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Minas Gerais acumula mais de 380 mil ações previdenciárias pendentes na Justiça

15 Comentários🗣️🔥 Fachada do prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). (Foto: metropoles.com) Minas Gerais acumula 380.832 ações previdenciárias pendentes de julgamento na Justiça. Os dados constam do painel Justiça em Números do Conselho Nacional de Justiça e envolvem principalmente processos contra o INSS. Desse total, 42.476 ações estão suspensas por diferentes razões. O […]

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Fachada do prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). (Foto: metropoles.com)

Minas Gerais acumula 380.832 ações previdenciárias pendentes de julgamento na Justiça. Os dados constam do painel Justiça em Números do Conselho Nacional de Justiça e envolvem principalmente processos contra o INSS.

Desse total, 42.476 ações estão suspensas por diferentes razões. O volume de processos pendentes líquidos atinge, portanto, 338.356 casos que aguardam decisão efetiva.

Nos primeiros meses de 2026, o ritmo de julgamentos superou a entrada de novas demandas. Foram protocoladas 38.825 ações enquanto 44.470 processos receberam sentença.

Até março, ocorreram 12.168 homologações de acordo entre as partes. Outras 8.662 decisões foram favoráveis aos segurados e 12.819 foram julgadas improcedentes.

Além disso, 7.613 processos foram encerrados sem análise de mérito. O balanço aponta esforço do Judiciário para reduzir o estoque acumulado ao longo dos anos.

Um caso emblemático foi julgado na comarca de Patrocínio. O juiz Gustavo Obata Trevisan, da 2ª Vara Cível, reconheceu o direito de um motorista de caminhão ao auxílio-acidente.

O trabalhador sofreu acidente em 2008 e desenvolveu osteoartrose com limitações permanentes no joelho esquerdo, conforme laudo pericial. Ele aguardou quase duas décadas até obter o benefício na Justiça.

O magistrado aplicou o entendimento do Superior Tribunal de Justiça fixado no Tema 862. A decisão determina o pagamento do auxílio-acidente a partir do dia seguinte ao término do auxílio-doença.

O número de novas ações previdenciárias em Minas Gerais praticamente dobrou em um ano. O volume passou de 107.823 processos em 2022 para 212.666 em 2023.

Em 2024, o total atingiu 227.192 novas ações e alcançou 261.455 em 2025. O crescimento constante alimenta o passivo que se arrasta há anos na Justiça mineira.

Deficiências na análise administrativa dos pedidos pelo INSS explicam parte da judicialização em massa. A insuficiência de servidores contribui diretamente para a transferência de milhares de casos ao Poder Judiciário.

Essa transferência gera custos adicionais ao erário, com retroativos e correções monetárias. O portal Metrópoles detalhou os números extraídos do painel do CNJ.


Leia também: CPMI quebra sigilos de lobista, ex-diretores do INSS e associações de aposentados


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Celio Fazendeiro

23/04/2026

Mais de 380 mil ações paradas? Isso mostra o tamanho da ineficiência dessa máquina pública emperrada. Enquanto o povo espera anos por um direito básico, o funcionalismo segue intocado, com estabilidade e mordomia. É por isso que o Brasil não anda — falta gestão e sobra burocracia.

Jeferson da Silva

23/04/2026

Isso é o retrato do abandono do trabalhador brasileiro. O cara rala a vida toda, paga INSS direitinho, e quando precisa, tem que esperar anos por um direito básico. Enquanto isso, tem político falando em “empreender” como se aposentadoria fosse luxo. É desrespeito com quem constrói esse país.

Beto Engenheiro

23/04/2026

Isso é o retrato da falta de estrutura e investimento. Se o governo colocasse metade do esforço que gasta em conversa fiada na construção de sistemas e processos eficientes, essas ações não se empilhariam. Falta gestão e planejamento — e sobra burocracia.

Luciana

23/04/2026

É muita gente esperando resposta enquanto a vida segue apertada, né? O povo precisa do benefício pra botar comida na mesa, não pra ficar rodando em papelada. Justiça lenta é o mesmo que injustiça pra quem depende do INSS pra sobreviver.

Carlos A. Mendes

23/04/2026

É impressionante como o sistema trava justamente pra quem mais precisa. Se o INSS funcionasse direito, metade dessas ações nem existiria. Falta gestão e vontade política — e não é questão de esquerda ou direita, é de eficiência mesmo.

Zizi

23/04/2026

Olha, meus queridos, essa notícia é um retrato doloroso do nosso país, especialmente de Minas, minha terra amada. São mais de 380 mil ações previdenciárias paradas, e cada número desses representa uma pessoa real — um trabalhador, uma viúva, um idoso — que dedicou a vida inteira ao trabalho e agora precisa implorar por um direito que já é seu. O problema não é novo, mas se arrasta há décadas, sempre agravado pelos períodos em que o Estado foi tratado como inimigo do povo e não como seu servidor. Nos tempos de governo neoliberal, o INSS virou símbolo de descaso. Cortaram pessoal, precarizaram o atendimento e empurraram o cidadão para aplicativos e filas virtuais, como se todos tivessem internet rápida e paciência infinita. O resultado está aí: pilhas de processos, gente morrendo antes de receber o que lhe é devido. Quando Lula fala em reestruturar o serviço público e valorizar o servidor, é disso que ele está falando — de devolver humanidade ao Estado, de fazer com que o aposentado não precise virar estatística de processo judicial. É curioso ver os meninos mal-educados, esses liberais de internet, dizerem que o problema é “burocracia”. Ora, burocracia é o nome bonito que eles dão para o desmonte do serviço público. O que falta é investimento, é concurso, é respeito pelo trabalhador que move o país. O sistema previdenciário não é favor; é conquista social, fruto de luta de gerações. Enquanto a Justiça se afoga em processos e o povo espera, devemos lembrar que cada ação dessas é um grito por dignidade. Que Minas, com sua tradição de luta e trabalho, seja também palco de uma virada: menos papel, mais gente cuidando de gente. Porque aposentadoria não é esmola — é direito, e direito não se pede de joelhos.

Renato Professor

23/04/2026

É o retrato perfeito de um Estado que terceirizou a dignidade do trabalhador à burocracia. Quando o sistema previdenciário vira um labirinto judicial, o problema não é a fila — é o modelo. A economia solidária, se compreendida de forma científica, mostra que há outras formas de organizar o sustento coletivo sem submeter o cidadão a esse calvário jurídico.

Rick Ancap

23/04/2026

Mais um belo exemplo de como o “Estado salvador” só serve pra travar a vida de todo mundo.

    Rubens O Pescador

    23/04/2026

    Ô Rick, fácil falar mal do Estado quando a barriga tá cheia, né? Lá no tempo do Lula o povo do interior recebia o benefício e ainda sobrava pra um churrasquinho no fim de semana. Hoje o caboclo tem que escolher entre o remédio e o feijão.

Fernando O.

23/04/2026

É impressionante como o sistema previdenciário brasileiro continua emperrado. São centenas de milhares de pessoas esperando por algo que deveria ser direito básico. Em vez de discurso vazio, o governo precisa investir em gestão e tecnologia pra destravar essa fila absurda.

Zé Trovãozinho

23/04/2026

Mais um retrato do caos que o Estado cria e não resolve. O cidadão passa a vida contribuindo e, na hora de receber, enfrenta uma fila sem fim. Isso é o retrato da nossa “eficiência” estatal, estilo Cuba do Norte. Depois reclamam quando o povo perde a paciência.

    Alice T.

    23/04/2026

    Zé, engraçado que quando é banco ou plano de saúde enrolando o povo, ninguém fala em “caos privado”. O problema não é o Estado existir, é ele ser capturado por quem acha normal pobre esperar e rico furar fila.

    Mariana Ambiental

    23/04/2026

    Zé, o caos não nasce do nada — é fruto de décadas de desmonte e privatização disfarçada de “eficiência”. O Estado que você critica é o mesmo que o agronegócio e os bancos adoram capturar pra servir aos deles, não ao povo que trabalha.

Tonho Patriota

23/04/2026

Isso é culpa do LADRÃO do LULA, faz o L aí pra ver se o INSS paga mais rápido!

    Augusto Silva

    23/04/2026

    Tonho, o problema vem de décadas de sucateamento e cortes no serviço público — justamente o que tua turma aplaudia. Agora que o governo tenta reconstruir o INSS, vocês fingem que a bagunça nasceu ontem.


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