Eduardo Bolsonaro não compareceu ao interrogatório marcado no Supremo Tribunal Federal, e a ausência do réu pode acelerar o trâmite da ação penal por coação no curso do processo.
Sem advogado constituído, o ex-deputado é representado pela Defensoria Pública da União. A Procuradoria-Geral da República o acusa de tentar interferir no inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado.
Segundo a denúncia, Eduardo Bolsonaro buscou articular sanções internacionais contra o Judiciário brasileiro com aliados nos Estados Unidos. O juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes registrou o prejuízo causado pela ausência do réu.
O magistrado abriu prazo de cinco dias para que a Defensoria Pública da União e a Procuradoria-Geral da República se manifestem. A falta de novos pedidos levará o processo diretamente à fase de alegações finais.
A acusação sustenta que o ex-deputado agiu em parceria com o produtor de conteúdo Paulo Figueiredo. As campanhas visavam pressionar o STF e o governo por meio de ações no exterior.
Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e não atendeu à intimação por edital. O ministro Alexandre de Moraes criticou a estratégia de evitar o confronto judicial direto.
A Primeira Turma do STF aceitou a denúncia por unanimidade em novembro de 2025. Os ministros identificaram indícios suficientes para o prosseguimento da ação penal.
O caso entra agora em etapa decisiva, com manifestação pendente das partes. A definição sobre o julgamento virá após as respostas da Defensoria Pública da União e da Procuradoria-Geral da República, conforme o Diário do Centro do Mundo.
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