O governo do Irã reafirmou seu domínio sobre o estreito de Ormuz após o aumento das tensões com os Estados Unidos.
O chefe da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, publicou mensagem direta nas redes sociais. Ele afirmou que «Avisamos, mas não nos ouviram. Agora aproveitem o retorno do estreito de Ormuz à sua situação anterior».
Conforme noticiou o portal RT, Teerã restabeleceu o controle militar sobre o trânsito na região. A justificativa oficial cita violações repetidas e atos de pirataria cometidos por Washington.
O porta-voz do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, Ebrahim Zolfaghari, justificou a decisão com base no descumprimento de compromissos anteriores pelos EUA. Ele acusou os americanos de manterem histórico de promessas não cumpridas enquanto praticam pirataria no Golfo Pérsico.
O estreito de Ormuz responde por cerca de um quinto do petróleo mundial transportado por mar. A passagem estratégica situa-se entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.
Países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e o próprio Irã dependem dessa rota para suas exportações de petróleo. Qualquer alteração no regime de segurança da área afeta imediatamente os preços internacionais da commodity.
A medida iraniana ocorre em contexto de forte presença naval dos EUA na região. Washington realiza operações frequentes sob o pretexto de «liberdade de navegação», ações que Teerã classifica como provocação e violação de sua soberania.
O presidente Donald Trump ameaçou retirar o urânio iraniano de forma menos amistosa. A declaração refere-se ao programa nuclear da República Islâmica e contribui para o agravamento das tensões.
Para Teerã, a retomada do controle militar representa afirmação de soberania diante de pressões externas. O Irã não aceitará restrições impostas por potências estrangeiras em suas águas territoriais.
As forças iranianas passaram a supervisionar o trânsito na área com maior rigor. Qualquer tentativa de bloqueio ou interdição de navios será tratada como ato de agressão.
Autoridades iranianas sinalizam disposição para defender seus interesses com firmeza. O episódio eleva a expectativa de novos incidentes caso os EUA insistam em operações próximas às águas iranianas.
Com informações de actualidad.rt.com.
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Clarice Historiadora
18/04/2026
Mais uma vez o Ocidente finge surpresa quando um país soberano reage às provocações que ele mesmo alimenta há décadas. O controle do estreito de Ormuz sempre foi questão de soberania iraniana — basta lembrar da crise de 1988, quando os EUA já brincavam de polícia do petróleo. História curta: quem semeia sanção, colhe resistência.
Eduardo C.
18/04/2026
Mais uma vez, o tabuleiro do petróleo mostra quem realmente tem as cartas na mão. O estreito de Ormuz movimenta cerca de 20% do petróleo mundial — isso não é pouca coisa. Antes de qualquer julgamento moral, convém olhar os números e entender o impacto econômico real dessa disputa.
Beto Engenheiro
18/04/2026
Mais uma crise em região estratégica e o mundo todo refém de disputas políticas. O estreito de Ormuz é vital pro transporte de petróleo, e qualquer instabilidade ali encarece tudo. Enquanto isso, seguimos sem investir pesado em infraestrutura própria pra reduzir dependência externa. Falta visão de longo prazo.
Celio Fazendeiro
18/04/2026
Mais uma briga lá do outro lado do mundo que vai acabar respingando no preço do combustível aqui. Esses países vivem se achando donos do planeta, mas quem paga a conta somos nós. Se deixassem o mercado agir livre, sem tanta interferência, ninguém precisaria desse show de força.
Zizi
18/04/2026
Ô Celio, meu filho, esse papo de “mercado livre” é o mesmo que entregou nossa Petrobras pros gringos e fez o povo pagar gasolina a preço de ouro. Interferência mesmo é a dos meninos mal-educados de terno que brincam de guerra pra proteger lucro, não o povo.
Luciana
18/04/2026
Enquanto esses gigantes brigam pelo petróleo e pelo estreito, a gente aqui continua brigando pra pagar o gás e o cartão de crédito. No fim, quem sente o impacto dessas tensões é o povo comum, com combustível e comida mais caros. Política internacional parece distante, mas pesa direto no bolso.
Sgt Bruno 🇧🇷
18/04/2026
Selva! Tá certo o Irã defender o que é dele, mas se os comunistas meterem o bedelho, já viu, vira bagunça. Os EUA também não são santos, vivem de pirataria disfarçada de “democracia”. Tem que ter pulso firme pra não deixar esses globalistas mandarem no mundo!
Rubens O Pescador
18/04/2026
Ô Sgt Bruno, pulso firme é bom mesmo, mas lembra quando o Brasil tinha autonomia pra negociar com todo mundo e o povo comia três vezes por dia? Isso é que era soberania de verdade, não ficar de joelho pra gringo.
Evelyn Olavo
18/04/2026
Mais um capítulo do velho jogo de poder no Golfo Pérsico. Os EUA se acham donos das rotas marítimas, mas esquecem que o Irã está em casa. O problema é que cada movimento ali pode acender um barril de pólvora global. Melhor o mundo prestar atenção antes que a retórica vire guerra de verdade.
Augusto Silva
18/04/2026
Perfeito, Evelyn — e o barril de pólvora não é só geopolítico, é também econômico. Um tropeço em Ormuz e o preço do petróleo joga a inflação mundial no ventilador, inclusive a dos “liberais de mercado” que fingem que o Oriente Médio é só um problema dos outros.
Karina Libertária
18/04/2026
Ai, gente, mais uma vez os EUA virando vilão da história, né? Quem entende de mercado sabe que o estreito de Ormuz é tipo a “veia” do petróleo global. Enquanto o pessoal aí discute geopolítica, eu sigo tranquila aqui em Miami, com meus investimentos bem diversificados — quem pode, pode!
Maura Santos
18/04/2026
Os EUA chamam de “pirataria” quando alguém reage à pirataria deles, né? Engraçado ver quem vive invadindo país alheio fingindo surpresa quando o outro lado se impõe. O mundo cansou de ser playground do Tio Sam.
Mariana Ambiental
18/04/2026
Mais uma vez o império tentando posar de vítima quando é ele quem vive saqueando recursos e rotas estratégicas mundo afora. O Irã só está dizendo: chega de pirataria travestida de “liberdade de navegação”. Quem planta ingerência colhe resistência.
Rick Ancap
18/04/2026
Lá vem mais um teatrinho de Estado contra Estado pra ver quem manda num pedaço de mar. No fim, é tudo governo tentando controlar rotas e cobrar pedágio com dinheiro que não é deles. Se o estreito fosse privado, já tava fluindo comércio sem esse drama todo.
Renato Professor
18/04/2026
Rick, essa fantasia de “estreito privado” é curiosa — você acha mesmo que uma corporação armada até os dentes, cobrando pedágio por cada navio, seria menos coercitiva que um Estado? A economia solidária mostra justamente o contrário: quando o comum é gerido coletivamente, o fluxo é mais livre e o lucro não vira moeda de chantagem.