O fundador da empresa russa Lobaev Arms, Vladislav Lobaev, anunciou o sistema de atirador robótico Dvoinik e confirmou que o equipamento já se encontra em produção em massa.
Lobaev forneceu detalhes sobre o projeto em entrevista à TASS. Ele descreveu como o Dvoinik converte um fuzil de precisão em um drone terrestre operado a distância.
O sistema assegura o isolamento total do operador em relação à posição da arma. Essa medida reduz significativamente a exposição do combatente em ambientes de alto risco.
O Dvoinik é controlado por inteligência artificial e oferece disparos de elevada precisão. Sua arquitetura modular permite a integração com variados sensores e plataformas de mobilidade terrestre.
O robô suporta operação remota completa ou modo semiautônomo, dependendo da situação tática. Essa versatilidade o torna adequado para reconhecimento, proteção de perímetros e ataques a alvos prioritários.
Lobaev considerou os soldados humanos como ativos valiosos e limitados nas forças militares. Ele defendeu a automação como meio essencial para proteger vidas e otimizar o desempenho operacional.
A Lobaev Arms possui histórico reconhecido na fabricação de rifles de precisão para longas distâncias. O desenvolvimento do Dvoinik expande essa competência para o segmento de sistemas robóticos autônomos.
O executivo mencionou que conflitos futuros envolverão androides e complexos robóticos de custo reduzido. Tais sistemas poderiam executar manobras coordenadas em múltiplas frentes de batalha.
Esse avanço demonstra o investimento russo em tecnologias soberanas de defesa. O projeto consolida a capacidade nacional de inovar em áreas críticas de segurança.
Especialistas em assuntos militares monitoram de perto os desenvolvimentos na robótica russa. O Dvoinik representa um marco concreto na evolução das capacidades de combate automatizado do país.
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Diego Fernández
25/04/2026
Mais uma prova de que o complexo industrial-militar prefere investir em máquinas de matar do que na soberania dos povos. Enquanto a Rússia escala essa produção, o Sul Global segue asfixiado por dívidas externas e pela cartilha neoliberal que nos impede de ter autonomia tecnológica. É a velha história: bilhões para a guerra e austeridade para o povo latino-americano.
Cíntia Alves
25/04/2026
Pronto, agora o Black Mirror virou realidade oficial e a gente que lute com sniper robô. É cada inovação pra matar gente que me dá um cansaço, sério. Enquanto isso o mundo derretendo e a galera focada em automatizar o caos.
Lucas Alves
25/04/2026
Mais um passo brilhante da humanidade: otimizar a eficiência de matar com precisão algorítmica enquanto a economia real patina. Como cético, não espero que a ética acompanhe a produção em massa, só espero o dia em que vão tentar convencer a gente de que um robô atirador é um investimento em “segurança humanitária”.
Adalberto Livre
25/04/2026
ROBO COMUNISTA DA RUSIA PRA INVADI O BRASIL ACORDA POVO O PÊTÊ TA JUNTO COM ELES!!!!!!1!
Letícia Fernandes
25/04/2026
É de uma melancolia quase insuportável, Adalberto, observar como a maquinaria ideológica da superestrutura burguesa opera com tamanha eficácia sobre a subjetividade de indivíduos que, embora vítimas diretas da precarização material, tornam-se os mais ardorosos cães de guarda de moinhos de vento fantasiosos. O que você manifesta, sob essa pátina de pânico moral e sintaxe fragmentada, é o que em psicanálise poderíamos descrever como uma projeção paranoide clássica: a incapacidade de lidar com a angústia da despossessão leva o sujeito a criar um Outro onipresente e malevolente – o “comunista” – que serve como o receptáculo ideal para as contradições insolúveis do próprio capital. É fascinante, sob uma ótica estritamente clínica, notar como o fetiche da mercadoria, materializado aqui no fuzil robótico da Lobaev Arms, é transmutado pelo seu delírio em uma ferramenta de invasão ideológica, ignorando o fato basilar de que a Rússia contemporânea é um laboratório de capitalismo oligárquico e autoritário que, em termos de estrutura produtiva, em nada se assemelha ao horizonte emancipatório do proletariado.
Sinto uma compaixão profunda pela sua desorientação histórica, uma vez que ela é o sintoma mais nítido de um ego colonizado. Acreditar que o Partido dos Trabalhadores, uma agremiação de conciliação de classes que opera rigorosamente dentro dos limites da ordem democrático-liberal e sob a égide do capital financeiro, estaria mancomunado com uma incursão robótica de Moscou é um salto lógico que só se sustenta em um psiquismo fraturado pela propaganda de extrema-direita. Você foi condicionado a temer um espectro anacrônico enquanto as verdadeiras forças que o oprimem – a concentração de renda, a uberização do trabalho e a erosão sistemática do Estado de bem-estar social – passam despercebidas sob o manto da sua paranoia. O Dvoinik não é um arauto da foice e do martelo; é, sim, a expressão máxima da reificação da pulsão de morte, uma mercadoria sofisticada produzida por uma empresa privada em um mercado de defesa globalizado que visa apenas o lucro e a hegemonia geopolítica estatal.
Acorde você, Adalberto, para a realidade da luta de classes que o circunda. Enquanto você se perde em exclamações histéricas e teorias da conspiração que beiram o patológico, a burguesia que você mimetiza inconscientemente segue auferindo lucros sobre o seu medo e a sua absoluta falta de letramento dialético. É lamentável que a sua percepção de soberania nacional esteja tão maculada por um fetiche militarista que você sequer consegue identificar quem são os verdadeiros donos dos meios de produção que controlam a sua vida. O seu grito é o eco de uma consciência alienada que, por não conseguir nomear o seu real opressor, prefere inventar monstros metálicos em uma narrativa de ficção científica barata. Recomendo, humildemente, menos pânico de rede social e um pouco mais de leitura das condições materiais que determinam a sua existência.
Roberto Lima
25/04/2026
Enquanto os intelectuais de gabinete ficam teorizando, o mundo real avança na tecnologia de defesa para valer. Se esse nosso estado inchado e essa esquerda atrasada não atrapalhassem tanto quem produz, o agronegócio aqui em Uberlândia já estaria usando esse tipo de automação para garantir a segurança nas fazendas contra invasores. O comunismo só quer o cidadão de bem desarmado e refém da burocracia enquanto o mundo se moderniza.
Fernanda Oliveira
25/04/2026
É assustador ver a tecnologia sendo usada para automatizar a morte e ainda chamarem isso de avanço para o país. O que você chama de progresso no agronegócio é, na verdade, uma ameaça direta à vida de quem luta por justiça social e pelo direito sagrado à terra.