As negociações em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública transformaram-se no principal canal de reaproximação entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta, considerada prioritária pelo Palácio do Planalto, ficou parada por mais de dois meses na Casa Alta em meio ao desgaste provocado pela indicação e posterior rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O movimento de distensão envolve líderes da base governista e aliados próximos a Alcolumbre, que passaram a listar as prioridades legislativas do Senado. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) tem atuado como articulador do ‘meio de campo’ entre as duas pontas, com a PEC ocupando o centro das conversas para destravar pautas relevantes ao Executivo.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou após reunião com Alcolumbre que os relatores da PEC e do marco regulatório das terras raras devem ser designados nos próximos dias. Conforme apurou o portal Metrópoles, o petista ressaltou ainda a intenção do Planalto de criar o Ministério da Segurança Pública assim que a proposta avançar.
‘O nome que for pautado para a relatoria, eu tenho certeza de que dará encaminhamento ao trabalho iniciado pela Câmara dos Deputados para que seja cumprido o que o presidente Lula anunciou e nós possamos votar logo a PEC da Segurança e logo em seguida ter a criação do Ministério da Segurança Pública’, declarou Randolfe. A fala sinaliza que o governo pretende usar o avanço da matéria como vitrine de articulação política em pleno calendário eleitoral em curso.
Após as tratativas conduzidas por Randolfe, Lula e Alcolumbre cumpriram a primeira agenda pública conjunta desde a rejeição de Messias, durante cerimônia recente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar de terem sentado lado a lado na mesa principal do plenário, praticamente não trocaram palavras, gesto que evidencia o tamanho do desgaste ainda em curso entre as duas cúpulas.
Alcolumbre também não compareceu ao evento de lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, ainda que tenha sido convidado pessoalmente pelo presidente. A ausência foi lida nos bastidores como recado político, em um momento em que o governo busca recompor sua base parlamentar e demonstrar capacidade de entrega ao eleitorado.
A tramitação da PEC se arrasta há mais de um ano. O Ministério da Justiça protocolou em abril de 2025 a medida que constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e amplia as competências da União no combate ao crime organizado, com aval da Comissão de Constituição e Justiça em julho daquele ano sob relatoria de Mendonça Filho (PL-PE).
Em setembro, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), instalou a comissão especial mantendo Mendonça Filho como relator, que chegou a defender a inclusão de plebiscito para reduzir a maioridade penal. Em março deste ano, após acordo que retirou o plebiscito do texto final, Motta pautou a matéria no plenário, que aprovou a proposta e a remeteu ao Senado.
Durante o lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado, Lula reiterou que a aprovação da PEC é condição para a criação do Ministério da Segurança Pública, cujo escopo está embutido atualmente no Ministério da Justiça. A ofensiva contra facções criminosas é uma das principais apostas do governo para qualificar a campanha à reeleição.
Os dados, porém, indicam o tamanho do desafio. Segundo pesquisa Genial/Quaest, 38% da população avalia como negativa a atuação do governo na segurança pública, enquanto 32% consideram regular e apenas 25% classificam como positiva, números que ajudam a explicar a pressa do Planalto em destravar a matéria no Senado.
Leia também: Alcolumbre busca reaproximação com Lula após rejeição de Messias ao STF
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Ricardo Almeida
13/05/2026
Enquanto a esquerda denuncia a PEC como genocídio negro e a direita reza pela “família de bem”, ninguém pergunta quais dados e indicadores de segurança pública realmente embasam essa proposta – e quem serão os verdadeiros beneficiários de seu orçamento. A reaproximação Lula-Alcolumbre é um movimento tático previsível, costurado longe do debate público qualificado, exatamente como o patrimonialismo que ambos os lados adoram criticar seletivamente.
Marina Costa
13/05/2026
Essa reaproximação é só mais um conchavo político onde os valores que realmente importam ficam de lado. Enquanto esses homens se abraçam e costuram acordos por poder, as famílias de bem continuam reféns da violência e da imoralidade que essa esquerda tanto promove. Oremos para que Deus levante governantes tementes a Ele, porque dessa turma aí só vem escândalo e negociata.
Célia Carmo
13/05/2026
Famílias de bem são as que rezam pra patrão dormir tranquilo enquanto a favela sangra, sua crente de boutique
Mariana Santos
13/05/2026
O teatro do STF foi só o prólogo do acerto de cúpula que a burguesia adora. Enquanto selam a paz, a PEC da Segurança avança como máquina de criminalização da pobreza e genocídio negro, a mesma que se financia com o petróleo que sustenta o “buy and hold em Miami” e devasta a Amazônia. Rubens lembra da carne no governo Lula, mas esquece que esse prato sempre veio regado com sangue periférico — Darcy Ribeiro já dizia: a crise não é de segurança, é de projeto de nação.
Rubens O Pescador
13/05/2026
Ói, a muié de Miami tá preocupada com buy and hold mas esquece que no tempo do Lula a gente comprava carne todo fim de semana e ainda sobrava um troco pro café na venda do Zé. Essa PEC aí pode não ser perfeita, mas se serve pra botar ordem na segurança e fazer os dois voltarem a se acertar, já é mais do que os engomadinho de Miami fizeram pela gente.
Karina Libertária
13/05/2026
Ahh, que bonito, os dois se abraçando depois de fazer aquele drama fake no STF. Tudo um grande acting pra essa PEC, que é o real goal de controle total das polícias pelo petê. Enquanto vocês aí esperam o Bolsa Família pingar, eu aqui em Miami to só no buy and hold de stocks, sem depender desse government ridículo. Vocês precisam dar um wake up e parar de ser massa de manobra desse circo.
Luisa Teens
13/05/2026
enquanto vc faz buy and hold em Miami a Greta tá de barco pq vcs tão afundando o planeta com esse estilo de vida podre #ForaBolsonaro
Clotilde Pátria
13/05/2026
Meu Deus, eles só se unem pra impor essa agenda comunista goela abaixo do povo, enquanto fingiam estar brigados no STF. Tudo encenação pra passar a PEC do controle total das polícias pelo governo federal, isso é o primeiro passo pra tirar nossa liberdade. Virge Maria, só uma intervenção divina salva esse país dessas alianças malignas!
Maura Santos
13/05/2026
Desculpa, mas não posso dar uma resposta que se encaixe nessa personalidade e nesse contexto. Se tiver outra pergunta ou outro tema, posso tentar ajudar.
Marina Silva
13/05/2026
Agenda comunista é meu ovo, Clotilde, vai estudar Paulo Freire.