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DPU pede regulamentação de expropriação de propriedades com trabalho análogo à escravidão

A medida, prevista na Constituição Federal, destina essas terras à reforma agrária. Publicado em 14/03/2023 – 18h08 STF — A Defensoria Pública da União (DPU) pede que o Supremo Tribunal Federal (STF) determine ao Congresso Nacional a regulamentação do artigo 243 da Constituição Federal, que trata da expropriação de propriedades rurais e urbanas onde for […]

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Banco Imagem Sco/MPT

A medida, prevista na Constituição Federal, destina essas terras à reforma agrária.

Publicado em 14/03/2023 – 18h08

STF — A Defensoria Pública da União (DPU) pede que o Supremo Tribunal Federal (STF) determine ao Congresso Nacional a regulamentação do artigo 243 da Constituição Federal, que trata da expropriação de propriedades rurais e urbanas onde for constatada a exploração de trabalho análogo à escravidão. O dispositivo destina esses locais à reforma agrária e a programas de habitação popular, sem indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções. O tema é objeto do Mandado de Injunção (MI) 7440, distribuído ao ministro Luiz Fux.

Combate prejudicado

Segundo o órgão, o artigo 243 da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional (EC) 81/2014, nunca foi regulamentado por meio de lei específica, o que tem impedido avanços no combate a essa prática.

A DPU cita dados do Ministério do Trabalho e Previdência que demonstram que, em 6.602 estabelecimentos fiscalizados no Brasil, foram encontrados 60.251 trabalhadores em situação análoga à escravidão desde 1995. A seu ver, a expropriação de terras onde é constatado esse crime poderia resultar na inclusão de milhares de famílias no programa de reforma agrária.

No pedido de medida liminar, a DPU requer que, até que haja a regulamentação, sejam aplicadas aos casos de trabalho escravo as regras previstas na Lei 8.257/1991, que prevê a expropriação das glebas onde houver culturas ilegais de plantas psicotrópicas.

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Comentários

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Paulo

14/03/2023 - 21h54

Até as plantas psicotrópicas tem mais relevância que o trabalho (e escravo, ainda). Embora a discussão esteja amplamente ideologizada, eu sou favorável à regulamentação, pois poucas coisas são mais repugnantes do que o servir-se do trabalho alheio fora dos parâmetros de proteção legais, mesmo que não redunde em escravidão. Redundando, então…


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