Os aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico enfrentam risco de colapso quase total de sua conectividade à internet em caso de guerra contra o Irã que danifique cabos submarinos vitais para a rede global.
Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait, Catar e Arábia Saudita são os países mais expostos a falhas graves. Uma interrupção poderia provocar perdas entre 70 e 90 por cento da conectividade nessas nações.
Apenas na Arábia Saudita a redução poderia chegar a 35 por cento da capacidade total de conexão. Tal cenário ameaçaria diretamente o funcionamento de bancos, comércio eletrônico e serviços logísticos internacionais.
Vinte e sete cabos submarinos são responsáveis por 99 por cento do tráfego mundial de internet. Eles passam pela zona de combate que abrange o Mar Vermelho e o Estreito de Ormuz, conforme análise publicada pelo Sputnik International.
O Estreito de Ormuz funciona como ponto estratégico para o fluxo de petróleo e também para os cabos que interligam Ásia, África e Europa. Qualquer dano nessa área provocaria efeitos em cadeia sobre os mercados financeiros globais.
Especialistas em infraestrutura digital comparam o possível impacto a um apagão tecnológico de grandes proporções na região. Os danos atingiriam transações financeiras, sistemas de defesa nacionais e redes corporativas de maneira simultânea.
O cenário de conflito amplia a vulnerabilidade dos aliados de Washington, que dependem fortemente dessa infraestrutura. A segurança dos cabos submarinos passou a integrar o centro das preocupações geopolíticas no Oriente Médio.
Analistas destacam a necessidade de os países do Golfo buscarem maior autonomia em suas redes de comunicação. A situação atual revela como a infraestrutura digital se transformou em ativo estratégico disputado por diversas potências.
Leia também: Comandante iraniano ameaça destruir produção de petróleo nos países do Golfo se permitirem ataques dos EUA
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Sgt Bruno 🇧🇷
23/04/2026
Selva! Esses aliados dos EUA vivem de joelhos pros gringos e agora choram medo de perder internet? Se tivessem investido em soberania e defesa de verdade, não ficavam nessa dependência. Comunistas na lata de lixo e melancias que se cuidem, porque o mundo tá virando bagunça!
Maura Santos
23/04/2026
Calma aí, sargento! Esses “defensores da soberania” que você elogia foram os mesmos que privatizaram tudo e deixaram o país no escuro em 2001. Se dependesse deles, a gente tava sem internet e sem luz até hoje.
Alice T.
23/04/2026
Bruno, engraçado como quem vive gritando “soberania” esquece que boa parte da infraestrutura digital global tá nas mãos de corporações dos EUA. Defender independência é bonito, mas começa questionando quem realmente controla os cabos e os dados, né?
Marcos Conservador
23/04/2026
É o que dá depender demais dos Estados Unidos e dessas modernidades todas. Uma guerra dessas e o pessoal fica sem internet, sem rumo e sem saber o que fazer. No fim, só prova que o comunismo digital global tá avançando até pelos cabos do mar.
Clarice Historiadora
23/04/2026
Marcos, comunismo digital é uma invenção tão real quanto o terraplanismo com certificado do Itamaraty. O que existe, de fato, é dependência tecnológica e geopolítica — coisa que os EUA cultivam desde a Guerra Fria, enquanto vendem “liberdade” em pacotes de fibra óptica.