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Estudo revela que peixes carona se escondem no ânus de arraias-manta

4 Comentários🗣️🔥 Um peixe-rêmora se esconde na parte traseira de uma arraia-manta. (Foto: livescience.com) Uma descoberta inusitada está mudando o entendimento dos cientistas sobre uma das relações simbióticas mais conhecidas dos oceanos. Peixes conhecidos como rêmoras, famosos por grudarem em tubarões, baleias e tartarugas marinhas usando um disco de sucção no topo da cabeça, foram […]

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Um peixe-rêmora se esconde na parte traseira de uma arraia-manta. (Foto: livescience.com)

Uma descoberta inusitada está mudando o entendimento dos cientistas sobre uma das relações simbióticas mais conhecidas dos oceanos. Peixes conhecidos como rêmoras, famosos por grudarem em tubarões, baleias e tartarugas marinhas usando um disco de sucção no topo da cabeça, foram flagrados se enfiando dentro da cloaca de arraias-manta para se esconder de ameaças.

O estudo foi publicado na revista científica Ecology and Evolution e detalha um comportamento até então praticamente indocumentado na ciência. Segundo reportagem do portal Live Science, a pesquisa foi liderada por Emily Yeager, doutoranda do Departamento de Biologia e Ecologia Marinha da Universidade de Miami.

A primeira observação documentada ocorreu quando um mergulhador livre se aproximou de uma arraia-manta-do-atlântico adulta, da espécie Mobula yarae, e notou uma rêmora-comum próxima às nadadeiras pélvicas do animal. Assustado com a presença humana, o peixe carona rapidamente se inseriu na abertura cloacal da arraia, que reagiu com um estremecimento antes de seguir nadando com o intruso ainda alojado em seu interior.

A cloaca é um orifício multifuncional dos peixes cartilaginosos, usado para cópula, reprodução e eliminação de resíduos. Para os pesquisadores, encontrar rêmoras se abrigando dentro dessa cavidade representa uma surpresa científica considerável, capaz de reposicionar o que se sabia sobre essa simbiose marinha.

‘Minha primeira reação foi uma combinação de espanto e horror, é incrível que as rêmoras consigam fazer isso, mas imagino que não seja nada divertido para a manta’, afirmou David Shiffman, biólogo independente de conservação marinha sediado em Washington, que não participou do estudo. A frase virou marca do trabalho e expressa o paradoxo de uma descoberta ao mesmo tempo fascinante e perturbadora.

Yeager reuniu dados de cientistas que estudam arraias-manta em diferentes partes do mundo e identificou sete registros do chamado ‘mergulho cloacal’ ao longo de 15 anos. Os casos foram observados em oceanos distintos, das Maldivas à Flórida, e envolveram as três espécies conhecidas de arraias-manta, tanto em indivíduos jovens quanto adultos.

Historicamente, a relação entre rêmoras e seus hospedeiros era classificada como mutualismo, em que ambos se beneficiam, ou comensalismo, em que um se beneficia sem prejudicar o outro. A pesquisadora, no entanto, defende que esse comportamento aponta para uma dinâmica parasitária, algo novo na compreensão da ecologia dessas espécies.

Para as arraias, a sucção e a invasão podem provocar lesões físicas, desconforto e gasto extra de energia em tentativas de se livrar do intruso, além de potencial interferência na reprodução. Yeager destaca que mantas já foram observadas saltando para fora da água ou se esfregando na areia justamente na tentativa de se desvencilhar das rêmoras.

A pesquisadora argumenta que as relações simbióticas não deveriam ser encaixadas em categorias rígidas, mas vistas como um espectro contínuo em que a parceria oscila ao longo do tempo. Ela compara essa fluidez às relações familiares humanas, em que convivência harmônica e conflitos pontuais coexistem dentro de um mesmo vínculo.

Estudos anteriores já sugeriam pistas dessa interação peculiar, com indícios de rêmoras pequenas em cloacas de mantas e até o registro de um exemplar dentro da cloaca de um tubarão-baleia. Pequenas rêmoras também já foram avistadas nas cavidades branquiais de peixes-vela e arraias, indicando que o fenômeno pode ser mais comum do que os registros sugerem, mas raramente flagrado pela ciência.


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Capitão Tavares 🇧🇷

13/05/2026

Mais uma prova de que a patifaria corre solta nesse país. Torram dinheiro público estudando peixe enfiado no traseiro de arraia enquanto o crime organizado dita as regras nas ruas. Depois não entendem por que o povo de bem clama por uma limpeza de verdade, com as Forças Armadas botando ordem nessa zona.

    Ricardo Almeida

    13/05/2026

    Curioso que o senhor critique dinheiro público em pesquisa científica, mas defenda transferi-lo para as mesmas Forças Armadas cujos generais acumulam supersalários enquanto o crime avança. Talvez o incômodo não seja com o desperdício, mas com o tipo de conhecimento que se produz.

Paulo Rocha

13/05/2026

Isso explica muita coisa sobre o estado da ciência hoje, pesquisador se escondendo atrás de arraia enquanto o Brasil pega fogo com essa turma do PT. Deve ser o mesmo instituto que recebe dinheiro público pra estudar cocô de baleia, tudo bancado pela Lei Rouanet do marxismo cultural. Enquanto isso a economia afunda e vão pedir mais impostos — faz o L agora, vai.

    Luizinho 16

    13/05/2026

    Cara, nem todo estudo sobre cu de arraia é marxismo cultural, às vezes é só biologia mesmo, deixa de ser dodói.


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