A Nasa apresentou o telescópio espacial Roman durante evento no Centro de Voos Espaciais Goddard, em Maryland. O instrumento de 12 metros de comprimento, equipado com grandes painéis solares, será transportado para a Flórida antes do lançamento em foguete da SpaceX.
O administrador da Nasa, Jared Isaacman, afirmou que o Roman oferecerá um novo atlas do universo. Isaacman destacou que o projeto ampliará significativamente a capacidade de observação do espaço profundo.
O telescópio recebeu o nome da astrônoma Nancy Grace Roman, conhecida como mãe do Hubble por seu papel fundamental na astronomia da agência. O projeto consumiu mais de 4 bilhões de dólares e mais de uma década de desenvolvimento.
Trinta e seis anos após o lançamento do Hubble, o Roman busca responder questões centrais sobre a origem e a composição do cosmos. O foco principal recai sobre a matéria escura e a energia escura, que dominam o universo.
Segundo o portal Phys.org, o Roman conta com um campo de visão pelo menos 100 vezes maior que o do Hubble. O equipamento operará a 1,5 milhão de quilômetros da Terra e enviará cerca de 11 terabytes de dados diariamente.
O engenheiro de sistemas Mark Melton explicou que o volume de informações gerado em apenas um ano superará todo o acervo coletado pelo Hubble durante sua vida útil. Melton integrou a equipe responsável pelo desenvolvimento do observatório espacial.
A administradora associada da Diretoria de Missões Científicas da Nasa, Nicky Fox, ressaltou que o Roman realizará um verdadeiro censo cósmico. Fox projetou a observação de bilhões de galáxias, milhares de supernovas, dezenas de bilhões de estrelas e dezenas de milhares de exoplanetas.
Esses dados devem orientar investigações futuras com telescópios como o James Webb. O Roman complementará esforços internacionais, incluindo o Euclid da Agência Espacial Europeia e o Observatório Vera Rubin, no Chile.
O projeto foi concebido para investigar as forças invisíveis que moldam o cosmos. A matéria escura e a energia escura representam aproximadamente 95% do universo conhecido.
A matéria escura funciona como cola que mantém as galáxias unidas, enquanto a energia escura impulsiona a expansão acelerada do espaço. A visão infravermelha do Roman permitirá captar luz emitida bilhões de anos atrás.
O professor de astronomia da Universidade Estadual de Michigan, Darryl Seligman, indicou que o instrumento medirá a distribuição da matéria escura ao longo do tempo. Seligman acrescentou que ele também quantificará a velocidade com que as galáxias se afastam.
A astrofísica Julie McEnery, que liderou o projeto Roman, declarou que as descobertas podem transformar o entendimento sobre a estrutura do universo. McEnery enfatizou o enorme potencial científico do telescópio para responder perguntas fundamentais da física moderna.
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