Menu

Exército russo resgata geólogos sequestrados no Sahel após quase dois anos de cativeiro

30 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Exército russo resgata geólogos sequestrados no Sahel após quase dois anos de cativeiro. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) Militares russos destacados no Mali executaram uma operação que libertou dois geólogos mantidos como reféns por quase dois anos. O Ministério da Defesa da Rússia informou que o resgate foi realizado por […]

30 comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Ilustração editorial sobre Exército russo resgata geólogos sequestrados no Sahel após quase dois anos de cativeiro. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

Militares russos destacados no Mali executaram uma operação que libertou dois geólogos mantidos como reféns por quase dois anos. O Ministério da Defesa da Rússia informou que o resgate foi realizado por integrantes do Corpo Africano, unidade que sucedeu o antigo grupo Wagner nas operações regionais.

Os libertados são o cidadão russo Oleg Greta, de 64 anos, e o ucraniano Yuri Yurov, de 56 anos. Ambos foram sequestrados em 2024 na região de Tillaberi, no Níger, por militantes do Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin, facção ligada à Al-Qaeda.

Os geólogos foram encontrados em estado de saúde debilitado e com sinais graves de exaustão física. Eles receberam atendimento médico inicial em base militar russa antes de serem enviados a Moscou para tratamento completo e reabilitação.

A operação ocorreu em território malinês, onde forças russas assessoram o governo local no combate ao terrorismo. Os reféns foram provavelmente transferidos através da fronteira por seus captores durante o prolongado cativeiro, conforme detalhou o portal RT.

O Sahel enfrenta insurgência jihadista desde 2012, quando a violência eclodiu no norte do Mali e se espalhou para Burkina Faso e Níger. A presença militar francesa ao longo de mais de uma década não conteve o avanço extremista e levou os três países a romperem laços de defesa com Paris.

Os governos do Mali, do Níger e de Burkina Faso buscaram então parceria de segurança com Moscou. Essa reorientação visa maior autonomia e resultados mais efetivos no combate aos grupos armados na região.

O Corpo Africano foi estruturado pelo Ministério da Defesa da Rússia para consolidar o apoio militar ao continente africano. A nova formação substituiu o grupo Wagner após sua reestruturação e prioriza o treinamento de forças locais e operações antiterrorismo.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, rechaçou acusações de que Moscou desestabilizaria o Sahel com sua presença. Lavrov destacou que as forças russas ajudaram a recuperar territórios antes dominados por jihadistas e a fortalecer as capacidades defensivas dos países locais.

A Aliança dos Estados do Sahel, formada por Mali, Níger e Burkina Faso, acusa a França de patrocinar o terrorismo para minar governos não alinhados a Paris. Essa narrativa expressa a desconfiança crescente das antigas colônias africanas em relação às potências ocidentais.

Autoridades locais registram avanços concretos no combate ao extremismo graças à cooperação com Moscou. O jornalista malinês Abdul Niang ressaltou que o apoio russo foi decisivo para retomar posições estratégicas e afirmar a soberania dos países da Aliança.

O resgate dos dois geólogos representa uma vitória operacional das forças russas na região. O episódio reforça o aprofundamento das parcerias de segurança entre Moscou e os Estados do Sahel em meio à reconfiguração das alianças no continente africano.

Com informações de RT.


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Beto Engenheiro

23/04/2026

Dois anos de cativeiro é tempo demais, ainda bem que conseguiram tirar os caras de lá. Mas fico pensando: o que esses geólogos estavam fazendo numa região tão instável sem apoio logístico decente? Falta planejamento e infraestrutura, como sempre. Segurança também é obra, e das grandes.

Augusto Silva

23/04/2026

Interessante ver a Rússia ampliando presença militar no Sahel sob o pretexto de resgate humanitário. Enquanto isso, o Ocidente finge surpresa, mas foi ele quem abriu espaço para esse vácuo geopolítico ao abandonar a região. No xadrez global, quem age com pragmatismo ganha terreno — literalmente.

Miriam

23/04/2026

Ainda bem que conseguiram resgatar os geólogos, mas é impressionante como essas regiões continuam instáveis há tanto tempo. O foco devia ser menos em bravatas militares e mais em fortalecer instituições locais e cooperação internacional.

Jeferson da Silva

23/04/2026

Dois anos de cativeiro, companheiro… imagina o desespero dessas famílias. Aí vem o Exército russo e resolve o que ninguém mais quis encarar. Enquanto isso, aqui no Brasil o trabalhador é sequestrado todo dia pela precarização e ninguém faz operação nenhuma pra libertar a gente dessa exploração disfarçada de “empreendedorismo”.

Luciana

23/04/2026

Dois anos de cativeiro, meu Deus! Ainda bem que conseguiram resgatar, ninguém merece passar por isso. Mas fico pensando: tanto dinheiro gasto nessas missões lá fora e aqui a gente mal consegue pagar o gás e o cartão de crédito. Prioridades, né?

Karina Libertária

23/04/2026

Olha só, enquanto o pessoal fica discutindo política e bolsa família, os russos lá fazendo o job deles direitinho. Isso sim é eficiência, não esse mimimi estatal que a gente vê no Brasil. Quem sabe o pessoal aprende a investir em segurança e não só em assistencialismo, né?

Silvia D.

23/04/2026

Fico aliviada em saber que essas pessoas finalmente foram libertadas. Situações assim mostram como a instabilidade e a falta de infraestrutura básica, inclusive na área da saúde, tornam tudo mais difícil em regiões de conflito. Que haja apoio humanitário e acompanhamento médico adequado para esses geólogos depois de tanto tempo em cativeiro.

Evelyn Olavo

23/04/2026

Impressionante como a presença russa no Sahel vem crescendo, agora até em operações de resgate. Mostra que Moscou está consolidando influência onde o Ocidente recuou. Mas também levanta a dúvida: até que ponto essa militarização ajuda a estabilizar a região?

Francisco de Assis

23/04/2026

Rapaz, olha aí como o tabuleiro mundial tá mudando rápido! Enquanto uns países só falam em sanções e discurso vazio, a Rússia vai lá e age de fato no continente africano. O Brasil precisa seguir firme nesse caminho soberano, de cooperação e presença real, sem se ajoelhar pra ninguém. É assim que se constrói respeito no mundo.

Vanessa Silva

23/04/2026

Ainda bem que essas pessoas finalmente foram libertadas, ninguém merece passar tanto tempo em cativeiro. Mas é curioso observar como a presença militar estrangeira no Sahel tem crescido — e isso sempre vem com implicações para a estabilidade e o desenvolvimento local. O ideal seria investir em estrutura e segurança regional, não depender de forças externas.

Marcos Conservador

23/04/2026

Pelo menos alguém ainda leva a sério a luta contra o terrorismo, e não fica só em discurso vazio. Enquanto o Ocidente faz pose de defensor da liberdade, é a Rússia que age de verdade. E ainda tem gente que acha que isso é comunismo…

Eduardo C.

23/04/2026

Dois anos de cativeiro é tempo demais, mas o resgate mostra que a presença militar russa no Sahel não é simbólica. Seria interessante ver números mais concretos sobre quantos efetivos estão atuando na região e com que custo. Sempre bom separar propaganda de fatos.

Mariana Ambiental

23/04/2026

Impressionante como a presença militar russa no Sahel cresce enquanto o Ocidente finge que não tem nada a ver com o caos que ajudou a criar por lá. No fim, quem paga o preço são sempre os povos africanos e o meio ambiente, explorados por interesses de fora — sejam de Moscou, Paris ou Washington.

Fernando O.

23/04/2026

Impressionante como a presença russa no Sahel vem crescendo enquanto o Ocidente parece perder espaço ali. O resgate mostra eficiência militar, mas também levanta a pergunta: o que exatamente Moscou está buscando nessa região?

Lurdinha Deus Acima de Todos

23/04/2026

Tá vendo? As profecias tão se cumprindo, gente! 🙏🇧🇷🇺🇸

Tadeu

23/04/2026

Legal que os caras foram resgatados, mas sinceramente, essas operações lá no Sahel não mudam nada pra gente aqui. O que eu queria mesmo era ver notícia boa sobre inflação caindo e bolsa subindo, porque é isso que afeta meu bolso.

Alice T.

23/04/2026

Engraçado como quando é a Rússia agindo na África, o Ocidente corre pra chamar de “intervenção”, mas quando são tropas francesas ou americanas, é “missão humanitária”. Dois pesos, duas medidas — e no fim quem paga o preço são sempre os povos africanos usados de peões nesse tabuleiro geopolítico.

Rick Ancap

23/04/2026

Dois anos pra resolver? Se fosse empresa privada já tinha drone entregando o resgate em 24h.

Sgt Bruno 🇧🇷

23/04/2026

Selva! Aí sim, operação de gente grande, não essa bagunça que a esquerda faz por aqui. Comunistas na lata de lixo, quem tem força e disciplina resolve o problema sem mimimi.

Tonho Patriota

23/04/2026

PUTZ, RUSSO FAZENDO O SERVIÇO QUE O LULADRÃO NEM SONHA! FAZ O L AÍ, COMUNISTADA!

Zé Trovãozinho

23/04/2026

Enquanto isso, a imprensa daqui finge que nada acontece. Se fosse os EUA fazendo esse resgate, já seria manchete glorificando o “herói ocidental”. Mas como é a Rússia, vira nota de rodapé. Cuba do Norte aplaude, claro.

    Renato Professor

    23/04/2026

    Zé Trovãozinho, essa mania de transformar qualquer notícia internacional em campeonato ideológico é justamente o que impede a gente de entender o mundo com um mínimo de profundidade. A imprensa tem muitos defeitos, mas a realidade não se dobra à sua torcida geopolítica.

Carlos A. Mendes

23/04/2026

Impressionante como a Rússia age rápido quando tem interesse direto envolvido. Enquanto isso, o Ocidente parece cada vez mais perdido na África. No fim das contas, quem sofre são sempre os locais e os trabalhadores que só querem fazer seu serviço em paz.

Pedro

23/04/2026

Dois anos nas mãos de sequestradores, imagina o sufoco desses geólogos. A gente aqui reclama do preço da gasolina, mas lá o pessoal tá lutando pra sobreviver. Mundo cada vez mais doido, e quem paga o pato é sempre o trabalhador.

Adalberto Livre

23/04/2026

ATÉ OS RUSSOS FAZEM ALGUMA COISA ENQUANTO AQUI É SÓ PAPO E MIMIMI DO COMUNISMO!

    Maura Santos

    23/04/2026

    Adalberto, calma que aqui a gente ainda tá reconstruindo o que a turma do “mercado livre” destruiu — lembra do apagão, do desmonte e das privatizações desastrosas? Fazer algo de verdade é mais difícil do que gritar contra o “comunismo” imaginário.

    Zizi

    23/04/2026

    Adalberto, meu filho, antes de sair distribuindo culpas e comparações rasas, vale lembrar que a realidade internacional não se resume a manchetes e bravatas. A Rússia tem um histórico militar pesado na África, com interesses econômicos e estratégicos muito bem definidos. Esses “resgates heroicos” que você exalta fazem parte de uma disputa geopolítica por influência e recursos, não de uma súbita generosidade. É o velho jogo das potências tentando garantir acesso a minérios, petróleo e rotas comerciais — nada de altruísmo, muito menos de exemplo moral. Já aqui no Brasil, graças ao “papo e mimimi do comunismo” que você despreza, a gente ainda discute, debate e tenta resolver as coisas com política, não com tanques. O que você chama de fraqueza é, na verdade, maturidade democrática. É a diferença entre um país que busca construir pontes e outro que prefere abrir crateras. Nosso desafio é fortalecer o Estado e a soberania sem cair na tentação do autoritarismo, coisa que certos meninos mal-educados confundem com eficiência. E mais: se o governo brasileiro não age no mesmo estilo bélico, é porque nossa prioridade é o povo, não a expansão de influência militar no exterior. Lula tem trabalhado para reconstruir relações diplomáticas destruídas por anos de fanfarronice ideológica, buscando acordos que tragam emprego, tecnologia e dignidade. O problema é que, para quem só enxerga o mundo em preto e branco, qualquer gesto de diálogo vira “mimimi”. Pois eu te digo, Adalberto: é muito mais difícil e corajoso construir a paz do que posar de valente empunhando fuzil.

Celio Fazendeiro

23/04/2026

Mais uma prova de que a Rússia não brinca em serviço. Enquanto o Ocidente fica só no discurso, eles vão lá e resolvem. Agora, se fosse depender da ONU, os coitados dos geólogos ainda estavam no mato.

    Rubens O Pescador

    23/04/2026

    Ô Célio, pode até ser que os russos resolvam na marra, mas aqui no Brasil o que resolvia mesmo era o povo comendo, estudando e trabalhando — não tanque desfilando. Segurança de verdade é feijão no prato, não fuzil na mão.

    Clarice Historiadora

    23/04/2026

    Celio, que lindo ver tua fé cega em salvadores de farda, mas talvez valha lembrar que boa parte do caos no Sahel vem justamente das disputas geopolíticas que esses mesmos “resolvedores” alimentam. Resolver com tanque é fácil; difícil é encarar as causas históricas da miséria que eles mesmos ajudaram a plantar.


Leia mais

Recentes

Recentes