O Irã anunciou que o controle total do estreito de Ormuz passou para a responsabilidade da Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.
As agências Fars e Tasnim divulgaram vídeos que mostram dezenas de embarcações aguardando autorização para atravessar a passagem estratégica. As imagens revelam patrulhas navais ativas e cargueiros detidos após tentarem ingressar sem permissão das autoridades iranianas.
Segundo a agência Tasnim, é a primeira vez que a Marinha do CGRI exerce vigilância inteligente e controle absoluto sobre toda a extensão do estreito. Os vídeos mostram oficiais iranianos afirmando que nenhuma embarcação pode cruzar a via sem o aval de Teerã.
A medida reforça a soberania da República Islâmica sobre uma das rotas mais vitais para o transporte global de petróleo. O domínio efetivo sobre essa rota confere ao Irã influência significativa no fluxo energético mundial.
O governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, prorrogou um cessar-fogo com o Irã. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, afirmou que Teerã não solicitou essa prorrogação e interpretou o gesto como sinal de recuo norte-americano.
Baghaei anunciou o afastamento temporário das negociações diante da manutenção do bloqueio marítimo imposto pelas forças dos EUA na região. O representante permanente do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, declarou que as conversações em Islamabad serão retomadas apenas quando Washington suspender o bloqueio naval.
Iravani reforçou o compromisso iraniano com a estabilidade regional sem aceitar imposições externas. A ação da Guarda Revolucionária demonstra a capacidade de dissuasão do Irã diante das pressões imperialistas na região.
O estreito de Ormuz responde por cerca de um quinto do petróleo transportado mundialmente. A passagem conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e representa ponto central de tensão geopolítica há décadas.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
Leia também: Guarda Revolucionária do Irã apreende navios e eleva tensão no Estreito de Ormuz
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Rubens O Pescador
24/04/2026
Essas brigas lá no Oriente só mostram o quanto o mundo fica refém do petróleo. Aqui no interior, o que a gente quer mesmo é paz e comida na mesa, como tinha no tempo em que o povo podia encher o tanque e ainda sobrar pra carne e feijão. Hoje é tudo incerteza e preço alto, e o povo que paga a conta.
Carlos A. Mendes
24/04/2026
Mais uma confusão no Oriente Médio que vai respingar no preço do combustível por aqui. O mundo inteiro depende desse estreito, então qualquer faísca ali vira incêndio global. E a gente, como sempre, paga a conta.
Karina Libertária
24/04/2026
Ah pronto, mais uma crise que vai fazer o preço da gasolina subir e o povo vai correr pra culpar “o mercado”. Hello, gente, quem tem grana já tá investindo fora faz tempo! Enquanto isso, o pessoal aí no Brasil segue esperando milagre de governo e bolsa. Wake up!
Renato Professor
24/04/2026
Karina, essa pressa em culpar “o governo” revela desconhecimento básico sobre interdependência econômica. O mercado de combustíveis é global, e até quem “investe fora” depende da estabilidade que governos constroem — inclusive no Brasil.
Alice T.
24/04/2026
Karina, engraçado como os “livres de mercado” somem quando o petróleo dispara e o bilionário precisa de subsídio, né? O povo paga a conta enquanto quem “investiu fora” lucra com o caos que ajudou a criar.