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Roteiros gastronômicos do Brasil mapeiam queijarias a 1.500 metros de altitude em Minas Gerais e vinícolas no Rio Grande do Sul

0 Comentários🗣️🔥 Neste semestre, o turismo gastronômico no Brasil estrutura rotas que conectam a produção agropecuária aos visitantes em diferentes regiões. O circuito abrange desde cidades com menos de três mil habitantes em Minas Gerais até polos de espumantes no Rio Grande do Sul. A formatação desses roteiros permite o acompanhamento de processos de fabricação, […]

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Neste semestre, o turismo gastronômico no Brasil estrutura rotas que conectam a produção agropecuária aos visitantes em diferentes regiões. O circuito abrange desde cidades com menos de três mil habitantes em Minas Gerais até polos de espumantes no Rio Grande do Sul. A formatação desses roteiros permite o acompanhamento de processos de fabricação, como a cura de queijos e a colheita de uvas.

Produção leiteira em altitude e cruzamento de fungos

Na região da Serra da Canastra, o estado de Minas Gerais concentra a rota do queijo artesanal. O município de Alagoa opera com leite cru em propriedades situadas a mais de 1.500 metros acima do nível do mar. Já em Cruzília, os produtores locais desenvolveram o queijo Casamenteiro, que mescla a base do queijo Canastra com o fungo do gorgonzola.

Além das queijarias, as cidades integram atrações geográficas e históricas ao roteiro. O município de Alagoa inclui a Cachoeira do Zé Pena no circuito de visitação do estado. Cruzília, por sua vez, abriga o Museu Nacional do Mangalarga Marchador para os turistas interessados na equinocultura local.

Calendário de vindima e fábricas na Serra Gaúcha

No Rio Grande do Sul, a rota do vinho estende-se da capital Porto Alegre até o Vale dos Vinhedos. O período entre os meses de janeiro e março marca a Vindima, fase em que os turistas participam da colheita e da pisa das uvas nas propriedades. O circuito engloba o município de Garibaldi, registrado como o centro brasileiro da produção de espumantes.

Ainda na Serra Gaúcha, as cidades de Gramado e Canela operam um circuito focado na produção de chocolate. Instalações como a fábrica Florybal construíram pistas de patinação de chocolate para atrair o público familiar. Unidades das marcas Caracol e Prawer mantêm roteiros internos que demonstram a linha de temperagem do cacau até as lojas de fábrica.

Ingredientes nativos nas regiões Norte e Nordeste

Fora dos roteiros rurais do Sul e Sudeste, capitais do Norte e Nordeste baseiam seu turismo gastronômico em insumos nativos. Em Belém, no Pará, os pratos exigem processos extensos de preparo, a exemplo da fervura contínua das folhas de mandioca. O cardápio turístico da região amazônica concentra-se na apresentação de elementos regionais:

  • Tucupi: caldo extraído da raiz da mandioca brava.
  • Jambu: erva regional que causa dormência no paladar.
  • Pirarucu: peixe fluvial servido com farinha e banana-da-terra.

Na região Nordeste, o circuito turístico de Salvador apoia-se no uso do azeite de dendê. O ingrediente compõe pratos de influência africana consumidos nas rotas locais, como o acarajé e a moqueca baiana. O Recife, em Pernambuco, centraliza a oferta de produtos de confeitaria, como o bolo de rolo montado com camadas finas de massa e goiabada.

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