Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11 de abril de 2026) aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perde numericamente para Flávio Bolsonaro (PL) em cenário de segundo turno, embora haja empate técnico. Conforme o levantamento, Flávio registra 46% das intenções de voto, contra 45% de Lula, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. (Folha de S.Paulo)
Detalhes do levantamento
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios entre os dias 7 e 9 de abril de 2026. Está registrada no TSE sob o número BR-03770/2026. Nos cenários de segundo turno com Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), Lula aparece tecnicamente empatado: 45% contra 42% para cada um deles, com margem de erro de dois pontos percentuais. (InfoMoney)
Na simulação de primeiro turno
No cenário estimulado, Lula lidera com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro com 35%. Caiado aparece com 5%, Zema com 4%, Renan Santos (Missão) com 2%, Aldo Rebelo (DC) e Cabo Daciolo (Mobiliza) com 1% cada. Votos em branco ou nulos somam 10%, e indecisos, 4%. No levantamento espontâneo, Lula atinge 26% das menções; Flávio, 16%. Aproximadamente 42% dos entrevistados disseram não saber em quem votar. (InfoMoney)
Comparativo histórico: de 2022 a 2024
Em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva venceu Jair Bolsonaro no segundo turno com 50,9% dos votos válidos, contra 49,1%. A eleição foi decidida em 30 de outubro de 2022, após primeiro turno em 2 de outubro. (Wikipedia – resultados oficiais)
Nas eleições municipais de 2024, houve forte desempenho do PT nas cidades de maiores colégios eleitorais — definidas no jornalismo político como o grupo dos “G96”, formado pelas 26 capitais mais os 70 municípios onde é legalmente possível haver segundo turno — o que lhe conferiu base territorial ampliada. (Poder360 – municípios do G96)
Por que este Datafolha importa
- Marca o primeiro levantamento em que Lula aparece numericamente atrás de um adversário após início da pré-campanha — embora o empate técnico ainda lhe dê margem para reversão.
- Revela que o campo progressista não está imune a oscilações eleitorais, especialmente em regiões urbanas e entre setores médios.
- Indica que Lula terá de agir de maneira mais ofensiva ou estratégica para recuperar vantagem nos próximos meses, sobretudo considerando alianças, recurso de campanhas e tempo de televisão.
Cenários futuros
Se Lula conseguir manter baixa rejeição, recuperar eleitor indeciso e reconquistar espaço nos maiores colégios eleitorais, ele poderá retomar liderança clara. Por outro lado, se Flávio Bolsonaro consolidar seu crescimento entre renda média-alta e nas regiões Sul e Sudeste, poderá disputar ponto a ponto. Até o início oficial do período de campanha, cada erro ou acerto de comunicação poderá pesar mais do que nas pesquisas iniciais.


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