O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, acusou os Estados Unidos de manifestarem a intenção de realizar uma ação militar contra a ilha.
A declaração foi feita na rede social X, onde o chanceler criticou duramente a postura de Washington. O governo norte-americano teria afirmado que seria uma honra intervir militarmente em Cuba sob o pretexto de que o país estaria devastado.
Rodríguez classificou essas declarações como cínicas e hipócritas. Ele lembrou que os EUA promovem há décadas uma guerra econômica contra Cuba.
Nos últimos meses, Washington intensificou suas ações com a emissão de duas ordens executivas descritas pelo chanceler como genocidas. Essas ordens visam agravar o bloqueio econômico e energético imposto à ilha.
Rodríguez ressaltou ainda que as medidas coercitivas extraterritoriais configuram crimes internacionais. O bloqueio e as ameaças de agressão militar causam severos impactos na vida cotidiana do povo cubano.
Uma ordem executiva emitida em janeiro restringiu o acesso ao combustível e agravou a situação do país. De acordo com o portal Nodal, o chefe da diplomacia cubana reforçou que essas ações violam o direito internacional.
Elas representam a continuidade da política de hostilidade contra Cuba, que já dura mais de seis décadas. O chanceler afirmou que o bloqueio e as ameaças são instrumentos de pressão para desestabilizar o país.
O país caribenho enfrenta limitações severas de recursos essenciais em razão do bloqueio. Até o momento, as autoridades dos Estados Unidos não responderam às acusações feitas pelo ministro cubano.
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