O enviado especial da Presidência da Rússia e diretor-geral do Fundo Russo de Investimento Direto, Kiril Dmítriev, criticou duramente os líderes europeus pela crise econômica e energética que o continente enfrenta.
Dmítriev rejeitou a explicação do chanceler alemão Friedrich Merz, que atribui o problema apenas a flutuações de mercado. Para o enviado russo, a crise resulta de escolhas políticas deliberadas que interromperam o fornecimento de energia russa — historicamente barata e confiável.
O fechamento de usinas nucleares também foi apontado como uma medida equivocada que agravou a situação. Dmítriev citou nominalmente a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a alta representante da União Europeia para Política Externa, Kaja Kallas, o chanceler Friedrich Merz e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
Essas personalidades seriam as principais responsáveis pelas decisões que levaram à atual instabilidade econômica e energética. Merz descreveu o momento como um “câmbio de época” marcado por desafios estruturais — visão que Dmítriev rebateu ao colocar o foco nas políticas internas adotadas pelos governos europeus.
A dependência histórica da Alemanha e de outros países do gás russo tornou a interrupção especialmente danosa para a indústria local. Os custos elevados resultantes pressionam tanto as famílias quanto o setor produtivo em toda a União Europeia.
Dmítriev reforçou que a energia russa representava uma opção econômica e estável para a Europa antes das sanções. A combinação de cortes no suprimento com o encerramento de plantas nucleares criou um cenário de incerteza prolongada.
Ele classificou tais medidas como decisões errôneas com consequências diretas sobre a competitividade europeia. Cidadãos e empresas pagam o preço alto dessas orientações políticas.
O posicionamento reflete as divergências profundas entre a Rússia e os países ocidentais em meio às sanções mútuas dos últimos anos. A crítica de Dmítriev convida a uma reflexão sobre as verdadeiras causas dos problemas econômicos que o continente enfrenta, conforme reportagem da RT.
Com informações de ACTUALIDAD.
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