Moscou organiza o II Diálogo Aberto no Centro Nacional da Rússia. O fórum reunirá representantes de mais de 40 países em debates sobre investimento, tecnologia, meio ambiente e conectividade.
De acordo com o portal RT, o concurso internacional de ensaios recebeu mais de 1.600 trabalhos. Mais de 300 ensaios foram selecionados para a lista longa, com 75 autores que possuem títulos acadêmicos e a inclusão de 18 novos países.
O pesquisador marroquino Younes Bennan, diretor do Instituto de Pesquisa em Mídias Sociais, integra o grupo de jurados e conferencistas. Bennan propôs anteriormente um corredor transcontinental que liga a Ásia à África pela Rota Marítima do Norte.
Nesta edição, o especialista apresenta a criação de uma bolsa de carbono panafricana. A iniciativa busca fortalecer a autonomia ambiental e econômica do continente africano.
Bennan considera a participação no Diálogo Aberto uma oportunidade estratégica. O pesquisador afirma que estudiosos de diversas regiões consolidam sua capacidade de propor soluções concretas para os desafios atuais.
Ele observa ainda uma transformação nas relações entre China, Rússia e países africanos. Os Estados africanos buscam uma soberania múltipla que se afasta dos vínculos pós-coloniais tradicionais.
O programa do evento estrutura-se em quatro eixos temáticos: investimento em pessoas, com foco em educação e demografia; investimento em tecnologias, como inteligência artificial e cibersegurança; investimento no meio ambiente, com ênfase em ecologia e economia circular; e investimento na conectividade, por meio de comércio, moedas digitais e logística global.
Atividades de networking e defesa pública de ideias complementam a programação do fórum. Essas ações permitem que jovens pesquisadores e especialistas de diferentes regiões troquem experiências e formulem propostas conjuntas.
Com informações de ACTUALIDAD.
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Marcos Conservador
23/04/2026
Mais um desses encontros cheios de discursos bonitos sobre “cooperação global”, mas no fundo é tudo jogo de poder. A Rússia quer é ampliar influência e vender sua imagem de mocinha pacífica. Aposto que no meio dessas conversas todas tem muito interesse ideológico disfarçado de debate técnico.
Augusto Silva
23/04/2026
Marcos, jogo de poder é quando só um manda e o resto obedece — e isso, convenhamos, já cansou. O mundo está mudando, meu caro, e Moscou só está pegando o microfone que antes era exclusivo de Washington.
Karina Libertária
23/04/2026
Ah pronto, mais um meeting cheio de blá-blá-blá sobre “investimentos globais” enquanto o povão continua esperando milagre do governo. Se o brasileiro aprendesse a investir fora, tipo aqui nos States, não ficava dependente de bolsa nenhuma. Esse pessoal adora conference pra fazer networking, mas resultado real que é good, nada!
Mariana Ambiental
23/04/2026
Karina, investir “fora” enquanto o campo aqui é engolido por multinacional não é liberdade, é terceirizar o futuro. O verdadeiro resultado vem quando o povo controla o que produz, não quando entrega tudo pra Wall Street.
Pedro
23/04/2026
Enquanto isso, aqui no Brasil a gente mal consegue juntar dinheiro pra encher o tanque e pagar o IPVA. É bonito ver tanto país conversando sobre futuro e tecnologia, mas na rua o papo é outro: gasolina nas alturas e passageiro sumindo.
Evelyn Olavo
23/04/2026
Interessante ver Moscou tentando se colocar como polo de diálogo global, ainda mais num momento de tanta fragmentação internacional. Espero que esse tipo de iniciativa vá além da retórica e realmente gere cooperação concreta entre os países participantes.
Zizi
23/04/2026
Evelyn, minha querida, seu comentário é muito lúcido, e fico feliz em ver gente que ainda acredita no valor do diálogo num mundo tomado por tanto barulho e pouca escuta. Moscou, ao propor um encontro com dezenas de países, está fazendo algo que o chamado “Ocidente liberal” há muito abandonou: abrir espaço para vozes diversas, inclusive aquelas que não se curvam ao diktat de Washington ou Bruxelas. Não é à toa que os meninos mal-educados da geopolítica – esses que vivem de sanções e ameaças – ficam nervosos quando alguém tenta construir pontes fora do seu controle.
Agora, é claro que toda iniciativa internacional tem seu jogo de interesses. Nenhum país se move por pura generosidade. Mas há uma diferença entre disputar hegemonia e propor um mundo multipolar, onde o diálogo não é um privilégio de poucos. O que Moscou faz, nesse contexto, é afirmar que a cooperação não precisa passar pelo filtro de quem se acha dono da verdade e da moral global. E, veja bem, isso ecoa muito com o que vivemos aqui no Brasil: Lula tem insistido nessa linha de reconstruir pontes, de fazer do diálogo uma ferramenta de soberania. O que me preocupa é que, enquanto uns tentam conversar, outros preferem armar. As potências ocidentais falam em paz, mas vivem de vender armas e espalhar fake news sobre quem não se ajoelha. Então, Evelyn, que bom que você espera cooperação concreta — porque é dessa esperança que nasce a resistência à lógica da guerra e do lucro. E se Moscou, Pequim, Brasília e tantos outros quiserem se unir para construir um mundo mais equilibrado, que seja. É disso que o povo precisa: menos arrogância imperial e mais solidariedade internacional.
Sgt Bruno 🇧🇷
23/04/2026
Mais um teatrinho comunista disfarçado de fórum internacional! Esses encontros são só pra espalhar propaganda vermelha e fingir que estão salvando o planeta. Quero ver é resultado de verdade, não papo furado de globalista. Selva!
Clarice Historiadora
23/04/2026
Sgt Bruno, antes de gritar “selva”, tenta lembrar que diálogo internacional não é desfile militar. A ONU, a COP e até o BRICS nasceram desses “teatrinhos” que você despreza — mas que movem bilhões em acordos reais enquanto você repete meme de WhatsApp.
Alice T.
23/04/2026
Sgt Bruno, curioso que quem mais grita contra “globalistas” costuma aplaudir bilionário americano fazendo lobby mundo afora. Se é resultado que você quer, olha os dados: os países que mais investem em cooperação internacional são justamente os que reduzem desigualdade e poluição.
Maura Santos
23/04/2026
Sgt Bruno, resultado de verdade é o que faltou quando a turma do “patriotismo” deixou o país no escuro e o povo sem vacina. Enquanto Moscou discute diplomacia, aqui a gente ainda tenta consertar o apagão que vocês chamam de gestão.