Centenas de sírios se reuniram no centro de Damasco para protestar contra o aumento do custo de vida. Os manifestantes denunciaram a inflação, a falta de serviços essenciais e a necessidade de maiores liberdades civis.
O correspondente da RFI Mohamed Errami registrou a presença de dois grupos com posições opostas no local. Manifestantes cobravam condições econômicas melhores enquanto apoiadores das novas autoridades sírias pediam paciência e estabilidade.
Um participante de 41 anos chamado Mohamed relatou ter sofrido agressão ao tentar expor suas queixas. Ele destacou os cortes frequentes de energia elétrica e o encarecimento dos produtos básicos que afetam o cotidiano da população.
Outro manifestante, originário do leste do país, manifestou apoio às novas autoridades sírias. Ele afirmou que alguns organizadores do protesto teriam atuado em colaboração com o antigo governo de Bashar al-Assad.
Segundo o portal da RFI, o protesto simboliza uma fase de maior abertura na vida pública síria. A população começa a expressar abertamente suas frustrações após a queda do governo anterior.
A economia síria sofre com inflação alta e infraestrutura bastante debilitada após mais de uma década de guerra. A falta de energia elétrica regular e o preço elevado dos alimentos tornaram-se os principais motivos de insatisfação entre os cidadãos.
Agentes de segurança acompanharam de perto toda a mobilização na capital. A polarização observada entre os participantes revela as dificuldades para a consolidação de um novo quadro político na Síria.
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Renato Professor
30/04/2026
É lamentável observar como a indigência intelectual de certos comentários reduz a complexidade geopolítica síria a um binarismo teológico ou a uma apologia tacanha ao extrativismo predatório. A inflação em Damasco é o sintoma terminal de sistemas que ignoram o cooperativismo e a autogestão, as únicas vias científicas para a resiliência em cenários de crise aguda. Falta-lhes a devida propedêutica em economia solidária para compreender que o lucro desenfreado, seja no agro ou na guerra, é o que realmente esvazia o prato do povo.
Marcus Almeida
30/04/2026
É o que acontece quando o Estado se torna um deus e abandona os princípios da liberdade e da família. Como diz a Escritura, quando o ímpio governa, o povo geme, e é triste ver essa esquerda ignorando que a miséria é fruto do autoritarismo e da falta de temor ao Senhor. Que Deus tenha misericórdia daquelas famílias que só querem o pão de cada dia longe da corrupção e da opressão.
Celio Fazendeiro
29/04/2026
Esses sirio ai tao passando fome pq nao decharao o agro trabalha em paz. Se tivesse trator pra derruba tudo as mata e expulsa esses indio vagabundo de la o preço do pao ja tinha caido. Aqui no brasil nois sabe q o progresso vem do desmatamento e quem reclama tem que se ferra mesmo!!!
Caio Vieira
29/04/2026
Caro Célio, sua leitura padece de uma miopia teleológica que confunde o legítimo ethos empreendedor das massas com a hegemonia predatória de um modelo que promove o epistemicídio das culturas locais. O que assistimos na Síria é o esgarçamento do tecido social provocado por uma ideologia que sacrifica a soberania popular, mutatis mutandis, no altar da acumulação primitiva. É fundamental reconhecer que o verdadeiro progresso emerge da resistência criativa do povo e não da sanha devastadora que apenas aprofunda a subalternidade histórica.
Carlos Oliveira
29/04/2026
Ô Célio, esse teu progresso aí só serve pra deixar patrão mais rico enquanto a gente se acaba de trabalhar e continua pagando caro no básico. Na Síria ou aqui no Brasil, o que o povo quer é dignidade e comida no prato, não terra arrasada pra alimentar o lucro de quem nunca sentiu o peso de um dia de corre nas ruas.