A Marinha do Paquistão incorporou oficialmente o primeiro submarino da classe Hangor, o PNS Hangor, durante cerimônia realizada na cidade chinesa de Sanya.
O presidente Asif Ali Zardari participou do evento como convidado de honra. Ele afirmou que o país está preparado para proteger sua soberania e seus interesses marítimos vitais.
O chefe do Estado-Maior da Marinha, almirante Naveed Ashraf, discursou na ocasião. Ashraf ressaltou a necessidade de forças navais avançadas diante das ameaças às rotas marítimas e aos pontos de estrangulamento estratégico.
Os submarinos da classe Hangor contam com sensores modernos e armamentos de última geração. Eles são equipados com propulsão independente de ar do tipo AIP, que permite maior tempo de submersão.
O nome Hangor carrega forte simbolismo para a Marinha paquistanesa. Um submarino com esse nome afundou a fragata indiana INS Khukri durante a guerra de 1971, tornando-se o primeiro a afundar um navio de guerra desde a Segunda Guerra Mundial.
O contrato para o programa foi firmado em 2015 e prevê a entrega de oito submarinos. Quatro unidades serão construídas na China e as demais nos estaleiros paquistaneses de Karachi.
O cronograma original indicava entregas entre 2022 e 2028, mas o projeto registrou atrasos. De acordo com o Naval News, a classe Hangor deriva dos submarinos chineses Tipo 039B Yuan.
As embarcações possuem 76 metros de comprimento e deslocamento de 2.800 toneladas. O projeto se baseia no modelo S26 da estatal chinesa CSOC e utiliza o sistema de propulsão Stirling AIP.
A frota submarina paquistanesa inclui atualmente três submarinos Agosta 90B com propulsão AIP. Outras duas unidades Agosta 70 são movidas a diesel-elétrico.
Os Agosta 90B estão em processo de modernização pela empresa turca STM. O primeiro submarino modernizado, o PNS Hamza, foi entregue em 2020.
A incorporação dos novos submarinos Hangor aumentará significativamente a capacidade de negação de área da Marinha do Paquistão. Especialistas indicam que o emprego de mísseis de cruzeiro Babur-3 poderá conferir ao país capacidade de ataque de longo alcance no Oceano Índico.
O programa simboliza o fortalecimento contínuo da parceria de defesa entre o Paquistão e a China. Essa aliança contribui para a busca de autonomia estratégica por parte de Islamabad na região.
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Mateus Silva
30/04/2026
Fernando, você tem razão em separar os planos, mas essa transferência de tecnologia naval da China pro Paquistão não é só uma transação comercial: ela reconfigura o equilíbrio regional no Oceano Índico e escancara como a geopolítica do Sul Global opera na prática, enquanto a esquerda brasileira insiste em pautas identitárias que não mexem na estrutura do capitalismo periférico.
Fernando O.
30/04/2026
Ana Paula, com todo respeito, mas misturar alhos com bugalhos não ajuda. O Paquistão comprando submarino chinês é uma transação militar comum entre aliados estratégicos, não tem nada a ver com a pauta doméstica brasileira. Se for pra discutir orçamento de defesa, vamos olhar os números — aí sim a gente vê se o problema é ideologia ou má gestão mesmo.
Ana Paula Conserva
30/04/2026
Que bom ver o Paquistão se fortalecendo com tecnologia chinesa. Enquanto isso, por aqui, o governo insiste em gastar dinheiro com ideologia de gênero e aborto, em vez de investir na defesa da nossa soberania e da família brasileira.
Marcos Andrade Niterói
30/04/2026
Ana Paula, essa pauta de “ideologia de gênero” é cortina de fumaça pra esconder que o governo estadual do Rio, que você deve apoiar, abandona Niterói há anos. Enquanto isso, aqui na cidade o Rodrigo Neves entrega obra de verdade, como o túnel Charitas-Cafubá, sem precisar de discurso de pânico moral.