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Banco Central do Zimbábue afirma que moeda lastreada em ouro ZiG está subvalorizada ante o dólar

11 Comentários🗣️🔥 Uma pessoa segura uma nota de dois dólares do Banco da Reserva do Zimbábue. (Foto: rt.com) O governador do Banco Central do Zimbábue, John Mushayavanhu, afirmou que a moeda lastreada em ouro conhecida como ZiG está sendo negociada muito abaixo de seu valor intrínseco frente ao dólar. Segundo ele, a taxa cambial ideal […]

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Uma pessoa segura uma nota de dois dólares do Banco da Reserva do Zimbábue. (Foto: rt.com)

O governador do Banco Central do Zimbábue, John Mushayavanhu, afirmou que a moeda lastreada em ouro conhecida como ZiG está sendo negociada muito abaixo de seu valor intrínseco frente ao dólar. Segundo ele, a taxa cambial ideal seria de aproximadamente 15 ZiG por dólar, enquanto a taxa oficial atual gira em torno de 25 unidades.

Mushayavanhu explicou que o banco seria capaz de recomprar toda a moeda local em circulação utilizando suas reservas à taxa de 15 para 1. Essa declaração foi proferida durante as reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial realizadas em Washington.

Lançado em abril de 2024, o ZiG substituiu o ZWL, que representava a versão mais recente do dólar zimbabuano após anos de hiperinflação devastadora. As autoridades de Harare apresentaram a nova moeda lastreada em ouro como solução para estabilizar os preços e reduzir a forte dependência do dólar americano.

Dados oficiais indicam que o Zimbábue possuía 3,4 toneladas métricas de ouro em reservas até junho de 2025. O relatório de política monetária de 2026 do Banco Central do Zimbábue revelou um salto nas reservas internacionais de 276 milhões de dólares em abril de 2024 para 1,2 bilhão em dezembro de 2025.

Um comunicado do comitê de política monetária divulgado em março apontou que a inflação havia caído para um dígito. A nota oficial ainda destacou a manutenção da estabilidade cambial como avanço importante diante do histórico de colapsos monetários do país.

Apesar dos progressos, a economia zimbabuana mantém forte dolarização em seu dia a dia. Estimativas da Confederação das Indústrias do Zimbábue revelam que mais de 90% das transações continuam sendo efetuadas em dólares americanos.

A entidade observou em seu relatório de dezembro que a confiança no ZiG permanece limitada entre os agentes econômicos. Parte do setor privado considera a estabilidade atual como artificial e potencialmente insustentável no longo prazo.

O Fundo Monetário Internacional alertou para as intervenções frequentes do Banco Central do Zimbábue no mercado de câmbio. A instituição vende divisas estrangeiras para sustentar a taxa, o que indica um regime ainda bastante administrado.

Mushayavanhu reconheceu que o principal obstáculo é a reconquista da confiança pública e empresarial após longos anos de turbulência monetária. O descompasso entre o valor teórico e o preço de mercado do ZiG deriva diretamente da percepção de risco sobre a autoridade monetária.

O governador assegurou que o Banco Central do Zimbábue trabalha intensamente para reconstruir essa credibilidade junto à população. O reforço das reservas internacionais surge como passo essencial para consolidar o poder de compra da moeda lastreada em ouro, conforme noticiou o portal RT.

Com informações de RT.


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Vanessa Silva

23/04/2026

Interessante ver o Zimbábue tentando reconstruir a confiança na própria moeda com lastro em ouro. Mas, se o mercado não acredita nesse valor, não adianta o Banco Central dizer que está subvalorizada. O que falta é transparência e estabilidade institucional, não apenas um novo nome para o dinheiro.

Zizi

23/04/2026

Ah, meus caros, o caso do Zimbábue é uma lição viva de como a economia mundial continua refém do poder do dólar e das estruturas financeiras herdadas do colonialismo. O país tenta, com coragem, criar uma moeda lastreada em ouro — o ZiG — para escapar da dependência cambial que sempre o sufocou. Mas o mercado internacional, dominado pelos interesses dos grandes centros financeiros, reage desvalorizando o esforço soberano de uma nação africana. É a velha história: quando os ricos imprimem papel, chamam de política monetária; quando os pobres tentam defender sua moeda, dizem que é aventura populista.

É importante lembrar que o Zimbábue foi durante décadas vítima de sanções e bloqueios que destruíram sua capacidade produtiva. O ouro, recurso natural abundante no país, é uma tentativa de reconstruir a confiança em sua economia. Mas o valor de uma moeda não é apenas o que está no cofre — é também o que o mundo permite que ela valha. E o mundo, infelizmente, ainda segue as regras impostas pelos “meninos mal-educados” de Wall Street e do FMI, que fingem pregar a liberdade de mercado enquanto mantêm a coleira apertada no pescoço das nações do Sul Global.

O que vemos aqui é uma luta pela soberania econômica, algo que o Brasil também já conheceu em outros tempos. Quando Lula fala em fortalecer o BRICS e criar alternativas ao dólar, ele está justamente tentando abrir espaço para moedas como o ZiG existirem de fato, livres da chantagem cambial do império financeiro. É um caminho difícil, mas necessário, se quisermos um mundo mais justo.

Que o Zimbábue consiga resistir às pressões e provar que uma moeda lastreada em riqueza real — e não em papel especulativo — pode funcionar. E que nós, latino-americanos, aprendamos com essa experiência: sem soberania monetária, não há independência verdadeira.

Renato Professor

23/04/2026

A velha ilusão monetária em versão tropical: achar que basta dizer que a moeda vale mais para que o mercado obedeça. O valor de uma divisa não se decreta, constrói-se com confiança, produção e instituições sólidas. O ouro pode até reluzir, mas sem base produtiva, continua sendo verniz sobre papel.

Eduardo C.

23/04/2026

Se o próprio Banco Central diz que a moeda está subvalorizada, quero ver os números que sustentam isso. Qual é o real lastro em ouro por unidade de ZiG? Sem dados concretos, parece mais discurso político do que cálculo econômico.

Zé Trovãozinho

23/04/2026

Mais uma tentativa de enganar o povo com papel pintado e discurso bonito. Falam em “lastro em ouro”, mas no fim é só mais um truque de governo autoritário, tipo o que a esquerda sonha pra transformar o Brasil numa nova Venezuela. Depois reclamam do “mercado malvado”…

Fernando O.

23/04/2026

Se até o Banco Central do Zimbábue acha que sua própria moeda está barata, é sinal de que o mercado não confia no discurso oficial. Lastrear em ouro soa bonito, mas sem credibilidade e transparência, o câmbio real sempre vai contar outra história.

Evelyn Olavo

23/04/2026

Mais uma tentativa de estabilizar a economia com lastro em ouro, mas parece que o mercado não está comprando a ideia. Se até o próprio Banco Central admite subvalorização, é sinal de que a confiança ainda está longe de ser conquistada.

    Alice T.

    23/04/2026

    Total, Evelyn. E é curioso ver que até com ouro no jogo a confiança não vem — mostra que o problema não é só a moeda, é quem controla ela e o modelo econômico que continuam servindo aos mesmos de sempre.

    Clarice Historiadora

    23/04/2026

    Evelyn, o curioso é que sempre que um país tenta fugir do padrão dólar, o “mercado” subitamente perde a confiança. Parece mais sobre geopolítica do que sobre economia real, não acha?

    Augusto Silva

    23/04/2026

    Verdade, Evelyn — confiança não se decreta, se conquista. Mas convenhamos: se até o Zimbábue está tentando atrelar valor a lastro real, enquanto o “mercado livre” vive de especulação em dólar, talvez o problema não esteja no ouro, e sim na fé cega na moeda americana.

    Rubens O Pescador

    23/04/2026

    Evelyn, confiança não se compra em mercado, se constrói com povo comendo e trabalhando. Aqui no Brasil a gente já viu o que é ter moeda forte e panela cheia — e também o contrário, quando o rentista manda mais que o feijão.


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