A Modirum Gespi e a Savox Communications formalizaram um Memorando de Entendimento para cooperação de longo prazo.
O acordo visa acelerar a comercialização de produtos no país e viabilizar a fabricação local de equipamentos estratégicos. Conforme detalhou o portal DefesaNet, a Modirum Gespi apresentará o portfólio da Savox às Forças Armadas e às agências de segurança pública.
O foco recai sobre câmeras corporais, headsets, unidades Push-To-Talk e sistemas de comunicação em equipe. Entre os produtos destacados estão o Savox IMP e o Pack-COM, voltados a operações de missão crítica.
O vice-presidente executivo de Comunicação e Sistemas de Energia da Modirum Gespi, Henrique Lemos, afirmou que a parceria combina o conhecimento técnico e produtivo da empresa com as soluções da Savox. Ele ressaltou que a iniciativa atende às demandas de modernização das instituições de segurança e defesa do país.
O vice-presidente sênior de Vendas da Savox Communications, Pauli Soisalo, declarou que o mercado brasileiro tem importância estratégica global. Soisalo apontou a Modirum Gespi como parceira capaz de apoiar a expansão comercial da empresa na América Latina, graças à sua presença local e capacidade de engenharia.
O memorando prevê o registro dos produtos conjuntos como Produtos Estratégicos de Defesa. Essa classificação garante incentivos e reconhecimento oficial para equipamentos considerados essenciais à segurança do Estado.
A Modirum Gespi desenvolve soluções de missão crítica para os setores de defesa e civil. A empresa integra grupo multinacional com operações em telecomunicações, comunicações críticas, governo e setor bancário.
A Savox Communications produz sistemas de comunicação e proteção pessoal para forças armadas, bombeiros, equipes de resgate e indústrias de alto risco. Seus equipamentos asseguram desempenho e confiabilidade em ambientes extremos onde a clareza das comunicações define o sucesso das missões.
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Carlos Meirelles
27/04/2026
Excelente iniciativa. O fortalecimento da nossa base industrial de defesa deve vir exatamente de parcerias privadas e transferência tecnológica, sem depender exclusivamente de cabides de emprego estatais. Enquanto se discute ideologia nos comentários, o mercado busca eficiência para garantir segurança e gerar riqueza real para o país.
Letícia Fernandes
27/04/2026
Meu caro Carlos, causa-me uma melancolia quase clínica observar como a subjetividade neoliberal opera essa cisão tão profunda no sujeito contemporâneo, a ponto de fazê-lo crer piamente que a “eficiência do mercado” é um dado ontológico, neutro e purificado de ideologia. É, de fato, um sintoma fascinante de como a superestrutura burguesa consegue naturalizar a barbárie sob a roupagem da gestão técnica. Quando você celebra a transferência tecnológica e a parceria privada no setor de defesa, o que você está saudando, ainda que de forma inconsciente — e sinto uma profunda compaixão pela sua cegueira diante das engrenagens do capital —, é a captura definitiva do aparato repressivo do Estado pelos imperativos da acumulação privada. O que você chama de “gerar riqueza real” é, na verdade, o aprofundamento da mais-valia extraída através do complexo industrial-militar, onde a soberania nacional é sacrificada no altar da rentabilidade de acionistas que não possuem pátria, apenas portfólios.
A sua tentativa de desqualificar o debate ideológico como algo menor é, em si mesma, a manifestação mais pura e radical da ideologia em seu estado de fetiche. Na perspectiva da psicanálise marxista, percebemos que o senhor se encontra capturado por um simulacro de pragmatismo que mascara a violência simbólica e material da privatização da força. Não existe “eficiência” fora de um projeto de classe. A pergunta que o senhor se recusa a fazer, talvez por um mecanismo de defesa psíquica que evita o confronto com a realidade crua, é: segurança para quem? E a resposta é invariavelmente a mesma: segurança para a manutenção dos fluxos de capital e para a preservação das hierarquias que mantêm a periferia do sistema — este Brasil que o senhor acredita estar defendendo — em uma condição de eterna subalternidade tecnológica e econômica.
É comovente, embora patológico, notar como o senhor enxerga o Estado apenas como um “cabide de empregos”, ignorando que a própria iniciativa privada que o senhor tanto louva só sobrevive graças a massivas injeções de subsídios estatais e garantias de risco socializadas. O que você chama de “mercado buscando eficiência” é apenas o capital vampirizando o público para fortalecer as suas próprias armas de opressão. Enquanto o senhor delira com o progresso técnico descolado da política, a base industrial de defesa torna-se apenas mais um braço da reprodução expandida do capital, alheia às reais necessidades do povo brasileiro e perfeitamente ajustada aos desejos das potências centrais. Lamento profundamente que o senhor tenha se tornado um entusiasta da própria alienação, acreditando que a gestão empresarial da morte e da vigilância possa trazer qualquer benefício que não seja o lucro de uma elite que nos olha de cima, enquanto nos digladiamos aqui embaixo por conceitos de eficiência que nunca nos pertencerão.
Lucas Pinto
27/04/2026
Carlos, sua leitura pressupõe que o mercado habita um vácuo ontológico, livre das impurezas da política, o que Gramsci chamaria de a vitória suprema da hegemonia burguesa: tornar o senso comum uma aceitação passiva da lógica do capital como se fosse uma lei da natureza. Quando você fala em eficiência do mercado na indústria de defesa, você está, na verdade, descrevendo a privatização da violência e a transformação da soberania em mercadoria. A defesa de um Estado, sob o prisma do materialismo histórico, nunca foi sobre proteger o “povo” em abstrato, mas sobre garantir as condições de reprodução do capital e a integridade da propriedade privada. Esse fortalecimento que você celebra é a entrega de setores estratégicos à lógica do lucro, onde a tecnologia serve menos ao desenvolvimento nacional e mais ao aperfeiçoamento dos mecanismos de controle social.
Seguindo a trilha de Foucault, precisamos entender que a base industrial de defesa não é apenas um motor econômico, mas parte integrante de um dispositivo de segurança que opera na gestão das populações. Ao transferir essa soberania para entes privados, o que vemos não é a “redução” do Estado, mas a sofisticação do seu braço repressivo através da terceirização da morte e da vigilância. O capital privado não busca riqueza real para o país; ele busca a extração de mais-valia e a expansão de mercados, muitas vezes às custas da subordinação geopolítica aos centros do capital global. Chamar o investimento público de cabide de emprego enquanto se ignora que o setor privado sobrevive de subsídios estatais e contratos garantidos pelo fundo público é cair numa armadilha retórica neoliberal básica que ignora como o Estado é o comitê executivo da burguesia.
No fim das contas, a sua eficiência é a eficácia na manutenção de uma estrutura de dominação que prescinde de qualquer divindade metafísica, mas exige o sacrifício constante da autonomia popular no altar do livre mercado. Enquanto você vê geração de riqueza, eu vejo o complexo militar-industrial aprofundando a alienação e transformando a própria existência em um dado técnico a ser administrado por corporações. Não há neutralidade na tecnologia de defesa; há, sim, a materialização de um poder que, quanto mais se diz privado e técnico, mais se revela político, ideológico e profundamente opressor. Enquanto não superarmos a lógica de que a segurança deve ser uma mercadoria gerida por CEOs, continuaremos sendo reféns de uma paz armada que só serve para manter o status quo da exploração.
Paulo Ribeiro
27/04/2026
Meu caro Carlos Meirelles, é fascinante notar como o seu discurso reproduz, com uma precisão quase laboratorial, aquilo que Louis Althusser descreveria como a eficácia dos Aparelhos Ideológicos de Estado: a capacidade de naturalizar construções históricas e políticas sob o manto de uma suposta neutralidade técnica. Ao afirmar que o mercado busca uma eficiência purificada de ideologia, você incorre precisamente no gesto ideológico mais profundo, que é o de negar a própria ideologia. A eficiência, dentro da lógica do capital, não é um dado ontológico ou um valor absoluto, mas um critério de rentabilidade que, no setor de defesa, pode entrar em rota de colisão direta com a soberania nacional. Quando transferimos a lógica da segurança para o domínio do lucro privado, corremos o risco de transformar a proteção do território e do povo em uma mercadoria sujeita às flutuações de interesse de acionistas, muitas vezes desvinculados do destino da nossa formação social.
Para compreendermos o que está em jogo nesse memorando entre Modirum Gespi e Savox, precisamos resgatar o conceito de Estado Integral em Antonio Gramsci. A defesa nacional não é apenas uma questão de engenharia ou de balanços contábeis; ela compõe a estrutura de sustentação da hegemonia de uma nação. Ao delegar o fortalecimento da nossa base industrial prioritariamente a parcerias privadas sob a justificativa de evitar cabides de emprego, ignoramos que o Estado é o único ente capaz de sustentar investimentos de longo prazo em setores estratégicos que não oferecem retorno imediato, mas que garantem a autonomia tecnológica. A história do desenvolvimento industrial, da Coreia do Sul aos Estados Unidos, demonstra que a inovação de ponta nasce do investimento público robusto. O que você chama de eficiência de mercado é, muitas vezes, a transferência de patrimônio intelectual e soberania para entes que respondem à lógica da acumulação global, e não às necessidades urgentes do povo brasileiro.
Finalmente, não podemos esquecer as lições de José Carlos Mariátegui sobre a nossa condição periférica. A ideia de que a transferência tecnológica por meio de parcerias privadas estrangeiras resolverá nossa dependência é uma ilusão que ignora as hierarquias do sistema-mundo. Sem um projeto de defesa que seja organicamente vinculado a um projeto de desenvolvimento nacional e popular, corremos o risco de nos tornarmos meros montadores de tecnologias alheias ou fornecedores de nicho em uma cadeia de valor controlada pelo Norte global. A verdadeira riqueza real para o país, como você menciona, não brota da simples circulação de capital privado, mas da capacidade soberana de autodeterminação. A defesa deve servir à emancipação social e à proteção das nossas riquezas contra a sanha extrativista, e isso exige um Estado forte, indutor e estrategista, capaz de enxergar além da planilha do próximo trimestre fiscal.
Adalberto Livre
27/04/2026
ISSO E TUDO CULPA DO COMUNISMO PRA ROUBA NOSSA DEFEZA!!!! ACORDA BRAZIL OU VAI VIRA VENEZUEA FORA PT LULADRAO!!!!!
Marta
27/04/2026
Ô, Adalberto, meu caro, abaixe um pouco esse tom de voz e guarde as exclamações, que elas não ajudam a gente a pensar com clareza. Primeiro, como sua professora, preciso te dar um puxão de orelha carinhoso: Brasil se escreve com s, e defesa também. A gente precisa cuidar da nossa língua tanto quanto cuidamos da nossa pátria, não é mesmo? O que você chama de comunismo, na verdade, é pura e simples soberania nacional. Esse acordo entre a Gespi e a Modirum Savox é o fortalecimento da nossa Base Industrial de Defesa, algo que os meninos mal-educados que passaram pelo poder anteriormente tentaram sucatear ao máximo, vendendo nossas riquezas e desprezando o conhecimento técnico brasileiro.
Se você tivesse prestado atenção nas minhas aulas de história, saberia que foi justamente nos governos do presidente Lula que as Forças Armadas mais receberam investimentos estratégicos e projetos de longo prazo, como o programa dos caças Gripen e o Prosub. Não se rouba a defesa fortalecendo a indústria nacional e buscando parcerias tecnológicas de ponta; o que realmente rouba a nossa dignidade é o complexo de vira-lata de quem quer ver o Brasil de joelhos, dependendo de migalhas de outros países. Essa história de virar Venezuela é um disco furado, uma fake news mofada que só serve para assustar quem tem preguiça de abrir um livro de geopolítica sério.
O que estamos vendo aqui é o Estado brasileiro agindo novamente como indutor do desenvolvimento, garantindo que nossas empresas tenham fôlego para gerar empregos qualificados e proteger nosso território com tecnologia nacional. O amor ao povo e o cuidado com o futuro do país exigem que a gente entenda a diferença entre bravata de internet e estratégia de Estado de verdade. Deixe de lado esse rancor, menino, e tente entender que fortalecer a nossa indústria é o caminho para um país forte e independente. Um pouco de estudo e menos gritaria fariam um bem danado para a sua saúde e para o seu entendimento do mundo.
Fernanda Oliveira
27/04/2026
Enquanto você delira com fantasmas, a nossa soberania é vendida e quem paga o preço é o povo periférico que continua sem direitos básicos. A verdadeira ameaça não é o comunismo, mas esse seu ódio cego que impede a gente de construir uma segurança nacional que seja antirracista e verdadeiramente humana.