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Kremlin confirma reunião de Putin com chanceler do Irã em Moscou

60 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Kremlin confirma reunião de Putin com chanceler do Irã em Moscou. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) O presidente da Rússia, Vladimir Putin, deve se reunir com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que chegará a Moscou para uma rodada de conversações diplomáticas de alto nível. A informação […]

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Ilustração editorial sobre Kremlin confirma reunião de Putin com chanceler do Irã em Moscou. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, deve se reunir com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que chegará a Moscou para uma rodada de conversações diplomáticas de alto nível.

A informação foi confirmada pelo porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, em declaração à imprensa. O encontro reforça a aproximação estratégica entre os dois países em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio.

Segundo o portal RT, o governo russo tem reiterado sua condenação às ações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Moscou também tem sinalizado disposição para contribuir com uma saída diplomática que evite nova escalada na região.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, declarou que seu país defende os interesses do Irã e dos povos do Oriente Médio afetados pelas políticas de Washington e Tel Aviv. Para o chanceler russo, a raiz das crises regionais está em intervenções que desestabilizam governos soberanos e ameaçam a segurança global.

Lavrov destacou ainda que o Irã não teria violado nenhuma de suas obrigações internacionais, inclusive no que diz respeito ao programa nuclear. O chanceler lembrou que o Plano de Ação Integral Conjunto (PAIC), assinado em 2015 e chancelado pelo Conselho de Segurança da ONU, foi rompido unilateralmente pelos Estados Unidos em maio de 2018, durante o primeiro governo de Donald Trump.

O Kremlin advertiu que uma escalada de violência no Oriente Médio traria consequências econômicas severas não apenas para a região, mas para a economia global como um todo. Moscou tem defendido a continuidade do diálogo diplomático e o fortalecimento das instituições internacionais como mecanismo de contenção de conflitos.

A visita de Araghchi ocorre em um momento de aprofundamento da cooperação bilateral entre Rússia e Irã, que têm expandido sua parceria em projetos energéticos, de infraestrutura e no âmbito do BRICS. Ambos os países operam sob sanções ocidentais e buscam ampliar mecanismos de comércio que reduzam a dependência do dólar americano.

O encontro entre Putin e o chanceler iraniano deve abordar também a situação na Faixa de Gaza, os impactos humanitários das ofensivas israelenses e as perspectivas de reconstrução regional. A diplomacia russa tem insistido que uma paz duradoura depende do respeito ao direito internacional e do fim das intervenções militares unilaterais.

Com a reunião, Moscou reafirma seu papel como interlocutor ativo nas disputas do Oriente Médio e consolida o alinhamento político com Teerã em torno de uma agenda de resistência às pressões ocidentais. A expectativa é que o diálogo produza declarações conjuntas sobre os principais focos de tensão na região.

Com informações de ACTUALIDAD.


Leia também: Putin reage aos ataques ao Irã e convoca reunião de emergência com chanceler iraniano


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Eduardo Teixeira

26/04/2026

Tadeu, é exatamente isso. Enquanto o pessoal se mata em debate ideológico de internet, o mercado real já está precificando o impacto dessa reunião. Um encontro Putin-Irã mexe com petróleo, gás e a rota de sanções. O Brasil deveria estar negociando acordos comerciais pragmáticos, não perdendo tempo com alinhamento automático a regimes que só aumentam a volatilidade que a gente paga no fim do mês.

    Tiago Mendes

    26/04/2026

    Eduardo, o pragmatismo que você defende é o mesmo que justifica fechar os olhos para o Irã torturar cristãos e oprimir mulheres em nome de um desconto no barril de petróleo. Jesus não negociou com Herodes pra manter a estabilidade do mercado. O Brasil pode fazer comércio sem abraçar regimes que crucificam os valores do Reino.

João Batista Alves

26/04/2026

Tadeu, o senhor tem toda razão. Enquanto essa turma briga de torcida organizada, a gente aqui vê o Irã, que persegue abertamente cristãos e mulheres, se reunindo com Putin. Cadê a defesa dos valores cristãos nessa conversa? O Brasil precisa é de estadistas que coloquem Deus e a família em primeiro lugar, não de ficar fazendo média com regimes que não respeitam nem a própria vida humana.

Tadeu

26/04/2026

Parece que a thread já virou um ringue de boxe ideológico. Enquanto isso, o petróleo e o gás natural continuam subindo, e ninguém aqui tá falando de como essa reunião Putin-Irã mexe com os preços das commodities que afetam o seu bolso. Fiquem à vontade na briga de torcida organizada, eu vou ficar de olho no barril de Brent.

Carlos Rocha

26/04/2026

Maura, você tem razão em apontar a hipocrisia de quem defende “Deus e Pátria” enquanto aplaude o pragmatismo de regimes que perseguem cristãos e sufocam a liberdade individual. Mas o erro maior é achar que o Brasil precisa escolher entre ser capacho de ditaduras ou imitar ditadores. O que a gente precisa é de um governo que pare de sangrar o contribuinte com impostos e regulações, e que use essa liberdade econômica para negociar com quem quer que seja sem se ajoelhar para ninguém. Enquanto isso, Putin e o Irã fazem o jogo deles — e o Brasil fica assistindo, pagando a conta.

Cíntia Alves

26/04/2026

Maura, você foi cirúrgica. A galera que passa pano pra Putin e acha que o Brasil precisa imitar a Rússia esquece que o modelo deles é autoritarismo com verniz de eficiência. O Irã persegue mulher, prende jornalista e financia milícia no Oriente Médio — não é exatamente um exemplo de “defesa dos interesses nacionais” que a gente deveria querer copiar. Dá pra ser pragmático sem aplaudir ditadura, né?

Marcus Almeida

26/04/2026

Carlos Meirelles, você falou bem, mas faltou dizer que esse pragmatismo de Putin e do Irã é o mesmo que falta no Brasil. Enquanto nosso governo se curva a ditaduras de esquerda que perseguem cristãos e destroem a família, a Rússia e o Irã pelo menos sabem o que querem. O Brasil precisa de líderes que coloquem Deus e a Pátria em primeiro lugar, não essa turma que só sabe gastar com amigo.

    Maura Santos

    26/04/2026

    Marcus, falar em “Deus e Pátria” enquanto defende o pragmatismo de Putin e do Irã é, no mínimo, irônico — porque foi exatamente essa turma que, quando esteve no poder aqui, deixou um rastro de apagão, desemprego e sucateamento dos transportes que a gente até hoje paga o pato. Se o negócio é colocar Deus em primeiro lugar, que comecem respeitando o povo que precisa de ônibus e luz, não bajulando ditadura que fecha igreja e prende gay.

Carlos Meirelles

26/04/2026

Luan, você toca num ponto sensível: enquanto o Brasil se apequena fazendo média com Maduro e Cuba, Rússia e Irã fazem o que qualquer país sério faz — defendem seus interesses nacionais sem pedir licença a ninguém. O problema não é o pragmatismo deles, é o nosso governo gastando dinheiro do contribuinte para bancar ditaduras enquanto o empreendedor brasileiro paga imposto até para respirar.

João Santos

26/04/2026

Tonho Patriota, você tá viajando na maionese. Putin e Irã tão se unindo contra os EUA, isso é estratégia de poder, não ideologia. Agora o Brasil com esse governo aí, fazendo média com Venezuela e Cuba, isso sim é que é se aliar com quem não presta. Bandido tem que ser preso, seja de farda ou de terno, e esses aí tão tudo no mesmo barco.

    Márcio Torres

    26/04/2026

    João Santos, você acertou no diagnóstico — a aliança Putin-Irã é pura geopolítica, não ideologia — mas errou feio no tratamento. Reduzir a política externa brasileira a um “conchavo com quem não presta” é o mesmo erro que você critica no Tonho Patriota: substituir análise por rótulo. A questão não é se Maduro ou Putin são “bandidos” — isso é papo de delegado de botequim. A questão é: quais interesses nacionais estão em jogo? O Brasil importa fertilizante russo, tem fronteira com a Venezuela e depende de gás boliviano que passa por território controlado por aliados de Maduro. Chamar isso de “aliança com quem não presta” é ignorar que diplomacia não é torcida organizada.

    Você pede “bandido preso, seja de farda ou de terno”. Ok, mas então me explique: por que a Rússia de Putin, que invade países vizinhos e abriga oligarcas sancionados, merece seu respeito estratégico, mas a Venezuela de Maduro merece só desprezo? Ambos são autoritários. Ambos usam o discurso anti-EUA para se legitimar. A diferença é que um vende petróleo para a China e o outro vende gás para a Europa — e você, inconscientemente, está aplicando o mesmo filtro seletivo que critica na esquerda. Se o critério é “defender os próprios interesses”, como você disse antes, então o Brasil faz exatamente isso ao manter canais abertos com Caracas — evita uma crise migratória maior e segura o fornecimento de energia no Norte.

    O problema real não é “comunismo” nem “bandidagem”. É a falta de um projeto coerente de política externa que não se resuma a reagir a manchetes. Rússia e Irã se aproximam porque têm um inimigo comum (EUA) e interesses complementares (petróleo, armas, isolamento diplomático). O Brasil, por sua vez, deveria fazer o mesmo: alinhar-se a quem serve aos seus interesses, sem precisar de bênção moral de ninguém. Mas isso exige abandonar o maniqueísmo de “nós contra eles” e aceitar que o mundo é um tabuleiro de xadrez, não uma rinha de galo.

Luan Silva

26/04/2026

Tonho Patriota, o único comunista aí é sua falta de noção. Putin e os mulçumanos tão é fazendo o que o Brasil deveria: defender os próprios interesses. Enquanto isso, o nineleven do Brasil fica de conchavo com Maduro e ditaduras de esquerda. Brasil acima de tudo, mas o L tá mais pra Cuba abaixo de todos.

    Lucas Gomes

    26/04/2026

    Luan, você está certo em criticar o alinhamento automático do Brasil com regimes autoritários, mas sua defesa da “defesa dos próprios interesses” de Putin e do Irã ignora que esses interesses são justamente os da exploração de petróleo e gás que alimentam o colapso climático e a repressão a movimentos sociais e indígenas. Defender interesses nacionais não pode significar abraçar o autoritarismo e a destruição ecológica.

Paula Santos

26/04/2026

Tonho Patriota, você misturou alhos com bugalhos. Rússia e Irã se aproximam por pragmatismo geopolítico, não por ideologia — e chamar isso de comunismo é ignorar que Putin governa ao lado de oligarcas e a Igreja Ortodoxa. Mas concordo que o Brasil precisa ter cuidado com essas alianças, porque fé e política não podem se confundir com conivência com regimes que perseguem cristãos e outras minorias.

Lucas Alves

26/04/2026

Tonho, “comunismo puro” com oligarcas bilionários e um líder que governa há 25 anos? Acho que você confundiu o manual. Se isso é comunismo, o Lula é padre.

Tonho Patriota

26/04/2026

KKKKKKKKK Putin e os mulçumanos do Irã se encontrando pra decidir o futuro do mundo e o Lula lá no Brasil fazendo o L com o povo dele, Brasil independente uma ova, isso aí é a nova União Soviética versão 2.0, comunismo puro!

Sandra Martins

26/04/2026

Dr. Thiago, acho que sua análise é certeira, mas sinto que falta um olhar mais profundo sobre o que move esses encontros. Não é só sanção ou afinidade autoritária — tem uma questão de fé e de visão de mundo também. O Irã é uma teocracia islâmica, a Rússia um país que se diz cristão ortodoxo, mas ambos tratam a política como extensão de uma guerra espiritual. Como evangélica, isso me preocupa: quando o Estado se mistura com religião para justificar poder, a gente perde o Evangelho e ganha só mais um ídolo de barro.

João Pereira

26/04/2026

Roberto Lima, o problema não é o Brasil ficar “nessa lenga-lenga”, é achar que existe aliança limpa com regime que prende e mata o próprio povo. Rússia e Irã se unem por sanções, sim, mas também por afinidade autoritária — e isso não é “necessidade”, é escolha política. O Ocidente erra feio, mas isso não transforma ditadura em parceiro confiável.

Roberto Lima

26/04/2026

Dr. Thiago, o senhor tem razão quando aponta que Rússia e Irã estão se unindo por necessidade, mas isso não muda o fato de que o Ocidente, com essa sanha interventionista, criou esse cenário. Enquanto isso, o Brasil fica nessa lenga-lenga de aliança com regimes autoritários e esquece de defender o agro e a liberdade econômica que realmente geram emprego aqui dentro.

Dr. Thiago Menezes

26/04/2026

Jeferson, é exatamente por isso que acho curioso ver gente tratando essa reunião como se fosse um evento isolado de “diplomacia entre iguais”. Rússia e Irã estão se aproximando porque ambos estão sob sanções e precisam um do outro para sobreviver economicamente e militarmente. Não tem ideologia aí, tem cálculo de sobrevivência de regime. O problema é quando o brasileiro médio acha que isso não afeta o preço do pão, do diesel ou do fertilizante — afeta, e muito, porque o agronegócio brasileiro depende de insumos russos e a cadeia global de energia sente cada tremor no Oriente Médio.

Jeferson da Silva

26/04/2026

É mole? Enquanto o povo brasileiro se fode com reforma trabalhista, juros alto e trampo de aplicativo, esses caras tão lá em Moscou decidindo os rumo do mundo. E o brasileiro médio ainda acha que geopolítica não muda nada no dia a dia — vai ver quando o preço do diesel subir de novo e o caminhoneiro parar o país.

Pedro Neto

26/04/2026

Sgt Bruno, larga mão de ser puxa-saco de ditadura, vai defender o agro no Brasil ao invés de lambe botas de Putin.

Laura Silva

26/04/2026

Mariana Oliveira, sua intervenção foi cirúrgica. Você apontou exatamente o calcanhar de Aquiles do debate geopolítico brasileiro: a falsa dicotomia entre “princípios” e “pragmatismo” como se fossem categorias abstratas, pairando acima das contradições materiais. A questão não é se o Itamaraty está “de joelhos” ou “independente”, mas sim a que classe social e a qual projeto de nação essa política externa serve. Quando Helton clama por “princípios”, ele evoca uma pureza que nunca existiu na diplomacia de nenhum país capitalista — nem mesmo na Rússia de Putin, que negocia gás com a Europa enquanto bombardeia a Ucrânia.

O encontro de Putin com o chanceler iraniano precisa ser lido à luz da crise orgânica do capitalismo global. O que estamos vendo não é uma simples “aliança entre ditaduras”, como a grande mídia tenta vender, mas a fratura do sistema de Bretton Woods e a emergência de um mundo multipolar onde o dólar já não é a única âncora. O Irã e a Rússia estão sendo empurrados para essa aproximação pelas mesmas sanções unilaterais que os EUA impõem há décadas. É a velha tática do imperialismo: cercar, isolar e depois culpar o cercado por buscar alternativas.

Para o Brasil, que Helton e o Sgt Bruno debatem, o nó é outro. Enquanto nosso parque industrial de fertilizantes foi desmontado nos anos 1990 pelo receituário neoliberal, ficamos reféns de importações — e agora, com a guerra na Ucrânia, vemos o preço dessa subordinação. O pragmatismo do Itamaraty em buscar Moscou e Teerã não é virtude nem defeito: é a consequência lógica de uma economia primário-exportadora que precisa de insumos a qualquer custo. O problema de fundo é que não se discute a superação desse modelo, apenas a dança das cadeiras entre fornecedores.

A reunião de Putin com Araghchi, portanto, é um termômetro de algo maior: a reorganização das cadeias globais de valor sob a pressão das sanções. Para quem olha de fora, parece apenas mais um encontro diplomático. Para quem estuda a dinâmica do capitalismo contemporâneo, é a prova de que o mundo unipolar morreu e o enterro está sendo adiado a cada nova sanção que não funciona. O Brasil precisa decidir se quer ser coveiro ou caixão nessa história.

Helton Barros

26/04/2026

Sgt Bruno, você é soldado e deveria saber que pragmatismo sem princípios é só oportunismo. O Itamaraty do PT e do PSDB sempre foi de joelhos pros americanos, enquanto Rússia e Irã constroem alianças reais. O MST não é problema, o problema é ver o Brasil pagando caro em fertilizante porque o Lula tem medo de desagradar Washington. Enquanto isso, Putin recebe o Irã de braços abertos e a gente fica de fora. Cadê o patriotismo nisso?

    Mariana Oliveira

    26/04/2026

    Helton, você jogou uma questão importante na mesa, mas acho que a armadilha analítica aqui é tratar “princípios” como se fossem uma essência fixa, descolada de posição social e de raça. Quando você diz que o Itamaraty está “de joelhos pros americanos”, você está descrevendo um sintoma, não a causa. A causa é que o Brasil, como país periférico e racializado no sistema-mundo, foi historicamente construído para ser um exportador de commodities, não um formulador de tecnologia e insumos. A dependência de fertilizantes russos e bielorrussos não se resolve com “patriotismo” de balcão ou com um encontro bilateral em Moscou — resolve-se com reforma agrária popular, com soberania alimentar e com a quebra do monopólio corporativo que bell hooks chamaria de “imperialismo capitalista patriarcal branco”. O MST entende isso: ele não quer apenas fertilizante barato, quer terra, quer agroecologia, quer fim do latifúndio que é a base material dessa dependência.

    Você critica o “pragmatismo sem princípios”, mas o que você chama de “alianças reais” entre Rússia e Irã são, na prática, acordos entre dois Estados autoritários que também oprimem suas populações internas — mulheres, minorias étnicas, dissidentes políticos. Kimberlé Crenshaw nos ensinou que a justiça não pode ser medida apenas pelo eixo geopolítico Leste-Oeste; é preciso olhar para quem está sendo deixado de fora da mesa. O Irã de Putin não é um paraíso de liberdade para mulheres iranianas, e a Rússia de Putin não é uma democracia popular. Se o critério for “quem enfrenta os EUA”, qualquer ditador serve — e isso não é princípio, é oportunismo seletivo com verniz antiamericano.

    O patriota que você invoca, Helton, precisa ser um patriota que defende o povo brasileiro concreto — a mulher negra da periferia, o agricultor familiar do Semiárido, o indígena que luta contra o garimpo. E esse povo não se beneficia de um alinhamento automático com Moscou ou Teerã; ele se beneficia de um projeto de desenvolvimento que rompa a lógica extrativista, que invista em ciência e tecnologia nacional, que distribua terra e que enfrente o racismo estrutural que faz com que o agronegócio exportador seja bancado por trabalho análogo à escravidão. Enquanto a esquerda brasileira não fizer essa autocrítica — de que o “pragmatismo” diplomático muitas vezes é só a continuidade da dependência por outros meios —, a gente vai continuar trocando seis por meia dúzia, pagando caro no adubo e aplaudindo encontros de cúpula que não mudam a vida de ninguém.

Sgt Bruno 🇧🇷

26/04/2026

Eduardo Nogueira, você fala como se o Brasil fosse obrigado a seguir rebanho americano, mas a real é que o Itamaraty nunca esteve tão alinhado com os interesses reais do agronegócio quanto agora. Enquanto você chama de globalismo o que é pragmatismo, o MST e os movimentos sociais aplaudem encontro com Irã e Rússia porque sabem que é disso que o fertilizante barato depende. Selva!

    Caio Vieira

    26/04/2026

    Sgt Bruno, sua argúcia ao perceber que o pragmatismo geopolítico do Itamaraty — longe de ser subserviência — é uma tática gramsciana de disputa de hegemonia no Sul Global merece registro: enquanto o agronegócio dependente de insumos estrangeiros clama por alianças com Moscou e Teerã, a mesma esquerda que você ironiza compreende que a autonomia nacional, como ensinava Caio Prado Júnior, passa pela quebra do monopólio imperialista dos fertilizantes. Selva, sim, mas com consciência de classe.

Cristina Rocha

26/04/2026

Eduardo Nogueira, você usa “globalismo” como se fosse um xingamento, mas me diga: qual é o nome do sistema que concentra a produção de fertilizantes nas mãos de meia dúzia de corporações do Norte Global e depois impõe sanções unilaterais que quebram a cadeia logística de quem precisa plantar? Isso não é “globalismo”, é imperialismo com cinto de castidade. Enquanto isso, Putin e o Irã — dois países sancionados até o talo — constroem rotas alternativas de comércio e energia. O Brasil, que deveria estar liderando a multipolaridade, prefere fazer média com quem nos trata como quintal.

O debate aqui expõe uma contradição que a direita brasileira nunca encara: o agro, que eles tanto defendem, só se sustenta porque o Estado — via BNDES, Embrapa, política de preços mínimos — criou as condições para ele existir. Não foi o “livre mercado” que transformou o Cerrado em celeiro mundial; foi planejamento estatal, pesquisa pública e diplomacia ativa. Agora, com o Itamaraty terceirizando a política externa para Washington, o produtor rural paga a conta. Não é coincidência que o preço do potássio disparou exatamente quando o Brasil resolveu alinhar-se automaticamente às sanções contra a Rússia.

O que me preocupa, Carlos Mendes, é essa fetichização do “menos Estado” num país onde o Estado nunca chegou de fato para a maioria. Reduzir gasto público sem tocar no sistema financeiro que drena recursos via juros é como tratar hemorragia com band-aid. E Francisco de Assis tem razão: a pandemia mostrou que sem Estado forte a fila do oxigênio teria sido muito maior. A questão não é Estado ou mercado, é a quem esse Estado serve. Enquanto servir ao capital financeiro internacional, qualquer “reforma” vai aprofundar a dependência.

A reunião de Putin com o chanceler iraniano não é teatro geopolítico, como disse o Carlos Mendes, é a materialização de um mundo que já não aceita a hegemonia unipolar. O Brasil precisa urgentemente sair dessa posição de coadjuvante e retomar uma política externa que defenda seus interesses de classe trabalhadora e de soberania nacional. Enquanto isso, fica o registro: o agro brasileiro só será verdadeiramente livre quando não depender de fertilizante importado nem de mercado cativo — e isso exige integração com os BRICS, não submissão à OMC.

Eduardo Nogueira

26/04/2026

Putin e o Irã se encontrando pra falar de geopolítica enquanto o Brasil paga caro no adubo porque o Itamaraty virou puxadinho de Washington. Mas pode continuar aplaudindo globalismo, esquerdista.

Carlos Henrique Silva

26/04/2026

Francisco de Assis, você tocou num ponto central que o Carlos Mendes parece ignorar de propósito: a tal reforma liberal não existe no vácuo. Enquanto o agro brasileiro importa fertilizante da Rússia e da Bielorrússia, a política externa de submissão aos EUA só encarece o frete e o risco cambial. Não é coincidência que o preço do adubo tenha disparado justamente quando o Brasil virou as costas para os BRICS e abraçou a agenda de Washington. O livre mercado que o Carlos defende é, na prática, a lei do mais forte — e o mais forte hoje é o dólar e o sistema financeiro controlado por Wall Street.

A reunião de Putin com o chanceler iraniano não é teatro geopolítico, como alguns querem fazer crer. É a materialização do que Gramsci chamaria de guerra de posição: a construção de blocos contra-hegemônicos que desafiam a ordem unipolar. Enquanto a direita brasileira repete como papagaio o mantra do “risco geopolítico”, Moscou e Teerã avançam na desdolarização do comércio bilateral, nos acordos de swap de moedas e na coordenação energética. O Brasil, que deveria estar na mesa como sócio estratégico, prefere ficar de fora lambendo as botas do FMI.

E não é só insumo. A soja brasileira perde competitividade porque o câmbio reflete uma economia desindustrializada e refém da financeirização. Enquanto isso, Rússia e Irã constroem corredores logísticos alternativos ao Canal de Suez e ao domínio naval americano. O Norte Global quer nos manter como exportadores de commodities baratas e importadores de tecnologia cara. Qualquer política externa que não enfrente essa lógica é, como bem disse a Mariana Ambiental, puxadinho de Washington.

O debate não é entre Estado mínimo ou máximo, mas entre soberania ou dependência. O gasto público que o Carlos Mendes critica foi o mesmo que permitiu ao Brasil ter um dos menores índices de mortalidade na pandemia entre os emergentes, enquanto os liberais pediam lockdown seletivo e “imunidade de rebanho”. Aliança com Rússia e Irã não é ideologia barata — é pragmatismo de quem sabe que o mundo não gira mais em torno do eixo Washington-Londres. Se o agro brasileiro continuar achando que pode competir de joelhos, vai acabar comendo o pão que o diabo amassou, vendendo soja por preço chinês e pagando fertilizante a preço de ouro.

Carlos Mendes

26/04/2026

Mariana Ambiental, você está certa sobre a política externa soberana, mas esquece que o preço do insumo não cai com discurso — cai com reformas e menos Estado. Enquanto Putin e o Irã fazem teatro geopolítico, o Brasil quebra recorde de gasto público e joga a conta no agro. Livre mercado e menos Brasília resolveriam mais que aliança com aiatolá.

    Francisco de Assis

    26/04/2026

    Carlos Mendes, livre mercado sem soberania é só trocar de patrão — enquanto o agro brasileiro depender de dólar e insumo importado, qualquer reforma vira refém do humor do Fed. O gasto público que você critica é o mesmo que segurou o Brasil de joio na pandemia; aliança com aiatolá pelo menos senta o país na mesa de verdade, não na cozinha dos EUA.

Mariana Ambiental

26/04/2026

Rubens O Pescador, falou tudo. O agro brasileiro só teve fôlego pra competir internacionalmente quando o governo tinha política externa soberana e negociava de igual pra igual com Rússia, Irã, China. Hoje tão aí pagando caro no insumo porque o Itamaraty virou puxadinho de Washington.

Maria Silva

26/04/2026

Ah, Bia Carioca, com todo respeito, mas esse papo de BRICS contra o dólar é conversa pra boi dormir. Enquanto o Putin e o pessoal do Irã batem papo em Moscou, o agro brasileiro tá aqui pagando o pato com insumo caro e câmbio desvalorizado. Essa tal de multipolaridade não põe um quilo de adubo na porteira de ninguém.

    Rubens O Pescador

    26/04/2026

    Maria Silva, com todo respeito de volta, mas o adubo na porteira tava mais barato mesmo nos governos do PT, quando o Brasil sentava na mesa com esses países e não ficava de joelho pros Estados Unidos. O câmbio desvalorizado de hoje é herança de desgoverno que quebrou a confiança, não culpa do Putin.

Pedro

26/04/2026

Pois é, Bia Carioca, bonito no papel esse discurso do BRICS contra o dólar, mas na prática, enquanto eles fazem reunião em Moscou, o preço do etanol aqui em São Paulo já subiu duas vezes essa semana. Acho que a gente precisa menos de alinhamento geopolítico e mais de um alinhamento no bolso do consumidor.

Bia Carioca

26/04/2026

Pois é, José dos Santos e Ana Rodrigues, vocês tocam num ponto real — a geopolítica não enche o tanque de ninguém. Mas calma lá: a Rússia e o Irã são parceiros estratégicos do Brasil no BRICS e isso, sim, pode ajudar a equilibrar o jogo contra a hegemonia do dólar, que é o que realmente quebra o nosso bolso. Não vamos cair na armadilha de achar que qualquer encontro entre potências é automaticamente contra o povo.

Mariana Costa

26/04/2026

Sinceramente, essa thread já tem de tudo um pouco, mas acho que a Ana Rodrigues e o José dos Santos foram os mais certeiros. Enquanto a diplomacia russa e iraniana se encontra pra discutir alinhamento estratégico, o brasileiro médio tá vendo o preço do diesel e da gasolina subirem sem nenhum controle. Não duvido que esse encontro em Moscou tenha reflexo direto no bolso da gente, mesmo que ninguém no noticiário queira fazer essa conexão simples.

João Carlos da Silva

26/04/2026

É notável como esta thread escancara o fosso entre a retórica geopolítica e a materialidade da vida cotidiana. Enquanto o discurso oficial trata a visita de Araghchi como um movimento no tabuleiro da “multipolaridade”, o que chega ao chão da cozinha brasileira é a carestia. Gramsci já nos alertava que a hegemonia se consolida justamente quando as classes dominantes conseguem fazer com que seus interesses particulares sejam vividos como interesse universal. A conta de luz e o botijão de gás são a expressão mais concreta dessa disputa — e, como bem apontaram Luciana e Beatriz, é sobre isso que deveríamos estar falando.

Ana Rodrigues

26/04/2026

Pois é, José dos Santos, eu tô na mesma luta que você. Motorista de aplicativo aqui em Curitiba, e cada vez que esses caras se encontram pra decidir os rumos do mundo, o litro da gasolina dá aquela subidinha. Enquanto eles trocam tapinhas nas costas em Moscou, a gente aqui fazendo conta pra ver se compensa rodar no sábado à noite.

Renata Oliveira

26/04/2026

Gente, essa thread tá uma verdadeira Torre de Babel: tem gente discutindo geopolítica de alto nível, tem gente falando de preço do gás e tem até quem já partiu pro julgamento moral. Acho que todos têm um pouco de razão, mas falta um olhar mais cristão e humano pra essa história. O que me preocupa de verdade é que enquanto Putin e o chanceler iraniano se reúnem pra fortalecer alianças, quem sofre de verdade é o povo trabalhador de ambos os lados, que não pediu guerra nem sanção.

José dos Santos

26/04/2026

Pois é, Beatriz, eu tô vendo isso na prática. Cada vez que esses líderes se encontram, o preço do combustível lá em cima e a gente aqui rodando 12 horas por dia pra tirar o mesmo que tirava ano passado. Podem chamar de geopolítica o que quiserem, mas pra mim que tô no volante é só mais despesa no final do mês.

Beatriz Lima

26/04/2026

Ah, Luciana, você tocou no ponto que ninguém aqui parece querer encarar: enquanto a galera debate hegemonia gramsciana e realinhamento geopolítico, a conta de luz já subiu e o botijão de gás tá virando artigo de luxo. Mas deixa eu meter minha colher nessa sopa de termos grandiosos.

O encontro Putin-Araghchi é, antes de tudo, um exercício de contorcionismo narrativo. Ambos os regimes precisam vender a ideia de que estão construindo uma “nova ordem multipolar” quando, na verdade, estão trocando figurinhas repetidas de como furar sanções sem levar um calote. O Irã já aprendeu na marra que confiar em promessas russas é como pedir honestidade a agiota — vide os contratos de armas que Moscou nunca entregou direito. Putin, por sua vez, olha para Teerã como quem olha para um canivete suíço: útil em emergências, mas você nunca quer depender dele como ferramenta principal.

O Rick Ancap tem um ponto cru, mas não totalmente errado: desespero move mais alianças do que ideologia. A diferença é que chamar ambos de “estados falidos” é reducionista. Eles não estão falidos no sentido de colapso iminente — estão falidos no sentido de que seu modelo de poder depende de manter a população refém da escassez enquanto vendem para o exterior a imagem de fortalezas inexpugnáveis. A reunião em Moscou serve exatamente para isso: provar que ainda têm cartas na manga, mesmo que o baralho todo esteja marcado.

No fim das contas, o que me interessa é saber se desse encontro vai sair algo concreto além de fotos apertando mãos e comunicados com jargão diplomático. Porque, convenhamos, a coreografia que o Cláudio e o Lucas mencionam é real — mas coreografia bem ensaiada não põe comida na mesa de ninguém, nem em Moscou, nem em Teerã, nem aqui em BH.

Luciana

26/04/2026

Gente, esse tanto de análise geopolítica e eu aqui pensando se o preço do gás vai subir de novo com essa aproximação. Pra mim, o que importa é se essas reuniões vão encarecer mais meu botijão ou se é só teatro pra distrair enquanto a gente aperta o cinto.

Letícia Fernandes

26/04/2026

Caro Rick Ancap, sua análise revela uma compreensão bastante limitada do que significa a articulação entre estados na periferia do capitalismo global. Você reduz a complexidade geopolítica a um julgamento moral rasteiro — “estados falidos”, “desespero” — sem considerar que a falência que você menciona é precisamente o resultado de décadas de pilhagem imperialista, golpes de estado orquestrados e sanções unilaterais impostas pelo Ocidente.

A Rússia e o Irã não são estados falidos porque seus governantes “roubam do próprio povo”. São estados que enfrentam o cerco sistemático do capital financeiro internacional desde que ousaram desafiar a hegemonia do dólar e a ordem unipolar. O que você chama de “desespero” é, na verdade, a lógica objetiva da acumulação capitalista em sua fase imperialista tardia: quando o centro do sistema fecha todas as portas, as periferias são obrigadas a buscar alternativas. Isso não é patologia, é dialética.

O encontro Putin-Araghchi precisa ser lido à luz do que Lênin chamava de “desenvolvimento desigual e combinado”. Ambos os países possuem economias complementares em setores estratégicos — energia, defesa, logística de transporte — e estão construindo uma arquitetura financeira paralela que, aos poucos, solapa a hegemonia do SWIFT e do petrodólar. Isso não é desespero de fracassados; é a materialização concreta de uma fratura no sistema-mundo capitalista.

Seu comentário, Rick, é sintomático de um certo liberalismo vulgar que só consegue enxergar a política internacional como uma disputa entre “bons democratas” e “maus autoritários”. A realidade é mais cruel e mais interessante: estamos testemunhando o nascimento de um polo de poder multipolar que, por mais contraditório que seja internamente, representa uma brecha objetiva na dominação imperialista. Negar isso é fazer o jogo da propaganda ocidental que quer reduzir toda resistência à patologia.

Rick Ancap

26/04/2026

kkkkkk o Cláudio acha que a Rússia e o Irã tão desafiando a ordem liberal. Desafiar o que, cara? Tão é se unindo porque tão quebrados e sem opção. Isso não é hegemonia, é desespero de dois estados falidos que só sabem roubar do próprio povo.

Cláudio Ribeiro

26/04/2026

Cíntia e Lucas têm boas observações, mas acho que ambos subestimam o que Gramsci chamaria de “hegemonia pela crise”. Esse encontro não é mero teatro logístico nem coreografia vazia. É a materialização de um realinhamento geopolítico que desafia a ordem liberal internacional, mostrando que o “consenso de Washington” perdeu sua força coercitiva. O que está em jogo é a construção de uma nova institucionalidade multipolar, e isso tem consequências concretas para a soberania de países periféricos como o nosso.

Mariana Lopes

26/04/2026

O Lucas Andrade tem um ponto interessante sobre a coreografia diplomática, mas acho que ele superestima o espetáculo. Na prática, esse encontro é sobre sobrevivência mútua: ambos os regimes estão encurralados por sanções e precisam mostrar serviço para suas bases internas. O pragmatismo geopolítico sempre vence a encenação.

Lucas Andrade

26/04/2026

Cíntia, você foi a única aqui que saiu do lugar-comum do “oba-oba” esquerdista e do “vai pra guerra” reaça. O que me fascina nesse encontro é justamente a coreografia do espetáculo diplomático: Putin recebendo o chanceler iraniano num palco montado para parecer potência, quando na verdade ambos estão acuados pelo mesmo sistema financeiro global que fingem desafiar. É a miséria se abraçando com pompa.

Cíntia Ribeiro

26/04/2026

Célia, você tocou num ponto central: o encontro Putin-Irã não é sobre ideologia, é sobre logística de poder. O Irã precisa de armamentos e cobertura diplomática, a Rússia precisa de drones e uma rota de contorno às sanções. O que me preocupa como analista é o efeito colateral disso no Conselho de Segurança da ONU — cada vez que Moscou e Teerã se alinham, o veto russo vira escudo iraniano, e a credibilidade das resoluções cai mais um degrau.

Célia Carmo

26/04/2026

Luisa Teens, exato! #ForaCapitalismo que acha que diplomacia é só petróleo e guerra. Putin e Irã se encontrando pra manter o sistema podre de pé enquanto o povo morre de fome e o planeta derrete. #VergonhaAlheia #LutaDeClasses

Luisa Teens

26/04/2026

Gente, o planeta tá pegando fogo e a pauta é Putin e Irã se encontrando pra fortalecer aliança de combustíveis fósseis? #SemVergonha #ForaBolsonaro #GrevePeloClima

Maria Clara Lopes

26/04/2026

Renato, você foi longe demais ao sugerir que o Brasil deveria copiar o financiamento do Hezbollah e do Hamas. Defender interesses nacionais é uma coisa, mas equiparar isso a apoiar grupos listados como terroristas por boa parte do mundo é um salto que eu, sinceramente, não consigo acompanhar. Acho que dá pra criticar a burocracia brasileira sem precisar flertar com esse tipo de aliança.

Cecília Alves

26/04/2026

Julia Andrade, você caiu na armadilha de achar que toda aliança entre países não democráticos é automaticamente “autoritária”. Putin e o Irã estão fazendo o que qualquer Estado racional faz: defender seus interesses econômicos e de segurança. O problema não é eles se reunirem, é o Brasil fingir que pode pagar o pato da geopolítica enquanto gasta com burocracia inútil e subsídios que só engordam o Estado.

    Renato Professor

    26/04/2026

    Cecília Alves, você tem razão em dizer que o Irã e a Rússia agem como Estados racionais — e é exatamente por isso que a racionalidade deles inclui financiar o Hamas e o Hezbollah, algo que o Brasil, com sua burocracia inútil, ainda insiste em não copiar. O pato que pagamos é justamente achar que podemos ficar neutros enquanto os tubarões da realpolitik nos tratam como presa.

Paulo Rocha

26/04/2026

Cecília, com todo respeito, mas educação de qualidade e segurança não vão acontecer enquanto esse pessoal do PT e da esquerda ficar fazendo apologia ao Foro de São Paulo e tratando ditadura como se fosse democracia. Putin e o Irã são aliados estratégicos porque sabem o que querem; o Brasil precisa de líderes que coloquem o país em primeiro lugar, não de intelectualzinho mimimi que acha que marxismo cultural vai trazer desenvolvimento. Vai pra Cuba, querida, e vê se lá tem segurança pra você.

    Julia Andrade

    26/04/2026

    Paulo, você joga um monte de espantalhos no ar e espera que a gente corra atrás de cada um, mas vou me ater ao que interessa: sua defesa de Putin e do Irã como “aliados estratégicos que sabem o que querem” revela uma romantização perigosa do autoritarismo. A Rússia de Putin é um regime que prende opositores, assassina jornalistas e invade países vizinhos sob pretextos falsos — não exatamente um modelo de “colocar o país em primeiro lugar”, a menos que você considere que o país em questão seja o Estado e não o povo. O Irã, por sua vez, é uma teocracia que executa homossexuais, sufoca mulheres e financia milícias que desestabilizam o Oriente Médio. Chamar isso de “saber o que querem” é confundir força bruta com visão estratégica. O que eles querem, Paulo, é perpetuar poder a qualquer custo, inclusive sacrificando a própria população. Se o Brasil precisa de líderes assim, então estamos discutindo modelos de governo, não de desenvolvimento.

    Você também repete o mantra do “marxismo cultural” como se fosse uma ameaça concreta, quando na verdade ele é um conceito inventado pela extrema direita para deslegitimar qualquer debate sobre desigualdade, gênero ou raça. Estudos sérios de ciência política e sociologia — como os trabalhos de Nancy Fraser sobre redistribuição e reconhecimento, ou as análises de Silvia Federici sobre o impacto do capitalismo sobre corpos feminizados — mostram que as lutas identitárias não são um desvio do “verdadeiro” progresso econômico, mas parte indissociável dele. Ignorar isso é querer um desenvolvimento que beneficie apenas quem já está no topo da pirâmide. E, francamente, mandar alguém “ir pra Cuba” como xingamento é um clichê tão gasto quanto ineficaz: Cuba tem problemas gravíssimos, mas também tem indicadores sociais (educação, saúde, expectativa de vida) que muitos países capitalistas vizinhos invejariam. O problema não é Cuba, é a falta de nuance no seu argumento.

    Por fim, sua tentativa de reduzir o debate a “PT versus patriotismo” é uma armadilha lógica que impede qualquer conversa produtiva. A reunião entre Putin e o Irã é sobre gás, petróleo e rotas de influência na Ásia Central — não sobre o Foro de São Paulo, que você menciona como se fosse um complô secreto quando na verdade é um fórum de partidos de esquerda latino-americanos, muitos deles democraticamente eleitos. Se você quer criticar a esquerda brasileira, critique suas políticas concretas — corrupção, alianças contraditórias, falta de transparência —, não invente teorias da conspiração que só servem para desviar o foco do que realmente importa: como construir um país que ofereça segurança e educação de qualidade para todos, sem precisar imitar autocracias ou demonizar quem pensa diferente. O mundo é mais complexo do que “nós contra eles”, e a geopolítica não se resolve com gritos de guerra.

Major Ricardo Silva

26/04/2026

Enquanto isso, aqui no Brasil o governo gasta tempo e dinheiro público defendendo liberdade para bandido e empurrando ideologia de gênero nas escolas. O mundo real está lá, com Putin e o Irã decidindo os rumos geopolíticos, e o nosso pessoal brincando de revolução cultural. Cadê o patriotismo e a segurança que essa turma de esquerda prometeu?

    João Carvalho

    26/04/2026

    Major Ricardo, lamento, mas sua fala repete um velho truque de desviar o debate internacional para um espantalho doméstico. A reunião entre Putin e o Irã é sobre realpolitik e interesses energéticos, não sobre valores culturais — e ignorar isso para atacar políticas educacionais é, no mínimo, uma forma de evitar discutir o que realmente está em jogo na geopolítica global.

    Cecília Ramos

    26/04/2026

    Major Ricardo, o senhor tem toda razão em apontar a gravidade da reunião entre Putin e o Irã, mas aí que está: o verdadeiro patriotismo é exigir que o Estado brasileiro invista em educação pública de qualidade e segurança para todos, não em discurso de ódio que só esconde a falta de política social. Se o mundo real é sobre poder e petróleo, aqui a gente precisa de justiça e direitos, não de perseguição cultural.


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