O vice-primeiro-ministro russo Alexander Novak anunciou a suspensão do transporte de petróleo do Cazaquistão para a Alemanha pelo oleoduto Druzhba.
Os volumes serão redirecionados para outras rotas logísticas a partir de 1º de maio em razão de limitações técnicas na infraestrutura. Novak explicou que a medida corresponde à capacidade operacional atual do sistema.
Ele lembrou que a Alemanha já havia abandonado as importações diretas de petróleo russo após as sanções impostas pela União Europeia. O anúncio foi realizado em Moscou, conforme noticiou o Al Jazeera.
A decisão reforça a reconfiguração dos fluxos energéticos no continente europeu. O oleoduto Druzhba possui ramificações que atravessam Ucrânia, Belarus, Polônia e Hungria antes de chegar à Alemanha.
A suspensão afeta sobretudo a refinaria PCK, localizada a cerca de 100 quilômetros de Berlim. A refinaria responde por quase todo o fornecimento de gasolina, querosene e combustível de aquecimento para a capital alemã e seu aeroporto.
Os ministérios da Energia do Cazaquistão e da Economia da Alemanha confirmaram que não há previsão de fluxo pelo Druzhba no próximo mês. A empresa estatal russa Rosneft, por meio de sua subsidiária alemã, avalia o impacto da medida.
A companhia garantiu que adaptará suas operações para cumprir os contratos e preservar a segurança do abastecimento. O governo alemão minimizou o risco de desabastecimento no país.
As autoridades admitiram que a refinaria PCK poderá operar com capacidade reduzida até a consolidação de novas rotas de importação. Essas alternativas incluem transporte marítimo e ferroviário de petróleo de outras origens.
Analistas do setor consideram que o impacto imediato sobre o mercado alemão será limitado. O gesto de Moscou evidencia a fragmentação persistente dos suprimentos energéticos entre Rússia e Europa.
A Alemanha acelera a diversificação de fornecedores junto a nações do Oriente Médio e da África. Esses novos acordos geram custos de transporte mais elevados e desafios operacionais adicionais.
O episódio demonstra a ligação direta entre decisões políticas e infraestrutura energética no continente. A interdependência dessas redes continua a moldar o abastecimento de vários países europeus.
Com informações de ALJAZEERA.
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