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Crianças palestinas transformam cerca de arame farpado em Escola da Liberdade na Cisjordânia

6 Comentários🗣️🔥 Crianças palestinas protestam com cartazes enquanto soldados observam em Umm al-Khair, Cisjordânia ocupada. (Foto: aljazeera.com) Dezenas de crianças da comunidade beduína de Umm al-Khair, na Cisjordânia ocupada, enfrentam uma cerca de arame farpado instalada por colonos israelenses e decidiram transformar o obstáculo em protesto, criando a iniciativa conhecida como Escola da Liberdade de […]

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Crianças palestinas protestam com cartazes enquanto soldados observam em Umm al-Khair, Cisjordânia ocupada. (Foto: aljazeera.com)

Dezenas de crianças da comunidade beduína de Umm al-Khair, na Cisjordânia ocupada, enfrentam uma cerca de arame farpado instalada por colonos israelenses e decidiram transformar o obstáculo em protesto, criando a iniciativa conhecida como Escola da Liberdade de Umm al-Khair.

O protesto ocorreu no dia 20 de abril, conforme detalhou o Al Jazeera em sua cobertura. Pais e professores organizaram as atividades depois que o caminho tradicional até a escola foi bloqueado de forma repentina por colonos.

Colonos do assentamento ilegal de Carmel ergueram a barreira durante a noite, sem aviso prévio. Soldados israelenses passaram a impedir a passagem das crianças mesmo sem qualquer autorização legal para manter o bloqueio no local.

O líder do conselho local de Umm al-Khair, Khalil Hathaleen, relatou que soldados lançaram gás lacrimogêneo e granadas de som contra crianças de apenas cinco anos de idade. Muitas delas ficaram traumatizadas e agora demonstram medo de retornar ao local da cerca.

A comunidade também enfrenta ordens de demolição iminentes sob a alegação de falta de licenças de construção. As autoridades israelenses raramente concedem tais permissões aos palestinos que vivem na Área C da Cisjordânia.

O professor Tareq Hathaleen, responsável pelas turmas do quarto ao oitavo ano, explicou que a estrada bloqueada existe desde 1980 e consta em mapas oficiais. A rota aparece tanto em documentos israelenses quanto palestinos como caminho autorizado para pedestres.

As autoridades propuseram um desvio de três quilômetros que obrigaria as crianças a passar por áreas controladas por colonos israelenses. Moradores consideram a alternativa perigosa devido a episódios anteriores de violência e a atropelamentos provocados por motoristas dos assentamentos.

A menina Siwar Hathaleen, de cinco anos, foi uma das vítimas recentes ao ser atingida por um veículo conduzido por colono. Ela precisou ser hospitalizada após sofrer ferimentos na cabeça durante o incidente.

O pai de Siwar, Eid Hathaleen, afirmou que não permitirá que seus filhos utilizem rotas onde colonos dirigem em alta velocidade sem qualquer controle. Ele relatou ainda que pregos e tábuas com pontas afiadas são frequentemente espalhados nas estradas para danificar os veículos palestinos.

Durante o protesto, as crianças se sentaram sobre pedras próximas ao arame farpado e realizaram suas lições ao ar livre. Elas entoaram canções enquanto soldados e colonos observavam toda a cena.

Cartazes feitos à mão foram presos na cerca com pedidos diretos como “Deixem-nos aprender” e “Gostamos de ir à escola”. A pequena Masa Hathaleen, de cinco anos, declarou que as crianças apenas querem estudar e não fazem nada de errado ao buscar educação.

Khalil Hathaleen descreveu a obstrução da estrada como parte de uma estratégia mais ampla para expandir os assentamentos e pressionar a saída das famílias palestinas da região. Ele solicitou que organizações de direitos humanos e observadores internacionais intervenham antes que as demolições sejam executadas.

O Exército israelense mantém a recusa em remover a barreira instalada ilegalmente no caminho. A comunidade de Umm al-Khair prometeu continuar com as aulas diárias e as atividades culturais no próprio local do protesto.

Os moradores vão manter o espaço diante do arame farpado como local de ensino mesmo sob o sol forte da região. Khalil Hathaleen concluiu que o silêncio não trará nenhuma solução para o problema enfrentado pelas famílias beduínas.

Com informações de Al Jazeera.


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Helton Barros

25/04/2026

Estão usando crianças como massa de manobra para essa narrativa globalista que tenta demonizar quem defende sua soberania. Como militar, vejo claramente a doutrinação ideológica por trás desses teatros montados para enganar a opinião pública. Que Deus proteja Israel e nos livre dessa inversão de valores que tomou conta do mundo.

    Laura Silva

    25/04/2026

    É sintomático, Helton, como o recurso retórico ao conceito de globalismo costuma ser utilizado para interditar o debate sobre as bases materiais da ocupação e do colonialismo de assentamento. Como socióloga, observo que a sua leitura ignora a assimetria absoluta de poder que define a existência na Cisjordânia. O que você chama de manobra nada mais é do que a pedagogia da sobrevivência. Para uma criança palestina, a política não é uma escolha ideológica abstrata ou um teatro montado para o Ocidente, mas a experiência concreta de ter sua mobilidade restrita por muros, seus recursos naturais expropriados e sua casa demolida sob o pretexto de uma segurança que nunca as inclui. A soberania que você defende, sob uma ótica militarista, parece se fundar na exclusão e no apagamento do outro, o que, historicamente, se aproxima muito mais das práticas de segregação do que de um legítimo direito de defesa.

    A ideia de que o ensino da resistência em um contexto de opressão sistêmica é doutrinação revela um desconhecimento profundo sobre a função social da educação em cenários de conflito. Segundo autores que estudam a descolonização, como Frantz Fanon, o oprimido não precisa ser convencido de sua condição; ele a sente na pele a cada checkpoint. Transformar arame farpado em escola é um ato de práxis libertadora que devolve a essas crianças o direito de imaginar um futuro para além da barbárie neoliberal e da vigilância panóptica imposta pelo Estado de Israel. A inversão de valores, a meu ver, está em naturalizar o fato de que crianças precisem de tamanha inventividade apenas para exercer o direito básico de aprender, enquanto o aparato militar de uma potência regional é financiado para manter um regime de apartheid denunciado por diversas organizações internacionais.

    Por fim, apelar para uma proteção divina enquanto se justifica a manutenção de uma estrutura de ocupação violenta é um paradoxo ético que a sociologia da religião explica bem como ferramenta de legitimação do poder estatal. A verdadeira moralidade cristã, ou qualquer humanismo consequente, deveria residir na empatia pelos humilhados e ofendidos, para usar a expressão de Dostoiévski, e não na defesa de exércitos profissionais contra populações civis desarmadas. O que você enxerga como encenação é a dignidade daqueles que, mesmo sem Estado e sem exército, recusam-se a desaparecer do mapa da história. Defender a autodeterminação dos povos não é ser globalista; é ser minimamente humano frente ao avanço de uma lógica de extermínio que serve apenas aos interesses do capital armamentista e da expansão territorial predatória.

    Mariana Ambiental

    25/04/2026

    Helton, o que você chama de teatro é a resistência real de quem transforma os restos da ocupação em educação pra não morrer de fome ou de bomba. Doutrinação é essa sua visão fardada que confunde soberania com massacre e ainda tenta dar lição de moral em cima de escombro.

    Luisa Teens

    25/04/2026

    Que mico esse papo de milico querendo justificar opressão contra criança, vai ter empatia e parar de passar vergonha na internet! #ForaBolsonaro #FreePalestine #JustiçaSocial

Zé Trovãozinho

25/04/2026

Isso aí é pura doutrinação financiada pela esquerda que quer transformar o Brasil em uma Venezuela. Enquanto o STF persegue os patriotas, esse blog fica aplaudindo táticas que logo vão chegar na nossa Cuba do Norte. Faz o L que a liberdade de verdade está morrendo aqui enquanto vocês olham para o outro lado.

    Cecília Silva

    25/04/2026

    Engraçado você falar de liberdade enquanto ignora que o que essas crianças fazem é pura resistência pela vida. Se o seu conceito de patriotismo não enxerga a dignidade de quem só tem o arame farpado para construir o amanhã, sua liberdade é apenas um privilégio vazio. Aqui na favela a gente sabe bem que quem confunde sobrevivência com doutrinação é porque nunca sentiu o peso do mundo nas costas.


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