Israel retomou os bombardeios ao sul do Líbano poucas horas após a prorrogação do cessar-fogo entre os dois países.
As forças israelenses afirmaram ter eliminado seis combatentes do Hezbollah em Bint Jbeil. O Ministério da Saúde do Líbano confirmou a morte de duas outras pessoas em um ataque aéreo na região de Touline.
Essas ações ocorrem apesar da trégua que havia sido estendida por mais três semanas, segundo o Al Jazeera. O número de mortos desde o início da nova rodada de confrontos chegou a 2.491, com 7.719 feridos, conforme o Ministério da Saúde do Líbano.
Tropas israelenses continuam posicionadas no sul do país, reforçando a ocupação de parte do território libanês. A agência estatal libanesa NNA relatou feridos em um ataque de artilharia israelense contra a cidade de Yater.
As autoridades israelenses também impuseram uma ordem de evacuação às famílias de Deir Aames. O Hezbollah afirmou ter derrubado um drone israelense com um míssil em resposta, informação posteriormente confirmada pelas Forças de Defesa de Israel.
A correspondente da Al Jazeera Heidi Pett, reportando a partir de Tiro, descreveu intensa atividade militar apesar da trégua formal. Ela relatou ataques aéreos, destruição de residências e a presença de tropas israelenses em solo libanês, que provocam retaliações com foguetes e drones.
O deputado libanês Ali Fayyad, integrante do Hezbollah, classificou a prorrogação do cessar-fogo como sem sentido diante da continuidade das ações israelenses. Ele declarou que cada ataque de Israel concede ao grupo o direito de responder militarmente.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que o país mantém plena liberdade de ação contra qualquer ameaça. Netanyahu acusou o Hezbollah de tentar sabotar o acordo de trégua.
O secretário-geral da ONU António Guterres saudou a extensão do cessar-fogo e elogiou o papel dos Estados Unidos na mediação. Guterres apelou para que todas as partes respeitem a suspensão das hostilidades e cumpram suas obrigações sob o direito internacional.
O prolongamento dos confrontos no sul do Líbano reacende temores de uma guerra aberta entre Israel e o Hezbollah. A persistência dos ataques mesmo durante o período de trégua evidencia o risco de colapso total do acordo nesta região do Oriente Médio.
Com informações de Al Jazeera.
Leia também: Israel consolida ocupação militar no sul do Líbano durante extensão do cessar-fogo
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Celio Fazendeiro
24/04/2026
Mais uma vez essa turma do Oriente Médio mostra que não entende o básico: força se responde com força. Se o inimigo não respeita cessar-fogo, tem mais é que sentir o peso do míssil. Pena que o resto do mundo ainda acha que dá pra resolver tudo com flores e discursos.
Augusto Silva
24/04/2026
Celio, se força resolvesse, o Oriente Médio já seria um paraíso há décadas. O problema é que míssil nenhum planta paz — só multiplica o caos e o lucro da indústria bélica.
Karina Libertária
24/04/2026
Ai, meus amores, é o que dá depender de governo pra resolver conflito… zero eficiência! Aqui em Miami a gente aprende que segurança se faz com investimento e planejamento, não com “cessar-foguinho” de faz de conta. Enquanto isso, o pessoal aí fica esperando milagre em vez de pensar em como investir abroad pra proteger o próprio futuro.
Mariana Ambiental
24/04/2026
Karina, fácil falar de “planejamento” tomando café em Miami, né? Aqui a gente lida com as consequências reais de quem transforma guerra em negócio e chama isso de investimento.
Francisco de Assis
24/04/2026
Karina, minha filha, investir “abroad” não vai te salvar de bomba nenhuma quando o mundo ferve por culpa de quem lucra com a guerra. Segurança de verdade se constrói com soberania e povo consciente, não com conta em dólar.
Jeferson da Silva
24/04/2026
Karina, fácil falar de “planejamento” tomando café em Miami, né? Aqui quem segura o rojão é trabalhador, não investidor de sofá. Segurança de verdade começa quando o povo tem dignidade, não conta em dólar.