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Israel publica lista de influenciadores acusados de antissemitismo e antissionismo, incluindo Tucker Carlson e Greta Thunberg

0 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Israel publica lista de influenciadores acusados de antissemitismo e antissionismo, incluindo Tucker Carlson e Greta Thunberg. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) O Ministério de Assuntos da Diáspora e Combate ao Antissemitismo de Israel divulgou uma lista com os dez principais influenciadores considerados pelo governo como propagadores de discursos antissemitas e […]

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Ilustração editorial sobre Israel publica lista de influenciadores acusados de antissemitismo e antissionismo, incluindo Tucker Carlson e Greta Thunberg. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O Ministério de Assuntos da Diáspora e Combate ao Antissemitismo de Israel divulgou uma lista com os dez principais influenciadores considerados pelo governo como propagadores de discursos antissemitas e antissionistas. O ranking, referente a 2025, reúne figuras públicas sem cargos políticos ou governamentais, mas com grande alcance nas redes sociais, conforme reportou a RT.

Entre os dez nomes listados, seis são baseados nos Estados Unidos. O influenciador americano Dan Bilzerian ocupa a primeira posição, seguido pela ativista ambiental sueca Greta Thunberg, que se tornou uma voz ativa em defesa da causa palestina.

O jornalista conservador americano Tucker Carlson, o ativista Nick Fuentes e a comentarista Candace Owens também figuram entre os seis nomes de origem americana no ranking. O jornalista britânico-palestino Abdel Bari Atwan, editor-chefe do jornal árabe Rai Al-Youm, ocupa a quinta posição da lista.

O relatório do ministério explica que a classificação foi definida a partir do nível de influência e do grau de risco atribuído a cada figura. O documento leva em conta a frequência de declarações consideradas pelo governo israelense como antissemitas ou contrárias ao Estado de Israel.

Pesquisas recentes indicam uma mudança significativa na percepção pública sobre Israel, especialmente nos Estados Unidos. Um levantamento do Pew Research Center mostrou que 60% dos adultos americanos têm hoje uma visão desfavorável do país, percentual que era de 53% no período anterior, em meio à escalada do conflito em Gaza.

Em entrevista à RT, Atwan afirmou que a decisão do governo israelense causa danos à própria comunidade judaica ao confundir críticas políticas com ódio religioso. Segundo ele, o Estado de Israel ‘está infligindo enorme dano ao povo judeu’ ao se apresentar como seu único representante legítimo.

Atwan argumentou que, como árabe semita, não poderia ser considerado antissemita, e defendeu a convivência pacífica entre árabes e judeus. Ele enfatizou que suas críticas se dirigem às guerras promovidas por Israel contra países e territórios vizinhos — Líbano, Irã, Iêmen e Gaza — e não contra o povo judeu como coletivo.

‘Israel não está acima de críticas’, afirmou o jornalista, acrescentando que rotular qualquer opositor das ações militares israelenses como antissemita é uma prática ‘muito assustadora’. A declaração resume a principal objeção levantada por vários dos nomes incluídos no ranking ao serem informados sobre sua inclusão na lista.

A divulgação do ranking ocorre em um momento em que a ofensiva militar israelense em Gaza acumula condenações de organizações humanitárias internacionais e pressiona a imagem do país nas redes sociais. O ministério não detalhou quais medidas práticas pretende adotar em relação aos influenciadores listados.

Com informações de RT.


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