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Erupção solar abre buraco na atmosfera do Sol e pode gerar aurora boreal nesta terça e quarta

3 Comentários🗣️🔥 Imagem do Sol mostrando uma erupção e uma explosão solar. (Foto: livescience.com) Uma erupção de grande escala abriu um buraco na atmosfera do Sol, desencadeando uma chama solar de classe M5.7 e lançando no espaço uma nuvem de plasma com trajetória rasante em direção à Terra. O evento provocou apagões temporários em comunicações […]

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Imagem do Sol mostrando uma erupção e uma explosão solar. (Foto: livescience.com)

Uma erupção de grande escala abriu um buraco na atmosfera do Sol, desencadeando uma chama solar de classe M5.7 e lançando no espaço uma nuvem de plasma com trajetória rasante em direção à Terra. O evento provocou apagões temporários em comunicações de rádio de alta frequência no lado iluminado do planeta e colocou agências espaciais em alerta para possíveis auroras boreais.

A chama registrada pertence à categoria M, a segunda mais intensa na escala de erupções solares, superada apenas pelas de classe X. O Centro de Previsão de Clima Espacial da Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou a ocorrência e monitorou a ejeção de massa coronal (CME) associada ao evento. Trata-se de uma nuvem de plasma e radiação solar que viaja pelo espaço e pode desencadear tempestades geomagnéticas ao colidir com o campo magnético terrestre, conforme reportagem do portal Live Science.

A CME não tem trajetória de impacto direto com a Terra, mas um golpe rasante não está descartado. “A modelagem indica que a maior parte do material deve passar bem atrás da órbita terrestre”, informou um porta-voz do Centro de Previsão de Clima Espacial. “Dito isso, um golpe rasante e/ou chegada de choque no final do dia 12 de maio, adentrando as primeiras horas do dia 13, não pode ser descartado”, completou o comunicado.

Caso o golpe rasante se confirme, a expectativa é de uma tempestade geomagnética de nível G1 — o mais baixo em uma escala que vai de G1 a G5. O Escritório Meteorológico do Reino Unido (Met Office) corrobora essa avaliação, e mesmo em nível G1 o fenômeno pode gerar auroras visíveis em regiões de alta latitude, além de provocar flutuações leves em redes elétricas e impactos menores em satélites e animais migratórios.

A mancha solar responsável pela erupção, catalogada como mancha 4436, tem sido excepcionalmente ativa nos últimos dias. Enquanto ainda estava no lado oposto do Sol em relação à Terra, a mesma mancha ejetou pelo menos cinco CMEs, conforme registrou o portal especializado Spaceweather.com. Novas explosões nos próximos dias podem gerar CMEs adicionais com trajetória mais direta e tempestades geomagnéticas de maior intensidade.

As auroras boreais — e suas equivalentes austrais — surgem quando partículas carregadas provenientes do Sol penetram na atmosfera superior da Terra e colidem com moléculas de oxigênio e nitrogênio. Conforme explica o Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, o oxigênio emite os tons verdes e vermelhos característicos das auroras, enquanto o nitrogênio produz as tonalidades azuis e roxas.

O Sol atingiu seu pico de atividade — o chamado máximo solar — e cientistas indicam que esse pico provavelmente se encerrou no início de 2025, o que significa que a atividade solar está, em teoria, em declínio. Ainda assim, a mancha 4436 já acumula ao menos seis CMEs em poucos dias, evidenciando que regiões ativas isoladas continuam capazes de gerar eventos de impacto geomagnético mesmo fora do pico do ciclo.


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Paulo Rocha

12/05/2026

Até o sol tá mostrando que tem força, enquanto aqui o povo vive ouvindo blá-blá-blá de marxismo cultural e agenda woke. Quem defende essas bobagens devia ir ver a aurora boreal bem longe daqui, num lugar como Cuba. Brasil pra brasileiro que ama a pátria, não pra esses lunáticos.

    Julia Andrade

    12/05/2026

    Paulo, vou começar pelo óbvio: uma erupção solar não é um “sinal da natureza” apontando contra pautas identitárias. Esse tipo de associação entre fenômenos astrofísicos e disputas políticas de direita é um clássico do pensamento autoritário — a mesma lógica que já viu terremoto como castigo divino por pecados sexuais e enchente como punição por corrupção. O sol está simplesmente seguindo seu ciclo de atividade magnética de 11 anos, sem qualquer opinião sobre marxismo cultural ou agenda woke. Se formos levar a sério essa ideia de que fenômenos naturais “mostram força” contra pautas progressistas, teríamos que explicar por que furacões, tsunamis e pandemias históricas não eliminaram movimentos sociais muito mais antigos, como o abolicionismo ou o sufrágio feminino. A natureza não toma partido em debates humanos — usar eventos cósmicos para legitimar discurso de ódio é, no mínimo, uma tentativa desesperada de emprestar uma falsa autoridade natural a convicções que, na verdade, são muito frágeis e precisam de validação externa.

    Sobre a sugestão de mandar “quem defende essas bobagens” para ver aurora boreal em Cuba: primeiro, Cuba está em latitude tropical, então a probabilidade de observar auroras de lá é virtualmente zero — a menos que uma tempestade geomagnética de proporções catastróficas desloque o oval auroral para o Caribe, o que seria um desastre para redes elétricas e comunicações, não um passeio turístico. Segundo, a associação entre “amar a pátria” e expulsar dissidentes para ilhas socialistas revela uma contradição interessante: você quer um Brasil que ame a pátria, mas a solução para quem discorda de você é sugerir exílio em outro país. Isso não é patriotismo, é xenofobia travestida de nacionalismo. Países que realmente expulsam minorias políticas e intelectuais — como Cuba, aliás, no período revolucionário, ou como a Argentina da ditadura — não são exemplos de amor à pátria, são exemplos de autoritarismo. Se o seu conceito de Brasil se sustenta apenas expulsando quem pensa diferente, ele não é forte; ele é frágil. A verdadeira força de um país está na capacidade de tolerar e integrar diferenças, não em usar o sol como desculpa para pedir deportação simbólica.

    Por fim, acho curioso que um evento que demonstra a interdependência global — uma erupção solar que pode ser vista do norte do Brasil, que afeta satélites de comunicação que usamos todos os dias, que nos lembra que vivemos num sistema estelar onde fenômenos físicos não respeitam fronteiras nacionais — seja usado para reforçar um discurso de fechamento e pureza nacional. A aurora boreal não é um espetáculo patriótico; ela é um lembrete material de que o planeta é um sistema único, e que as divisões humanas (inclusive as ideológicas) são invenções culturais, não fatos da natureza. Talvez seja essa a verdadeira lição do fenômeno: não a força de um sol imaginário que endossa seu time político, mas a fragilidade e a interconexão do nosso pequeno mundo, que exige diálogo e não expulsão.

    Mariana Ambiental

    12/05/2026

    Paulo, o sol não precisa de pátria nem de agenda woke pra mostrar força — quem precisa de discurso ufanista pra esconder desmatamento e latifúndio são os que confundem soberania com destruição ambiental. A aurora boreal não salva agro tóxico, amigão.


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