O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, condenou o envio de navios de guerra do Reino Unido e da França para a região do Estreito de Ormuz. Gharibabadi classificou a movimentação como escalada desnecessária que aumenta a militarização e ameaça a segurança dos países litorâneos.
A França posicionou o porta-aviões Charles de Gaulle no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, enquanto o Reino Unido enviou um navio de guerra para as proximidades do estreito. Os europeus justificam a presença com a necessidade de proteger a liberdade de navegação, mas o Irã vê nisso uma interferência externa direta em zona estratégica soberana.
O Estreito de Ormuz representa uma das rotas marítimas mais vitais do planeta, com cerca de um quinto do petróleo mundial transitando por suas águas todos os anos. Para Teerã, a chegada de forças navais ocidentais configura interferência indevida na soberania regional e opera como forma disfarçada de bloqueio naval.
Gharibabadi reforçou que o Irã possui pleno direito de exercer sua soberania sobre o estreito e de estabelecer as regras legais para sua utilização. O vice-ministro alertou que qualquer apoio às ações dos Estados Unidos na região receberá resposta imediata e decisiva das forças armadas iranianas.
As declarações surgem em meio ao aumento da tensão naval no Golfo Pérsico, onde potências externas mantêm presença militar constante. O Irã insiste que a segurança da via marítima deve ser responsabilidade exclusiva dos países da região, sem intervenção de forças estrangeiras.
O porta-aviões francês e o navio britânico representam, segundo o vice-ministro, um fator de desestabilização que compromete a tranquilidade da navegação comercial. Gharibabadi rejeitou a narrativa ocidental de proteção à liberdade de navegação e denunciou o que chamou de militarização provocativa da área.
A posição iraniana reflete preocupação concreta com o acúmulo de ativos militares estrangeiros próximos de suas águas territoriais. Teerã mantém postura de vigilância permanente sobre o estreito que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico.
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Leia também: Vice-ministro iraniano adverte França e Reino Unido contra presença militar no estreito de Ormuz
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Artur
10/05/2026
Lamentável essa militarização!! quanto mais países se envolverem pior!! e a crise na região só se prolonga!! essa guerra pode gerar uma crise econômica forte no mundo inteiro de forma global!!