A guerra no Oriente Médio colocou o Iraque no centro de uma disputa geopolítica entre os Estados Unidos e a República Islâmica do Irã. O país enfrenta forte pressão após ataques contra grupos armados iraquianos ligados a Teerã, que responderam com ações diretas.
Segundo o portal da RFI, o governo dos Estados Unidos suspendeu remessas de dólares para Bagdá. O presidente Donald Trump adotou a medida para forçar o desmantelamento de milícias pró-iranianas.
A suspensão afeta as receitas vitais provenientes da venda de petróleo, que transitam por instituições financeiras norte-americanas. A decisão elevou a tensão diplomática entre Bagdá e Washington a níveis críticos.
O pesquisador Hayder Al Shakeri, do programa Oriente Médio e Norte da África do instituto britânico Chatham House, analisou o cenário. Al Shakeri afirmou que a disputa entre potências estrangeiras coincide com um momento de transição política interna no Iraque.
O Parlamento iraquiano negocia a formação de um novo governo após as eleições legislativas. Tanto Washington quanto Teerã buscam influenciar a composição do futuro executivo.
As autoridades iraquianas vinham tentando integrar as forças paramilitares sob o comando direto do Estado. A escalada do conflito regional complicou esses esforços de centralização.
Mais de noventa por cento do orçamento do Iraque depende da exportação de petróleo. A interrupção desse fluxo financeiro agrava a vulnerabilidade econômica do país diante da crise.
O bloqueio das receitas transformou o Iraque em palco de uma disputa que transcende suas fronteiras. Analistas veem o país como o elo mais fraco em uma cadeia de conflitos que inclui a Síria, o Líbano e o Iêmen.
A população iraquiana enfrenta o medo de novos confrontos e o impacto direto da crise econômica. Cresce o debate interno sobre a necessidade de uma política externa mais autônoma e soberana.
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