Austrália e Japão assinaram contratos para a construção de três das onze fragatas previstas em acordo de defesa avaliado em US$ 7 bilhões.
Os ministros da Defesa Richard Marles, da Austrália, e Gen Nakatani, do Japão, formalizaram o documento em Melbourne. O pacto envolve navios da classe Mogami projetados para reforçar a frota de superfície australiana em meio às tensões no Indo-Pacífico.
A Mitsubishi Heavy Industries construirá três fragatas furtivas em Nagasaki, enquanto a Austal produzirá oito embarcações em estaleiros da Austrália Ocidental. Segundo o portal Al Jazeera, o primeiro navio japonês será entregue em 2029 e entrará em serviço no ano seguinte.
Richard Marles afirmou que as novas fragatas são necessárias para proteger rotas comerciais e acessos marítimos do norte do país. Ele defendeu a construção de uma frota capaz de atuar em ambiente estratégico disputado.
Gen Nakatani ressaltou a importância da coordenação entre as forças de defesa dos dois países diante do cenário regional atual. A escolha da Mitsubishi Heavy Industries ocorreu após concorrência que incluiu a empresa alemã Thyssenkrupp.
A cooperação militar entre Austrália e Japão inclui exercícios conjuntos e acordos de interoperabilidade. Os dois países integram o Quad ao lado de Índia e EUA.
O plano de defesa australiano prevê investimento de US$ 305 bilhões na próxima década, o maior desde a Segunda Guerra Mundial. O objetivo é elevar o gasto militar para 3% do PIB até 2033, ante os atuais 2%.
As fragatas furtivas e sistemas de vigilância integram a estratégia de dissuasão de Canberra no Indo-Pacífico. O acordo entre Mitsubishi e Austal deve gerar empregos qualificados e promover transferência de tecnologia nos dois países.
A parceria naval consolida laços industriais e alinhamento estratégico entre os governos. Ela se insere no contexto de reconfiguração das capacidades de defesa na região.
Com informações de ALJAZEERA.
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Eduardo C.
19/04/2026
Sete bilhões de dólares por três fragatas? Quero ver a planilha que justifica esse custo. Sempre me pergunto se há mais cálculo estratégico ou político nessas contas — e qual é a taxa de retorno real em segurança.
Zé Trovãozinho
19/04/2026
Enquanto o Ocidente finge pregar paz e democracia, segue despejando bilhões em armamentos. Depois querem apontar o dedo pra Venezuela e Cuba, chamando os outros de ameaça. Hipocrisia em alto-mar.
Adalberto Livre
19/04/2026
AI MEU DEUS MAIS GUERRA!!! ENQUANTO ISSO O POVO PASSANDO FOME E ESSES GOVERNOS TORRANDO BILHÕES EM NAVIO!!! ISSO É O QUE DÁ QUANDO O COMUNISMO E ESSAS IDEIAS GLOBALISTAS COMEÇAM A MANDAR NO MUNDO!!! CADÊ O BOM SENSO???
Mariana Ambiental
19/04/2026
Adalberto, curioso você culpar o comunismo num acordo bilionário entre dois países capitalistas do Pacífico. Se isso é “globalismo vermelho”, o agronegócio da Faria Lima deve estar virando célula revolucionária também.
Luciana
19/04/2026
Enquanto eles gastam bilhões em fragatas, aqui a gente conta moeda pra pagar o gás e o arroz. Fico pensando se essa corrida armamentista resolve alguma coisa além de encher bolso de fabricante de arma. Segurança boa é povo com comida na mesa e conta em dia.
Karina Libertária
19/04/2026
Enquanto isso o Brasil tá aí, distribuindo bolsa pra quem não quer trabalhar e reclamando da “elite”. Olha o Japão e a Austrália pensando em segurança e investimento sério! Se cada um guardasse um pouco e investisse fora, tipo eu aqui em Miami, o país já estaria bem mais “upgraded”.
Francisco de Assis
19/04/2026
Karina, minha filha, segurança de verdade é ter povo alimentado, estudando e com dignidade — não só comprando fragata pra inglês ver. O Brasil tá investindo em soberania social, coisa que Miami nenhuma compra.
Carlos A. Mendes
19/04/2026
Mais um acordo bilionário pra reforçar exércitos e rivalidades na Ásia. Enquanto isso, a gente aqui contando centavos pra fechar o mês. Entendo que é questão de segurança, mas parece que o mundo inteiro resolveu entrar numa corrida armamentista de novo.
Clarice Historiadora
19/04/2026
Mais um capítulo da corrida armamentista travestida de “cooperação estratégica”. Enquanto isso, os mesmos países que juram defender a paz despejam bilhões em navios de guerra. É o velho ciclo do complexo militar-industrial que o sociólogo C. Wright Mills já denunciava lá nos anos 1950 — e seguimos fingindo surpresa.
Marcos Conservador
19/04/2026
Pelo menos esses dois países ainda entendem o valor da defesa e da soberania nacional. Enquanto isso, por aqui tem gente que prefere gastar com “transporte público” e “mobilidade sustentável”, como se isso fosse nos proteger de alguma ameaça. Depois reclamam quando o comunismo avança disfarçado de globalismo.
Augusto Silva
19/04/2026
Marcos, defesa nacional também é garantir que o trabalhador chegue vivo e produtivo ao trabalho, não só comprar brinquedo bélico caro. Fragata nenhuma segura país com ônibus quebrado e povo endividado — soberania começa na base, não no estaleiro.