maior caradura, ele discursou que “logo ali na frente, vai ter aumento para todo mundo, vamos fazer reforma administrativa”.

A meia dúzia de donos de supermercados, com seus superlucros, e as centenas de milhares de servidores públicos – a maioria com salários arrochados – estão no ringue da disputa presidencial. No caso da cloaca burguesa, ela já tomou seu lado. Aplaudiu e vibrou com o “capetão” e seu jagunço. E o funcionalismo público federal, como irá se comportar?

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1 comentário

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Ronei

12 de junho de 2022 às 20h54

Eu tô com inveja de inflação da Argentina, dos milagres do socialismo, dos preços estabelecidos na canetada, nas proibições de exportar, nesse autoritarismo desfarçado…kkkkkkk

Como diziam os amongolados por ideologias podres se referindo a Argentina quando as pessoas eram trancadas em casa…”eles sim tem um Presidente !!”

Sumiram do mapa…

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