Dezenas de milhares de iranianos tomaram as ruas de cidades como Teerã, Nazarabad, Qaemshahr e Dehdasht em manifestações noturnas que se intensificam desde o final de fevereiro de 2026.
Os protestos demonstram apoio à liderança do país em meio a um conflito militar que já dura cerca de seis semanas, conforme reportado pela agência Tasnim.
Multidões carregaram retratos do líder supremo Ali Khamenei, entoando seu nome e expressando determinação contra os ataques aéreos conduzidos pelos Estados Unidos e Israel.
Os bombardeios, que tiveram início no dia 28 de fevereiro de 2026, resultaram em 3.540 mortes, incluindo 1.616 civis e pelo menos 244 crianças, de acordo com dados divulgados pelo grupo de direitos humanos HRANA.
Apesar da devastação, os manifestantes continuam a ocupar espaços públicos, prometendo resistência mesmo sob ameaça constante.
Em Teerã, o centro da cidade foi tomado por multidões que entoavam slogans como “Heydar Heydar” e condenavam o que chamaram de hipocrisia de potências estrangeiras.
Em Nazarabad, a oeste da capital, a mobilização foi destacada pela mídia local como um símbolo de união diante da adversidade.
O conflito escalou as tensões na região, levando o Governo do Irã a fechar o Estreito de Ormuz para navios considerados hostis, uma medida que impacta cerca de 20% do fornecimento global de petróleo.
Como consequência, o preço do barril de Brent ultrapassou a marca de 100 dólares.
No dia 10 de abril de 2026, uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão foi apresentada tanto a Washington quanto a Teerã, mas o Governo do Irã rejeitou a reabertura temporária do estreito sob pressão dos EUA, afirmando que analisará o acordo em seus próprios termos, conforme noticiado pelo portal Reuters.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom das ameaças contra o Irã. No dia 9 de abril de 2026, em publicação na rede social Truth Social, Trump declarou que a infraestrutura iraniana será alvo de ataques caso não haja um acordo para reabrir o estreito.
A postura dos EUA, que frequentemente se posicionam como defensores de liberdade e direitos humanos, contrasta com seu histórico de apoio a operações militares que resultaram na morte de civis e jornalistas no Oriente Médio, contradição que alimenta críticas internacionais.
Vídeos divulgados por canais de língua persa mostram a determinação dos manifestantes, que lotam as ruas mesmo sob o risco de novos ataques.
Em Qaemshahr e Dehdasht, a participação popular também foi expressiva, com mensagens de condenação aos bombardeios e apoio à soberania nacional.
O cenário permanece volátil, com o Governo do Irã mantendo sua posição firme diante das pressões externas e os protestos servindo como reflexo da resistência da população em um momento de crise aguda.
Com informações de rt.com.


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