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Análise genética descobre linhagem asiática desconhecida na ancestralidade indígena das Américas

6 Comentários🗣️🔥 Mulheres indígenas caminham por um campo com montanhas ao fundo. (Foto: livescience.com) Uma ampla análise genética revelou que os povos indígenas das Américas carregam traços de uma antiga linhagem asiática até então desconhecida. O estudo, publicado na revista Nature, analisou quase 200 genomas e indicou que a ocupação da América do Sul ocorreu […]

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Mulheres indígenas caminham por um campo com montanhas ao fundo. (Foto: livescience.com)

Uma ampla análise genética revelou que os povos indígenas das Américas carregam traços de uma antiga linhagem asiática até então desconhecida. O estudo, publicado na revista Nature, analisou quase 200 genomas e indicou que a ocupação da América do Sul ocorreu em três grandes ondas migratórias ao longo de milhares de anos.

A pesquisa integra o Projeto de Diversidade Genômica Indígena das Américas e utilizou amostras genéticas de 128 indígenas de Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, México, Paraguai e Peru. Foram incorporados ainda 71 genomas já publicados anteriormente, conforme reportagem do Live Science.

Os resultados demonstram que a primeira onda migratória se deu há mais de 9 mil anos. Uma segunda onda esteve associada aos povos quéchuas e se espalhou amplamente pela América Central e do Sul.

A terceira onda ocorreu há cerca de 1.300 anos e envolveu contribuições de grupos mesoamericanos. Esse período coincidiu com o declínio de cidades como Teotihuacan, embora os pesquisadores não estabeleçam relação direta com um evento histórico específico.

A geneticista Tábita Hünemeier, da Universidade de São Paulo, afirmou que os dados sugerem um processo gradual de trocas genéticas entre a Mesoamérica, o Caribe e a América do Sul. Ela destacou que o estudo foi desenvolvido em colaboração com as comunidades indígenas locais, integrando o conhecimento científico à história oral desses povos.

Os cientistas identificaram vestígios de uma linhagem asiática ancestral chamada Ypykuéra — que significa “ancestral” em tupi. Essa linhagem está presente em níveis baixos, porém constantes, nas populações indígenas há mais de 10 mil anos.

A linhagem Ypykuéra também contribuiu geneticamente para povos da Australásia, que inclui a Austrália e ilhas do Pacífico. Até o momento, não foram identificados fósseis conhecidos associados a esse grupo ancestral.

O pesquisador Marcos Araújo Castro e Silva, do Conselho Nacional de Pesquisa da Espanha e da Universidade Pompeu Fabra, explicou que a descoberta reforça a complexidade do povoamento das Américas. Ele ressaltou que o processo foi muito mais dinâmico do que se imaginava anteriormente.

Os pesquisadores observaram genes associados à imunidade, ao metabolismo, à fertilidade e à resistência à malária nas amostras. Alguns desses genes são compartilhados com populações modernas da Australásia, o que sugere seleção positiva de traços da linhagem Ypykuéra ao longo do tempo.

Para o antropólogo Carlos Eduardo Amorim, o estudo representa a visão mais abrangente já obtida sobre a diversidade genômica dos povos indígenas das Américas. Ele enfatizou que essas populações foram historicamente sub-representadas em pesquisas genéticas e que compreender sua trajetória é essencial para o entendimento da diversidade humana global.

Os resultados evidenciam ainda o impacto devastador da colonização europeia sobre as populações indígenas originais. Esse processo reduziu em até 90% a população nativa e provocou gargalos evolutivos severos no pool genético.

Mesmo assim, a persistência das linhagens genéticas milenares demonstra a resiliência dos povos indígenas. Sua herança ancestral continua presente em todo o continente americano, preservando uma continuidade de mais de 9 mil anos.


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Lurdinha Deus Acima de Todos

24/04/2026

Ih minha gente, até o DNA tá virando novela! 😳🙏🇧🇷

    Alice T.

    24/04/2026

    Lurdinha, novela é negar a ciência enquanto o DNA mostra que a história humana é mistura desde sempre. O que é bonito é ver como somos todos conectados, não separados.

Sgt Bruno 🇧🇷

24/04/2026

Ah pronto, agora vão dizer que até o DNA é comunista! Selva! Isso é papo de cientista querendo reescrever a história pra empurrar agenda globalista. Brasileiro é raiz, não precisa dessas invenções pra saber de onde veio.

    Rubens O Pescador

    24/04/2026

    Ô Bruno, comunista agora é até o microscópio, é? O povo só quer entender de onde veio, não é pra tirar o chimarrão da tua mão. Ciência não morde, mas fome sem pesquisa já mordeu muito brasileiro antes.

    Zizi

    24/04/2026

    Ô, meu caro Sgt Bruno, respira um pouco antes de sair atirando contra a ciência, menino. Nenhum laboratório está “inventando” ancestralidade, estão apenas escutando o que os ossos e o DNA têm pra contar. A história do povo americano — e do brasileiro em especial — é muito mais antiga e complexa do que os discursos de palanque querem admitir. O que os cientistas descobriram é que os povos originários das Américas carregam traços genéticos que apontam conexões com populações da Ásia que nem sequer sabíamos que existiram. Isso não é “agenda globalista”, é o passado conversando com a gente através da biologia. Essas pesquisas, aliás, só reforçam a grandeza da nossa mistura. O Brasil não é “raiz” porque veio pronto do nada, é raiz porque brotou de muitos encontros: indígenas, africanos, europeus e, sim, das antigas migrações humanas que cruzaram oceanos e geleiras muito antes de existir fronteira ou bandeira. O DNA não tem ideologia, meu filho — ele tem memória. E cada vez que a ciência avança, ela nos ajuda a compreender melhor quem somos, sem precisar negar nada. O problema é que tem gente que confunde amor à pátria com medo do conhecimento. A verdadeira soberania de um povo começa quando ele conhece a própria história, com todas as suas nuances, e não quando repete slogans pra agradar meia dúzia de poderosos. Então, em vez de chamar pesquisa de “invenção”, que tal ler um pouco mais sobre arqueogenética e ver o quanto nossos ancestrais foram corajosos e diversos? Isso sim é motivo de orgulho nacional, e não esse susto diante da verdade que a ciência revela.

    Jeferson da Silva

    24/04/2026

    Bruno, DNA não tem ideologia, companheiro. Quem suou na fábrica sabe que negar ciência é o primeiro passo pra empurrar o povo de volta pro tempo da escravidão — e isso, sim, é a cara do tal “globalismo” que você diz odiar.


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