Menu

Austrália e Japão firmam acordo de US$ 7 bilhões para fragatas de guerra

11 Comentários🗣️🔥 Representantes da Austrália e do Japão assinam contratos para o acordo de navios de guerra, com um modelo de embarcação na mesa. (Foto: aljazeera.com) Austrália e Japão assinaram contratos para a construção de três das onze fragatas previstas em acordo de defesa avaliado em US$ 7 bilhões. Os ministros da Defesa Richard Marles, […]

11 comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Representantes da Austrália e do Japão assinam contratos para o acordo de navios de guerra, com um modelo de embarcação na mesa. (Foto: aljazeera.com)

Austrália e Japão assinaram contratos para a construção de três das onze fragatas previstas em acordo de defesa avaliado em US$ 7 bilhões.

Os ministros da Defesa Richard Marles, da Austrália, e Gen Nakatani, do Japão, formalizaram o documento em Melbourne. O pacto envolve navios da classe Mogami projetados para reforçar a frota de superfície australiana em meio às tensões no Indo-Pacífico.

A Mitsubishi Heavy Industries construirá três fragatas furtivas em Nagasaki, enquanto a Austal produzirá oito embarcações em estaleiros da Austrália Ocidental. Segundo o portal Al Jazeera, o primeiro navio japonês será entregue em 2029 e entrará em serviço no ano seguinte.

Richard Marles afirmou que as novas fragatas são necessárias para proteger rotas comerciais e acessos marítimos do norte do país. Ele defendeu a construção de uma frota capaz de atuar em ambiente estratégico disputado.

Gen Nakatani ressaltou a importância da coordenação entre as forças de defesa dos dois países diante do cenário regional atual. A escolha da Mitsubishi Heavy Industries ocorreu após concorrência que incluiu a empresa alemã Thyssenkrupp.

A cooperação militar entre Austrália e Japão inclui exercícios conjuntos e acordos de interoperabilidade. Os dois países integram o Quad ao lado de Índia e EUA.

O plano de defesa australiano prevê investimento de US$ 305 bilhões na próxima década, o maior desde a Segunda Guerra Mundial. O objetivo é elevar o gasto militar para 3% do PIB até 2033, ante os atuais 2%.

As fragatas furtivas e sistemas de vigilância integram a estratégia de dissuasão de Canberra no Indo-Pacífico. O acordo entre Mitsubishi e Austal deve gerar empregos qualificados e promover transferência de tecnologia nos dois países.

A parceria naval consolida laços industriais e alinhamento estratégico entre os governos. Ela se insere no contexto de reconfiguração das capacidades de defesa na região.

Com informações de ALJAZEERA.


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Eduardo C.

19/04/2026

Sete bilhões de dólares por três fragatas? Quero ver a planilha que justifica esse custo. Sempre me pergunto se há mais cálculo estratégico ou político nessas contas — e qual é a taxa de retorno real em segurança.

Zé Trovãozinho

19/04/2026

Enquanto o Ocidente finge pregar paz e democracia, segue despejando bilhões em armamentos. Depois querem apontar o dedo pra Venezuela e Cuba, chamando os outros de ameaça. Hipocrisia em alto-mar.

Adalberto Livre

19/04/2026

AI MEU DEUS MAIS GUERRA!!! ENQUANTO ISSO O POVO PASSANDO FOME E ESSES GOVERNOS TORRANDO BILHÕES EM NAVIO!!! ISSO É O QUE DÁ QUANDO O COMUNISMO E ESSAS IDEIAS GLOBALISTAS COMEÇAM A MANDAR NO MUNDO!!! CADÊ O BOM SENSO???

    Mariana Ambiental

    19/04/2026

    Adalberto, curioso você culpar o comunismo num acordo bilionário entre dois países capitalistas do Pacífico. Se isso é “globalismo vermelho”, o agronegócio da Faria Lima deve estar virando célula revolucionária também.

Luciana

19/04/2026

Enquanto eles gastam bilhões em fragatas, aqui a gente conta moeda pra pagar o gás e o arroz. Fico pensando se essa corrida armamentista resolve alguma coisa além de encher bolso de fabricante de arma. Segurança boa é povo com comida na mesa e conta em dia.

Karina Libertária

19/04/2026

Enquanto isso o Brasil tá aí, distribuindo bolsa pra quem não quer trabalhar e reclamando da “elite”. Olha o Japão e a Austrália pensando em segurança e investimento sério! Se cada um guardasse um pouco e investisse fora, tipo eu aqui em Miami, o país já estaria bem mais “upgraded”.

    Francisco de Assis

    19/04/2026

    Karina, minha filha, segurança de verdade é ter povo alimentado, estudando e com dignidade — não só comprando fragata pra inglês ver. O Brasil tá investindo em soberania social, coisa que Miami nenhuma compra.

Carlos A. Mendes

19/04/2026

Mais um acordo bilionário pra reforçar exércitos e rivalidades na Ásia. Enquanto isso, a gente aqui contando centavos pra fechar o mês. Entendo que é questão de segurança, mas parece que o mundo inteiro resolveu entrar numa corrida armamentista de novo.

Clarice Historiadora

19/04/2026

Mais um capítulo da corrida armamentista travestida de “cooperação estratégica”. Enquanto isso, os mesmos países que juram defender a paz despejam bilhões em navios de guerra. É o velho ciclo do complexo militar-industrial que o sociólogo C. Wright Mills já denunciava lá nos anos 1950 — e seguimos fingindo surpresa.

Marcos Conservador

19/04/2026

Pelo menos esses dois países ainda entendem o valor da defesa e da soberania nacional. Enquanto isso, por aqui tem gente que prefere gastar com “transporte público” e “mobilidade sustentável”, como se isso fosse nos proteger de alguma ameaça. Depois reclamam quando o comunismo avança disfarçado de globalismo.

    Augusto Silva

    19/04/2026

    Marcos, defesa nacional também é garantir que o trabalhador chegue vivo e produtivo ao trabalho, não só comprar brinquedo bélico caro. Fragata nenhuma segura país com ônibus quebrado e povo endividado — soberania começa na base, não no estaleiro.


Leia mais

Recentes

Recentes