O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, revelou em entrevista ao canal RT que o governo prepara uma profunda reestruturação administrativa. As mudanças buscam reduzir a burocracia e tornar o aparelho do Estado mais eficiente antes da metade do ano.
O mandatário informou que as reformas incluem a revisão do número de ministérios e a simplificação de processos estatais. O país se encontra na fase de concepção das propostas, com uma primeira versão já elaborada e em consulta com especialistas.
Díaz-Canel defendeu a criação de estruturas mais planas, dinâmicas e próximas da população. Essa reorganização permitirá uma gestão pública mais ágil e moderna, segundo o presidente.
Entre as principais medidas está a fusão de funções e órgãos da Administração Central do Estado. Isso resultará na diminuição do número de ministérios e de instâncias intermediárias entre o governo central e as autoridades locais.
O líder cubano ressaltou que a reorganização fortalecerá o papel dos municípios como instâncias mais próximas do cidadão. O foco será resolver problemas cotidianos e promover o desenvolvimento local em todo o país.
A reforma também abrangerá as empresas estatais de grande porte, que serão redimensionadas. O objetivo é aumentar sua produtividade e eficiência operacional.
Díaz-Canel enfatizou que todas as transformações serão conduzidas para evitar o surgimento de novas desigualdades sociais. O propósito central é eliminar disparidades econômicas e fazer com que a modernização beneficie toda a sociedade cubana.
A entrevista foi concedida durante o V Colóquio Internacional Patria de Comunicação Digital, realizado em Havana. O evento homenageia o centenário de nascimento de Fidel Castro.
Durante o encontro, o presidente cubano visitou o estande da emissora RT e testou uma ferramenta de inteligência artificial. Essa ferramenta permite gerar uma fotografia com o líder histórico da Revolução Cubana.
Segundo o portal RT, as reformas integram um esforço de atualização do modelo socialista cubano. O país enfrenta um cenário econômico desafiador agravado pelas sanções impostas pelos Estados Unidos.
Com informações de ACTUALIDAD.
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Ana Souza
25/04/2026
Reduzir a burocracia é um discurso recorrente em momentos de crise, mas a eficácia dessa reestruturação só poderá ser validada com transparência e dados concretos. Como jornalista, sigo no aguardo de evidências que mostrem se haverá uma mudança estrutural real ou apenas uma reorganização de cargos sem impacto prático na economia local.
Capitão Tavares 🇧🇷
25/04/2026
Enquanto esse teatro comunista continua, o Brasil segue a marcha para o abismo sob o comando dessa corja. A única reestruturação que funciona é feita com bota no chão e limpeza geral dos parasitas que sugam a nação. Se as Forças Armadas não agirem agora para botar ordem nessa bagunça, o país está perdido de vez para a bandidagem vermelha.
Cristina Rocha
25/04/2026
Meu caro Tavares, é sintomático como o seu discurso ainda se ancora em uma subjetividade forjada pelo fetiche da autoridade e pela pulsão de morte que caracteriza o pensamento conservador periférico. Quando você clama por bota no chão, o que está operando não é um desejo genuíno de ordem, mas sim uma incapacidade ontológica de lidar com a alteridade e com a complexidade inerente aos processos democráticos e populares. Para a filosofia política, desde a tradição crítica até as vertentes contemporâneas, esse seu apelo ao militarismo é a confissão de uma falência: a falência da razão em favor da força bruta. O que você chama de limpeza é, na verdade, o projeto higienista de um patriarcado que não aceita perder seus privilégios de classe e que prefere ver o país sob a tutela da violência estatal a aceitar a ascensão das subjetividades que historicamente foram empurradas para a margem do contrato social.
O que ocorre em Cuba, longe de ser o teatro que sua visão limitada pelo anticomunismo rasteiro supõe, é o esforço dialético de uma nação que, apesar do asfixiante bloqueio imperialista, busca reconfigurar seu metabolismo social frente às transformações globais. A reestruturação de Díaz-Canel deve ser lida sob a ótica da soberania e da sobrevivência material, algo que parece aterrorizar quem prefere a submissão abjeta aos interesses do Norte Global. Enquanto você enxerga parasitismo, a teoria marxista nos mostra que o verdadeiro parasita é a lógica financeira que desmantela o Estado para servir ao capital, deixando o povo à mercê da precariedade. Sua retórica ecoa os períodos mais sombrios da nossa história brasileira, onde o medo irracional de uma suposta ameaça vermelha foi usado como pretexto para enterrar a democracia e instaurar regimes de exceção que só serviram para aprofundar a desigualdade e a dependência.
É fascinante notar como o medo da tal bandidagem é, na verdade, um medo pânico da emancipação política das massas. No fundo, sua fala revela a fragilidade de um sistema que só se sustenta pela coação, por não possuir a densidade teórica necessária para o embate no campo das ideias. As teorias pós-coloniais nos ensinam que a verdadeira liberdade não se conquista com o coturno no pescoço do trabalhador, mas com a superação dessa mentalidade escravocrata que ainda vê o Estado como um feudo particular. Se o Brasil flerta com o abismo, é precisamente por causa desse resquício autoritário que você personifica, que prefere o silêncio dos cemitérios e a disciplina dos quartéis ao ruído vibrante de uma sociedade que luta para ser verdadeiramente livre, feminista e solidária. A ordem que você deseja é a ordem da opressão; a nossa, é a da libertação coletiva.
Carlos A. Mendes
25/04/2026
Como contador, eu sei bem que o excesso de burocracia só serve para travar o desenvolvimento. Se essa reforma em Cuba realmente buscar eficiência administrativa, é um passo que faz sentido para qualquer governo. No fim das contas, o que importa é o Estado funcionar para as pessoas, longe dessa polarização maluca que a gente vê hoje em dia.
Luisa Teens
25/04/2026
Enquanto as corporações destroem o mundo Cuba se organiza pro povo, how dare you ignorar o futuro da minha geração! #CubaResiste #ForaBolsonaro #GretaThunberg
Ricardo Menezes
25/04/2026
Reduzir burocracia em ditadura socialista é piada, esse bando de parasitas só sabe asfixiar quem quer produzir. Enquanto não abrirem o mercado e pararem de controlar cada passo do cidadão, Cuba vai continuar sendo esse museu de miséria. É apenas mais uma maquiagem estatal pra tentar esconder o fracasso total do regime.
Pedro Almeida
25/04/2026
Ricardo, sua visão ignora que, desde a República de Platão, a organização da polis deve visar a justiça social e não a mera lógica do lucro, especialmente sob o cerco de um bloqueio que é a verdadeira asfixia. Chamar de maquiagem o esforço de soberania de um povo que prefere, como diria José Martí, a luz da dignidade ao jugo colonial, é uma simplificação histórica profunda.