O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, manifestou grave preocupação com a escalada de hostilidades entre os Estados Unidos e o Irã na região do estreito de Ormuz.
Em telefonema com o chanceler e vice-primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan, Lavrov defendeu a priorização dos esforços diplomáticos entre Washington e Teerã. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou que ele classificou como ‘inaceitável’ qualquer ação que comprometa as perspectivas de estabilização na região.
O chanceler russo destacou que as operações militares geram sofrimento para civis e provocam danos significativos à infraestrutura local. Um novo episódio de confrontos no estreito de Ormuz elevou as tensões geopolíticas globais.
A agência iraniana IRIB News informou que os incidentes começaram após ataque norte-americano contra um petroleiro iraniano nas proximidades da rota estratégica. A República Islâmica acusou os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo ao atingirem dois navios iranianos.
As forças americanas teriam ainda bombardeado áreas civis nas localidades costeiras de Khamir, Sirik e na ilha de Qeshm. O presidente Donald Trump, por sua vez, assegurou que o cessar-fogo permanece em vigor e que as negociações entre as partes seguem avançando.
As ações recentes geram dúvidas sobre a efetividade do processo negocial em andamento. Tais incidentes aumentam o risco de instabilidade em uma das rotas marítimas mais críticas do planeta.
Moscou reiterou o apelo para que todas as partes evitem novas confrontações no Oriente Médio. Lavrov e Abdullah bin Zayed Al Nahyan concordaram em manter diálogo contínuo para alinhar posições e promover estabilidade regional.
O estreito de Ormuz responde pelo transporte de cerca de um quinto do petróleo comercializado mundialmente. Qualquer interrupção no local provoca impactos imediatos nos mercados globais de energia.
A posição russa enfatiza o diálogo como único caminho para soluções duradouras no conflito. Essa postura reforça o papel de Moscou como mediador em meio à polarização crescente entre Washington e Teerã.
Com informações de ACTUALIDAD.
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