A Moderna iniciou a fase III de testes clínicos de sua vacina de mRNA contra a gripe aviária H5N1, conforme reportou o New Scientist. O ensaio ocorre simultaneamente no Reino Unido e nos Estados Unidos com o objetivo de preparar uma resposta rápida caso o vírus se adapte aos humanos.
O estudo envolverá três mil voluntários no Reino Unido e mil nos Estados Unidos. As pesquisas priorizam pessoas com mais de 65 anos e trabalhadores do setor avícola, considerados os grupos de maior risco.
O imunizante, batizado de mRNA-1018, já completou as fases I e II sem apresentar preocupações de segurança. Ele gerou resposta imune robusta nos participantes dos testes anteriores.
O principal alvo é a variante H5N1 do clado 2.3.4.4b, que circula entre aves silvestres há cerca de uma década. Essa linhagem viral já chegou à Antártica e infectou mamíferos em diferentes continentes.
O epidemiologista Richard Pebody, da Agência de Segurança em Saúde do Reino Unido, alertou que o risco de uma pandemia de gripe é real. Ele ressaltou que o H5N1 se espalhou amplamente entre aves e mamíferos, inclusive em rebanhos de gado leiteiro nos Estados Unidos.
Dezenas de casos humanos foram registrados desde 2024, sem evidência de transmissão sustentada de pessoa para pessoa. O vírus representa perigo enquanto circula intensamente em populações animais, o que eleva as chances de mutações adaptativas.
A representante da Moderna Hiwot Hiruy afirmou que a imprevisibilidade do próximo surto exige vigilância constante. Ela destacou que a plataforma de mRNA permite modificar rapidamente a vacina e escalar a produção industrial, ao contrário dos métodos baseados em ovos de galinha.
O Reino Unido possui estoques de cerca de cinco milhões de doses de vacinas convencionais contra o H5N1. Especialistas consideram, entretanto, que esses imunizantes são mais demorados para produzir e menos adaptáveis a novas variantes do patógeno.
A Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI) financia integralmente o ensaio clínico atual. A entidade assumiu o apoio após cortes orçamentários do governo dos Estados Unidos em pesquisas com tecnologia de mRNA.
Autoridades sanitárias estudam ainda a vacinação preventiva em animais de criação, como aves de granja. Pesquisas conduzidas na França mostraram que imunizar patos reduziu de forma drástica os surtos de H5N1 nas fazendas avícolas.
A experiência obtida na pandemia de covid-19 fortaleceu as plataformas flexíveis de vacinas de mRNA. O avanço bem-sucedido desta fase pode posicionar o mundo com um imunizante pronto antes mesmo do início de uma eventual nova pandemia.
Com informações de NEWSCIENTIST.
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Silvia D.
22/04/2026
Excelente notícia! A ciência mais uma vez mostra seu poder de resposta diante das ameaças à saúde pública. Vacinas baseadas em mRNA são um avanço tremendo, e ver pesquisas sérias chegando à fase III dá esperança de que estaremos mais preparados para futuras epidemias.
Lurdinha Deus Acima de Todos
22/04/2026
Gente, será que essa tal de vacina nova não tem coisa escondida aí? 😳🇧🇷🙏 Já tão testando em tudo quanto é canto e ninguém fala nada na TV! Deus nos proteja dessas experiências, viu! 🇺🇸💉
Augusto Silva
22/04/2026
Mais um passo da ciência mostrando que investimento em pesquisa dá resultado concreto. Enquanto uns ainda espalham teorias conspiratórias sobre vacinas, o mundo real avança com tecnologia de ponta para prevenir novas pandemias. É assim que se protege vidas e também a economia — com inteligência, não com negacionismo.
Rick Ancap
22/04/2026
Mais uma empresa bilionária brincando de salvadora do mundo com dinheiro público e subsídio estatal. Depois o pessoal ainda chama isso de “livre mercado”. Quero ver se sem o Estado bancando pesquisa eles fariam algo além de vender marketing de inovação.
Carlos A. Mendes
22/04/2026
Tomara que funcione mesmo. Depois da pandemia, qualquer avanço em vacina é bem-vindo, mas também fico com o pé atrás com essas farmacêuticas gigantes. O importante é ter transparência nos resultados e acesso justo, não só lucro.
Tonho Patriota
22/04/2026
LÁ VEM MAIS UMA VACINA PRA CONTROLAR O POVO! ESSA TAL DE mRNA É COISA DE COMUNISTA PRA MEXER NO DNA DA GENTE, EU LI NUM GRUPO DO ZAP! FAZ O L AÍ QUEM ACREDITA NESSAS HISTÓRIAS DE GRIPE DE GALINHA, EU CONFIO É NO LIMÃO COM MEL E NA FÉ EM DEUS!
Zé Trovãozinho
22/04/2026
Lá vem mais uma “salvação” das grandes farmacêuticas… Tudo é teste em massa, e o povo que sirva de cobaia. Daqui a pouco estão empurrando obrigação de novo, igual na pandemia. Cuba do Norte aprova!
Francisco de Assis
22/04/2026
Ô Zé, tu ainda tá nessa de teoria da conspiração, companheiro? Vacina é ciência, não é feitiço de laboratório. O que falta mesmo é o Brasil seguir firme e soberano, investindo na própria pesquisa pra não depender dos gringos!
Jeferson da Silva
22/04/2026
Tomara que essa vacina dê certo logo, porque quem trabalha em chão de fábrica sabe o que é pegar uma gripe forte e não poder faltar. Mas também espero que não vire desculpa pra mais lucro de farmacêutica enquanto o SUS fica sem investimento. Saúde é direito, não mercadoria.
Beto Engenheiro
21/04/2026
Legal ver avanço científico, mas eu quero ver resultado prático. Fase III ainda é promessa — o que importa é vacina aprovada e produzida em escala. Sem entrega, é só manchete bonita.
Evelyn Olavo
21/04/2026
Tomara que esses testes avancem rápido e com transparência. Depois de tudo que vimos na pandemia, é bom saber que já estão se preparando para possíveis novas ameaças. Ciência de verdade precisa ser valorizada, não atacada.
Renato Professor
21/04/2026
Perfeito, Evelyn. A diferença é que agora a ciência já aprendeu a se blindar melhor contra o ruído das teorias conspiratórias — quem grita “controle global” nem percebe que o verdadeiro controle é o da ignorância sobre o conhecimento.