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DESI finaliza maior mapa 3D do universo e questiona constância da energia escura

0 Comentários🗣️🔥 O Dark Energy Spectroscopic Instrument completou sua missão original de cinco anos antes do prazo e entregou o mapa tridimensional mais detalhado do universo já produzido. O projeto superou as projeções ao mapear mais de 47 milhões de galáxias e quasares, número bem superior aos 34 milhões inicialmente estimados pela equipe. O instrumento […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 15/04/2026 15:31

O Dark Energy Spectroscopic Instrument completou sua missão original de cinco anos antes do prazo e entregou o mapa tridimensional mais detalhado do universo já produzido.

O projeto superou as projeções ao mapear mais de 47 milhões de galáxias e quasares, número bem superior aos 34 milhões inicialmente estimados pela equipe.

O instrumento registrou ainda a luz de mais de 20 milhões de estrelas próximas. Equipado com 5.000 fibras ópticas no telescópio Nicholas U. Mayall, no Observatório Kitt Peak, no Arizona, o DESI rastreou os efeitos da energia escura ao longo de aproximadamente 11 bilhões de anos de história cósmica.

Os resultados dos três primeiros anos de operação já indicavam que essa força misteriosa pode estar enfraquecendo com o tempo. Tal indício desafia diretamente a visão do modelo cosmológico padrão Lambda-CDM, que trata a energia escura como uma constante fixa.

Se os dados completos dos cinco anos confirmarem essa evolução, os cientistas precisarão revisar profundamente as teorias sobre a expansão do universo. A descoberta colocaria em xeque um dos pilares centrais da cosmologia moderna.

Mais de 900 pesquisadores de mais de 70 instituições em todo o mundo participaram do esforço, incluindo centenas de estudantes de doutorado. Segundo informações divulgadas pelo portal de notícias da UC Santa Cruz, o projeto cumpriu todas as metas com precisão elevada.

O DESI seguirá em operação até 2028 para aumentar a densidade das observações em uma área de cerca de 17.000 graus quadrados. Essa fase adicional permitirá investigar com mais profundidade galáxias vermelhas distantes, florestas Lyman-alfa, matéria escura e galáxias anãs dentro da Via Láctea.

A energia escura responde por cerca de 70 por cento da densidade total de energia-matéria do cosmos. Por isso, qualquer variação em seu comportamento ao longo do tempo tem implicações diretas para o destino final do universo, sua taxa de expansão e sua estrutura em larga escala.

A comunidade astronômica analisa agora o vasto conjunto de informações acumuladas, com atenção especial aos achados dos primeiros três anos. Os primeiros artigos científicos baseados no banco completo de dados devem começar a ser publicados ao longo de 2027.

Esses resultados abrem caminho para uma compreensão mais refinada sobre como o universo evoluiu desde o Big Bang. O sucesso do DESI demonstra a capacidade de instrumentos terrestres de alta precisão em revelar segredos cosmológicos que antes pareciam inacessíveis.

Com informações de space.com.

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